sexta-feira, 21 de setembro de 2007

A Biografia Do Trio Canadense RUSH

Como tudo Começou
Rush é uma banda canadense de rock progressivo formada pelo baixista, tecladista e vocalista Geddy Lee, pelo guitarrista Alex Lifeson e pelo baterista e letrista Neil Peart. A banda foi formada no fim da década de 1960 em Sarnia, Ontário, por Lifeson, Lee e John Rutsey.

Mudaram-se para Toronto para desenvolver a carreira da banda e começaram tocando canções de outras bandas em bares. Logo em 1974, duas semanas antes do início da primeira turnê, Peart assumiu a bateria no lugar de Rutsey, completando assim, a formação atual da banda.


Primeira Fase 1974–1976
A formação original da banda, em Setembro de 1968, contava com o baixista e vocal Jeff Jones, o baterista John Rutsey e Alex Zivojinovich (guitarra e vocais de apoio), mais conhecido pelo nome artístico Alex Lifeson. O irmão de Rutsey sugeriu o nome Rush batizando e, assim, decretando o início da história de um nome de sucesso. Ainda no mesmo ano, Jones foi substituído por um amigo de Lifeson, Geddy Lee. Sem apoio de gravadoras, lançaram seu primeiro disco independente em 1974, Rush. A popularidade da banda ficou circunscrita à região de Ontário até que o álbum, distribuído pela Moon Records, foi adotado pela rádio Ohio. Esse álbum, mais tarde foi redistribuído pela Mercury Records.

No início da turnê, John Rutsey teve que sair da banda por diferenças musicais em relação aos outros membros da banda. Então, duas semanas antes do início da turnê, Neil Peart “assumiu” as baquetas, criando a terceira e última formação da banda, que se mantém até hoje. Peart é considerado um dos melhores bateristas do mundo. Ele também se responsabilizou pela composição das letras, muito influenciadas por poesia clássica, literatura, ficção científica, e ainda, pela obra e filosofia de Ayn Rand, que marca, por exemplo, a canção "Anthem" do próximo álbum, Fly By Night. A repercussão do primeiro álbum nas rádios estado-unidenses chamou atenção da gravadora Mercury.

Em 1975, foi lançado o segundo álbum, Fly by Night, já contando com Neil Peart na composição das faixas. A banda começou a mostrar o rock progressivo, pelo qual ficou famosa, se afastando do hard rock e do blues, e criando arranjos e letras mais complexas. Ainda no mesmo ano foi lançado o álbum Caress of Steel, mais voltado para o progressivo e considerado por muitos como o mais subestimado. Sofreram, entretanto, alguma pressão para que mudassem o seu estilo, fazendo composições de menor duração e mais comerciais.

O lançamento do álbum 2112, em 1976, definiu, então, o estilo da banda. O disco abre com uma faixa de vinte minutos, reveladora da independência da banda em relação aos padrões considerados comerciais. A gravadora não gostou, mas transigiu, pelo fato de as demais faixas do álbum serem bem curtas e comerciais. Com isso o Rush consegue o grande feito de agradar à gravadora e a si próprios. Como esperado, esse álbum obteve boa repercussão. A partir de então, foram ficando cada vez mais conhecidos pelo mundo afora. No mesmo ano foi ainda lançado o disco ao vivo All the World´s a Stage encerrando a primeira fase da banda.


Segunda Fase 1977-1981
Em 1977, foi lançado A Farewell to Kings, disco em que se estreou o tema "Cygnus X-1", que também seria editado no álbum que se seguiria: Hemispheres de 1978. O álbum também é conhecido por "Closer To The Heart", um dos maiores sucessos da banda, e que foi ainda o primeiro compacto lançado pela banda internacionalmente. Ainda deste álbum, podemos citar "Xanadu" que se tornou uma das canções favoritas entre os fãs.

Em 1978, Hemispheres foi lançado. Talvez seja o mais conceitual dentre os últimos três álbuns da banda. O álbum trata do conflito entre razão e emoção e o equilíbrio entre ambos. A primeira faixa continuava o tema "Cygnus X-1" iniciado no disco anterior, e ocupava totalmente o lado A do disco. Além disso, o álbum trazia a primeira faixa instrumental lançada pela banda: "La Villa Strangiato". "The Trees" (que foi o compacto do disco) é muito tocada nas turnês da banda.

Em 1980, lançam Permanent Waves que traz os grandes sucessos "The Spirit Of Radio" e "Freewill". Mesmo com algumas canções tendo uma duração maior, como "Natural Science" de nove minutos por exemplo, a maioria dos temas estava dentro do tempo limite das rádios. Em resultado disso, o álbum foi Billboard's Top 10 e ganhou disco de platina pelas vendas.

Moving Pictures, o álbum seguinte, explodiu comercialmente com "Limelight", "Red Barchetta" e "Tom Sawyer", que no Brasil ficou conhecida como tema do seriado Profissão: Perigo. Outro destaque do álbum é "YYZ", que foi indicada para o Grammy. As composições de longa duração foram representadas por "The Camera Eye", de onze minutos. Nesse álbum também foi lançada a primeira parte (que, na verdade, é a terceira) da tetralogia Fear, chamada "Witch Hunt".

Moving Pictures foi terceiro lugar no Billboard Álbum Chart e ganhou quatro vezes o disco de platina. No mesmo ano, gravaram o registro ao vivo Exit... Stage Left encerrando a segunda fase da banda.


Terceira Fase 1981-1988
A partir do álbum Signals, lançado em 1982, os recursos eletrônicos (teclados, sintetizadores, samplers) começaram a ser mais explorados. A primeira faixa do álbum "Subdivisions" é um bom exemplo de tal mudança. "New World Man" que tocou nas rádios, lembrava o som do The Police. Foi uma fase experimental para a banda. Peart foi muito elogiado pelo trabalho que realizou na bateria deste álbum. As canções têm letras relacionadas com as fases da vida, em ordem cronológica. A faixa "The Weapon" dá continuidade à série Fear.

Grace Under Pressure, lançado em 1984, continuou esta tendência. Considerado pelo Rush seu álbum mais comercial, é neste CD que Terry Brown, co-produtor da banda desde o primeiro disco, deixa os projetos da banda, sendo substituído por Peter Henderson. Esse disco traz a terceira parte (que, na verdade, é a primeira) da tetralogia Fear, chamada "The Enemy Within". Uma curiosidade é que quando tocam "Red Sector A" ao vivo, Lee só toca teclados. A canção "Between the Wheels" deste álbum, é como "Subdivisions" no Signals: são canções em que predominam os sintetizadores. Ambas as canções, mais tarde, se tornaram videoclipes famosos na MTV dos Estados Unidos.

Em Power Windows, lançado em 1985, a banda troca, novamente, de co-produtor, sendo dessa vez o trabalho assumido por Peter Collins. "The Big Money" e "Mystic Rhythms", são provavelmente as canções com maior repercussão, pois ambas tiveram um videoclipe na MTV. Este disco, repleto de obras-primas, trazia ainda canções como "Manhatan Project", "Marathon", "Territories", "Middletown Dreams" e "Emotion Detector".

Lançado em 1987, Hold Your Fire Trazia letras que trabalhavam o tema instintos. Em "Time Stand Still", Aimee Mann faz vocais extras. Este álbum teve ainda os sucessos "Force Ten", "Prime Mover" e "Turn the Page".

Em 1988 foi gravado o álbum ao vivo A Show of Hands, encerrando a terceira fase da banda. Também foi lançado o vídeo do concerto que foi terceiro no Billboard's Top Music Videos' e décimo no Top Videocassette Sales Chart. Curiosidade é que mesmo ao vivo, Geddy é quem toca os teclados e sintetizadores das canções.


Quarta Fase 1989-1998
A partir do álbum Presto, lançado em 1989, o trabalho da banda deixou de dar tanta prioridade aos teclados, mas ainda o usando de forma esplêndida. Em "Show Don’t Tell" e "Superconductor", nota-se menos sua presença, já em "Chain Lightning", "Scars" e "Red Tide", os sintetizadores têm muito destaque. "Scars" junta um padrão complexo de ritmos onde a bateria acústica e eletrônica são usadas. De acordo com Geddy Lee, a canção "The Pass" é a favorita da banda. Neste álbum, novamente, o co-produtor foi substituído. Em seu lugar entrou Rupert Hine.

A turnê do álbum Presto foi a última em que Peart usou bumbo duplo em sua bateria. A partir de Roll the Bones ele passaria a usar pedal duplo.

Após Presto, foi lançado o Chronicles, coletânea de 1990, com dois CDs e um vídeo com videoclipes que abrangem toda a carreira da banda. Recentemente, em 2001, os vídeos foram relançados em DVD.

Em 1991, a banda lança um novo trabalho. Roll the Bones. "Dreamline" e "Roll the Bones" foram populares na rádio do começo da década de 1990. A faixa "Roll the Bones" teve também direito a um videoclipe. "Where’s My Thing?" é o terceiro instrumental da banda, tendo sido indicado para o Grammy. Destaque também para "Bravado", uma das canções mais emotivas da banda, como se pode ver nos concertos.

Counterparts foi o álbum seguinte da banda. Lançado em 1993, marca a volta de Peter Collins na co-produção do trabalho. O CD ganhou mais um instrumental da banda, "Leave that Thing Alone" que foi indicado mais uma vez para melhor instrumental no Grammy. "Stick it Out" é uma das composições mais pesadas do Rush, talvez introduzindo o estilo que teria o próximo álbum. Seu videoclipe chegou a aparecer em um capítulo de um desenho animado da MTV. "Nobody's Hero" chegou a ter direito também a um videoclipe. Outros destaques do álbum são "Animate", "Cut to the Chase" e "Between Sun and Moon".

Antes de lançar o álbum Test For Echo, a banda dedicou algum tempo a projetos paralelos. Lifeson lançou seu disco solo Victor. Enquanto Lee dedicou seu tempo à sua família, Peart produziu o primeiro volume de Burning For Buddy. Neste álbum participaram vários bateristas a convite de Peart: nomes como Dave Weckl, Steve Gadd, Bill Bruford, entre outros - alguns até já haviam tocado com Buddy Rich. A partir de então, Neil se motivou a voltar a estudar bateria, para descobrir timbres e ritmos novos. Pode-se notar uma mudança na maneira de tocar nos álbuns que se seguiram.

Em 1996 foi lançado Test For Echo. Neste álbum a banda fez um som bem criativo e com peso na medida exata, que agradou bastante ao público. "Limbo" se tornou o mais recente instrumental da banda. A linha de baixo de "Driven" ficou muita marcada para os fãs e, desde então, nas turnês onde a banda a toca, Lee faz um improviso no meio da canção. No ano seguinte Peart produziu o segundo volume de Burning For Buddy.

Dois anos depois foi lançado o álbum triplo ao vivo Different Stages. Os dois primeiros CDs foram gravados durante as turnês do Counterparts e Test For Echo. O terceiro CD consistia em material que estava guardado de um concerto de 1978, marcando a primeira fase da banda.


Fase Atual
Depois de Test For Echo, a banda interrompeu os trabalhos por problemas pessoais na vida de Peart. A sua filha, Selena, morreu em um acidente de carro em Agosto de 1997 e, logo depois, a sua esposa, Jacqueline, morreu de câncer em Junho de 1998. Peart entrou, como ele mesmo descreve, em uma jornada de cura com sua motocicleta, viajando milhares de quilômetros pela América do Norte. Essa jornada foi mais tarde descrita no livro Ghost Rider: Travels on the Healing Road.


Biografias

Garry Lee Weinrib
Geddy Lee nasceu no dia 29 de julho de 1953. Ganhou o apelido "Geddy" de um amigo, aos 12 anos. Isso, porque, sua mãe, por ser polonesa, pronunciava seu nome com sotaque bastante carregado. Além de ser responsável pela "voz do Rush", também é baixista e tecladista. Junto com Alex, compôs a maioria das músicas da banda (enquanto Neil, tradicionalmente, se encarrega das letras). Como vocalista, caracteriza-se pelo seu timbre peculiar - "anasalado" - que vai desde o agudo (característico nos primeiros discos do Rush) até o grave com facilidade.

Já como baixista é considerado um dos monstros sagrados do instrumento. Isso porque Geddy não toca, simplesmente. Ele praticamente sola o tempo inteiro. Enquanto a maioria dos seus colegas utiliza o baixo para "fazer a marcação", Mr. Lee imprime um estilo jazzístico, repleto de técnica e contrapontos que tornam o instrumento vivo, com linhas cheias e pulsantes. Com isso, adiciona um contorno ainda mais peculiar ao complexo som do Rush. Sua performance virtuosa casou-se perfeitamente com o "estilo Neil Peart" de tocar bateria (repleto de velocidade e contratempos).

Resultado: os dois formam a "cozinha" mais admirada do rock'n'roll. Parâmetros para essa combinação de talentos talvez só exista entre os grandes nomes do jazz. Por outro lado, em seu projeto solo intitulado sugestivamente "My Favorite Headache" (2001), Geddy deixou de lado seu virtuosismo e enveredou por um caminho mais melódico. Neste trabalho seu som ficou mais "acessível". Na época de lançamento, o músico declarou que buscava uma outra forma de expressão, "não precisando subir e descer escalas em alta velocidade".

Para muitos, a genialidade do "bruxo" (um de seus apelidos) é ainda mais acentuada pelo fato de tocar como poucos, ao mesmo tempo em que canta. Ou seja, Geddy tem coordenação para tirar passagens sofisticadíssimas do seu baixo enquanto está com os olhos fixos no horizonte, verbalizando as letras de sua banda (sendo que muitas vezes ainda comanda os teclados com pedaleiras). Um absurdo. Tamanha competência lhe rendeu um trocadilho no meio musical, que sintetiza de forma perfeita tudo o que pode ser dito sobre o seu trabalho: "God" Lee.


Para conhecer Geddy Lee

- "Tom Sawyer", clássico do Rush (Moving Pictures, 1980).

- "Marathon" (Power Windows, 1985), virtuosismo na medida exata combinado ao talento vocal.

- "A Show of Hands"(video) percebe-se que Geddy faz as duas funções com imensa facilidade, sem sequer olhar para o baixo.

- "Show Don't Tell" (Presto, 1989), traz um solo de extremo bom gosto e musicalidade, usando alguns truques peculiares, como harmônicos e ghost-notes.

- "Alien Shore" (Counterparts, 1993), levada jazzística elegante e virtuosa.

-"Closer To The Heart", clássico da banda, em sua gravação de 1998 (Different Stages), a versão torna-se mais extensa em seu final, pois Alex e Neil fazem uma base para Geddy "brincar" com seu instrumento.


Projetos paralelos

Produziu o álbum No Static do Wireless, 1979.


Vocal na música "Take Off" do álbum Great White North de Bob e Doug MacKenzie, 1981.


Tocou em duas faixas do álbum Vignettes de Marie Lynn Hammond, 1983.


Produziu o álbum do Boys Brigade, 1983Vocal na música "Tears Are Not Enough" das "Estrelas do Norte pela África", 1985.


Tocou na faixa "Good For Sule" do álbum Blue, Green, Orange, I Mother Earth's , 1999.


Tocou baixo e teclados e escreveu "The Road" no álbum Euphoria do Euphoria, 1999.


Vocal em "O Canada" com Alex na trilha sonora de South Park: Bigger, Longer & Uncut, 1999.


Produziu o álbum de lançamento do Rocket Science, e cantou em uma faixa, 1999.


Lançou seu álbum solo, My Favourite Headache, 14/11/2000.


Escolha dos leitores:Hall Of Fame para melhor Baixo de Rock (ganhou a categoria por mais de cinco vezes), Guitar Player Melhor Baixista Rock, Bass Player, 1993.


Alexander Zivojinovich
Alex Lifeson, cujo nome verdadeiro é Alexander Zivojinovich, nasceu no dia 27 de agosto de 1953 em Fernie, British Columbia. Segundo ele, "Zivojinovich" se traduz como "filho da vida", o que originou seu nome artístico. O guitarrista do Rush é considerado o cientista da banda, pois busca constantemente sonoridades diferentes para expressar sua musicalidade. Extremamente versátil, Alex é competente em riffs, solos e texturas, caracterizando-se por apresentar uma distribuição precisa sobre os tempos e um trabalho rítmico muito elaborado. Junto com Geddy, compõe as músicas do power trio.

Apesar de ter sido influenciado por grandes guitarristas, como Eric Clapton e Jimi Hendrix, um dos maiores méritos de Alex foi ter criado um estilo próprio, misto de virtuosismo e comedimento de acordo com as circunstâncias. Sua forma de tocar é extremamente importante para completar a sonoridade da banda sem gerar conflitos entre os instrumentos.

Ainda sobre seu desempenho e a maneira que ele se enquadra no Rush, Mr. Lifeson declarou para a revista brasileira Cover Guitarra, que prioriza a originalidade em suas composições: "sempre procuro fazer algo que soe diferente do usual, que fuja do lugar-comum. Não quero ser o cara mais rápido da vizinhança e nem me importo com isso". Em 1996, Alex lançou seu projeto solo, intitulado "Victor", onde aprofunda suas características experimentais e flerta com o metal.


Para conhecer Alex Lifenson
- "Limelight", clássico do Rush (Moving Pictures, 1981). Riff preciso e um solo de arrepiar que leva os fãs ao delírio durante os shows.


- "La villa Strangiato" (Hemispheres, 1978), instrumental com guitarra marcante que, segundo Alex, é um tributo à psicanálise.


- "The Spirits Of Radio" (Permanent Waves, 1980). Um dos riffs mais originais da história do rock.


- "Chemestry" (Signals, 1982). Esta música traz um de seus solos favoritos.


- Álbum "Counterparts", de 1993. Depois de um período de certa discrição, a guitarra do Rush volta ao primeiro plano - tendência que se aprofundaria em "Test For Echo" (1996) e "Vapor Trails (2002.


Neil Elwood Peart
Neil Elwood Peart nasceu em Hamilton, Ontário, no dia 12 de setembro de 1952. Começou a estudar bateria aos treze anos em uma "singela e inesquecível bateria vermelha". Nessa época, foi influenciado por bateristas como Keith Moon (The Who) e Bill Bruford (Yes, King Crimson, Earthworks).

Venerado como um dos maiores bateristas da história do rock (e para muitos, o maior de todos os tempos), Neil ingressou no Rush em 1975, ano de lançamento do segundo disco da banda: "Fly By Night".

Ainda na década de 70 tornou-se o letrista oficial do Rush. Seus textos dissertam sobre temas complexos, bebendo em fontes filosóficas, mitológicas e de ficção científica. Esse cerebralismo nas letras conferiu um caráter ainda mais denso à banda, combinando perfeitamente com a sonoridade virtuosa do power trio mais influente do planeta.
Como baterista, Neil é um fenômeno. Combina velocidade espantosa, técnica e uma criatividade únicas. Influenciou gerações inteiras de bateristas e obteve a reverência de grandes nomes do jazz.

Entre 1980 e 1986 acumulou os mais variados prêmios da Modern Drummer - a mais conceituada publicação sobre bateria e percussão do mundo. Ainda em 1986 foi considerado "the best all around" e elevado à condição de "hors concours", tornando-se "inelegível" nas principais categorias da revista.

No meio musical seus apelidos são, entre outros, "O Professor" e "Polvo de velozes tentáculos". Geddy Lee, em entrevista concedida em 2001, definiu seu colega de banda como "A máquina de fogo".
Seus feitos não deixam por menos. Em 1985, por exemplo, gravou num único dia 5 músicas para o álbum "Power Windows". Seus solos beiram o impossível: no trabalho ao vivo "A Show Of Hands" Neil arrepia sua Ludwig branca com uma performance baseada em sua incrível velocidade; já em "Different Stages", também ao vivo, o solo se alonga e são adicionados novos elementos percurssivos ao seu inconfundível estilo.

Como se tudo isso não bastasse, Mr. Peart também se aventura pela literatura. Escreveu os livros "Masked Rider" (1996) e "Ghost Rider" (2002), além de diversos artigos e contos.
A saga deste gênio das baquetas parece fadada ao mítico: em 2001, a Revista Bilboard apontou o álbum "Signals" como "o maior desempenho de um baterista em estúdio em todos os tempos".

Nota: Em agosto de 1997, Neil Peart perdeu a sua única filha, Selena, em um acidente automobilístico. Menos de um ano depois, em junho de 1998, sua esposa Jaqueline Taylor faleceu vitimada por um câncer. Em 9 de Setembro de 2000 Neil casou-se com a fotógrafa Carrie Melissa Nuttall.


Para conhecer Neil Peart
- "La Villa Strangiato" ("Hemispheres", 1978), primeira música instrumental gravada pelo Rush e um de seus grandes clássicos.


- Os inigualáveis solos "The Rhythm Method" (presentes em "A Show Of Hands", 1989 e "Different Stages", 1998.


- Álbums "Moving Pictures" (1981) e "Signals" (1982). Nesta época Neil elevou a categoria "baterista de rock" a alturas antes destinadas somente aos grandes nomes do jazz.


- "The Buddy Rich Scholarship Concerts III & IV". Nestes vídeos gravados ao vivo Neil apresenta-se no já tradicional concerto anual em memória ao grande baterista de jazz Buddy Rich, acompanhado pela própria Buddy Rich Big Band (repare na expressão de surpresa e alegria nos membros desta banda - principalmente o grande saxofonista Steve Marcus - quando Neil faz seu solo).


- Álbums "Burning For Buddy I & II" (1994 e 97). Discos produzidos por Peart em homenagem ao grande Buddy Rich, com participações de vários bateristas de renome, inclusive do próprio Neil.


- Vídeo "A Work In Progress". Filmado durante as gravações de "Test For Echo", em 1996. Neil apresenta o seu novo estilo de tocar (resultado de um longo período de aulas com o mestre do jazz Freddie Gruber), além disso, fala sobre o seu processo criativo e seu instrumento.


- "One Little Victory" ("Vapor Trails", 2002). O retorno "furioso" de Neil Peart, depois de um hiato de 6 anos sem trabalhos do Rush.


Projetos paralelos

Tocou em duas faixas do álbum "Champion" (1985), de Jeff Berlin, juntamente com Steve Smith.


Compôs e tocou o solo "Pieces of Eight" para um flexi-disc lançado pela revista Modern Drummer (1987)


Lançou o livro, "The Golden Lion" (1987, distribuição restrita)


Lançou o livro, "The African Drum" (1988, distribuição restrita)


Lançou o livro, "Raindance Over the Rockies" (1988, distribuição restrita)


Tocou no "Buddy Rich Memorial Scholarship Concert" (1992)


Tocou em três faixas do álbum "Whale Music", do Rheostatics (1992)


Produziu o álbum "Burning For Buddy: A Tribute To The Music Of Buddy Rich" (1994)

Lançou o livro "The Masked Rider: Cycling in West Africa" (1996)


Lançou o vídeo didático "A Work In Progress" (1997)


Produziu o álbum "Burning For Buddy II: A Tribute To The Music Of Buddy Rich" (1997)


Lançou o livro "Ghost Rider: Travels On The Healing Road" (2002)


Prêmios
Escolha dos leitores (Revista Modern Drummer)
Melhor Baterista de Rock, 1980
Melhor Baterista de Rock, 1981
Melhor Baterista - estúdio, Moving Pictures, 1981
Melhor Baterista de Rock, 1982
Melhor Percussionista instrumental, 1982
Melhor Baterista, Exit... Stage Left, 1982
Melhor Multi-Percussionista, 1983
Hall Of Fame, 1983
Melhor Baterista de Rock, 1983
Melhor Baterista - estúdio, Signals, 1983
Melhor Baterista de Rock, 1984
Melhor Multi-Percussionista, 1984
Melhor Multi-Percussionista, 1985
Melhor Baterista de Rock, 1985
Melhor Baterista - estúdio, Grace Under Pressure, 1985
Melhor Multi-Percussionista, 1986
Honor Roll, Melhor Multi-Percussionista, 1986
Melhor Baterista "All-around", 1986
Melhor Baterista - estúdio, Power Windows, 1986
Melhor Baterista - estúdio, Hold Your Fire, 1988
Melhor Baterista - A Show Of Hands, 1989
Melhor Baterista - estúdio, Presto, 1990
Melhor Baterista - estúdio, Roll The Bones, 1992
Melhor Baterista - estúdio, Counterparts, 1994
Melhor Baterista - estúdio, Test For Echo, 1997
Melhor Baterista - Different Stages, 1999

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Top ten do Rock n' Roll

Saiu essa semana na BBC de Londres o Top Ten dos maiores artistas e bandas de todos os tempos. Vamos à ela:

1° LED ZEPPELIN
2° BLACK SABBATH
3° JIMMI HENDRIX
4° AC/DC
5° METALLICA
6° NIRVANA
7° VAN HALEN
8° THE WHO
9° GUNS N' ROSES
10° KISS

Nenhum dos critérios utilizados foram publicados, mas nessa lista faltam nomes como "Iron Maiden", "Rolling Stones", "Ozzy Osbourne", "The Beatles" e algumas bandas que não existem a várias décadas estão presentes na lista. Em matéria de rock n' roll fica sempre uma pergunta no ar, "Será mesmo que essas posições estão certas?"...

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

A verdadeira história - IRON MAIDEN

Iron Maiden

O Iron Maiden é uma banda de Heavy metal, uma das principais do movimento musical chamado "NWOBHM"("New Wave of British Heavy Metal"), formada em londres inglaterra em 1975 pelo Steve Harris. Eles são uma das mais famosas,bem sucedidas e influentes bandas do gênero heavy metal, tendo vendido mais de 70 milhões de álbuns por todo o mundo e ganho o "Ivor Novello Award em 2000. A banda também ficou em vigésimo quarto lugar na lista do canal americano VH1 dos "100 Maiores Artistas do Hard Rock" e foi adicionada à "Calçada da Fama" de Hollywood durante a turnê de 2005.
O trabalho do Maiden (assim chamado carinhosamente por muitos fãs) influenciou durante toda sua existência diversas bandas de Heavy metal, Power metal e Speed metal. Eles são citados como maior influência por bandas como Hazy Hamlet, Slayer, Sum 41, Angra, helloween, Umphrey's McGee.
Iron Maiden até agora lançou 14 álbuns de estúdio, 2 "best of" e 5 álbuns ao vivo. Seu décimo-quarto álbum de estúdio, A Matter of Life and Death, foi lançado recentemente.
O Maiden já foi a banda principal de vários grandes eventos em sua carreira, notavelmente o Rock in Rio, Ozzfest com o Black Sabbath, Monsters of Rock e oFestival de Reading e Leeds.
A banda tem diversas músicas baseadas em lendas, livros e filmes, como "The Wicker Man" , "The Prisoner", "Flight of Icarus", "Where Eagles Dare", "Rime of the Ancient Mariner" - esta baseada no poema de Samuel Coleridge e To Tame a Land - da série de ficção cientifica, Duna de Frank Herbert, The Trooper, que é baseada no romance "The Charge of The Light Brigade", que narra uma passagem da Guerra da Criméia no Séc XIX, onde ingleses e russos se enfrentaram.

Mascote da banda
O mascote da banda é um morto-vivo e se chama "Eddie the Head". Ele aparece em todos os álbuns da banda , sempre dando um toque sombrio aos mesmos. Eddie é desenhado por Derek Riggs, mas já teve traços de Melvyn Grant no álbum "Fear of the Dark". Ele também estrelou um jogo de tiro chamado "Ed Hunter" além de diversas HQs.
A origem do mascote é curiosa: se refere a uma piada britânica sobre um garoto que só tinha a cabeça. Seu nome era Eddie. Um dia, seus pais foram à um médico que disse que poderia lhe dar um um corpo. Os pais, animados com a notícia, chegam em casa e dizem para Eddie que têm uma surpresa, ao que ele diz: "Ah não, outra merda de chápeu!".
A banda tinha uma grande máscara de uma carriola que ficava embaixo da Bateria nos shows, e que por tubos soltava sangue (tinta vermelha) pelo nariz, sujando todo o cabelo do baterista Doug Sampson. A máscara foi batizada de "Eddie, a Cabeça"("Eddie the Head") e acabou se transformando no mascote da banda. Acabaria ganhando um corpo somente a partir da capa dos primeiros singles através dos traços de Derek Riggs.

História
A longa história da banda se iniciou em Maio de 1975 pelo baixista Steve Harris. Depois de ter suas composições rejeitadas por várias bandas as quais participava, Steve Harris decidiu criar sua própia banda, se juntando com o guitarrista Dave Murray alguns meses depois. Trinta anos depois, os dois ainda permanecem como membros do Iron Maiden.

O Início
Harris e Murray juntaram-se a um grande número de membros durante os anos 70, tocando em diversos clubes punk de Londres. Mesmo o Iron Maiden sendo uma banda de metal influenciada por Deep Purple, Yes, Judas Priest, Wishbone Ash e Black Sabbath, eles faziam um estilo mais punk no começo da carreira. O primeiro vocal foi Paul Day, mais tarde substituido por Dennis Wilcock, grande admirador do KISS que usava fogo, maquiagem e sangue falso no palco. Dennis deixou a banda em 1977. Em 1978, Harris e Murray estabilizaram a formação do Iron Maiden com a adição do baterista Doug Sampson e do vocalista Paul Dianno.
Se a banda soava punk anteriormente, agora era ainda mais, com a chegada de Paul Dianno, um dos poucos membros do Maiden que tiveram cabelo curto. Por anos a banda foi pressionada pelas gravadoras para cortar seu cabelo e sacrificar o complexo som do metal (segundo as mesmas)a favor de uma imagem mais Punk. Mas com Dianno de frontman, a banda pôde mixar os dois estilos e fazer um estilo próprio, juntando o Metal com o Punk. Eles misturavam temas clássicos, ritmos de Metal empolgantes e riffs de Guitarra bem hardcore e rápidos. Iron Maiden foi a sensação do circuito do Rock na Inglaterra no ano de 1978. A banda estava tocando sem parar havia três anos ganhando um tremendo número de fãs, mas mesmo assim até essa época, eles nunca tinham gravado nada. No ano novo de 1978, a banda gravou um dos mais famosos Demo tapes entitulado "The Soundhouse Tapes". Com apenas quatro músicas, a banda vendeu todas as 5 mil cópias imediatamente, e não distribuiu o demo novamente até 1996. Cópias originais da versão original são vendidas hoje em dia por milhares de dólares. Duas das faixas do demo, Prowler e Iron Maiden, ficaram em primeiro lugar nas paradas de Metal Inglesa.
Em muitas das formações antigas do Iron Maiden, Dave Murray era acompanhado de outro guitarrista, mas grande parte de 1977 e todo o ano de 1978, Murray foi o único guitarrista do Maiden. Isso mudou com a chegada de Tony Parsons em 1979. O baterista Drummer Doug também foi substituído pelo dinâmico Clive Burr. Em Novembro de 1979 a banda assinou contrato com uma gravadora de renome, a EMI, uma parceria que durou 15 anos. Poucos antes de entrar em estúdio Parsons foi substituído pelo guitarrista Dennis Stratton. Inicialmente a banda queria contratar o amigo de infância de Dave Murray, Adrian Smith, mas Smith estava ocupado tocando guitarra e cantando com sua banda Urchin.

Os Primeiros Sucessos
Iron Maiden, o primeiro álbum da banda, foi lançado em 1980 e foi um sucesso comercial e de crítica. A banda abriu os shows do KISS na turnê do álbum "Unmasked" e também abriu diversos shows do Judas Priest. Depois da turnê do Kiss Dennis Stratton foi despedido da banda por questões de criatividade e diferenças pessoais. Com a saída de Dennis quem entrava na banda era Adrian Smith, que trouxe uma nova melodia ao grupo. Seu estilo meio blues meio experimental era completamente o oposto da velocidade de Murray, o que deu um aspecto interessante a banda. As duas guitarras se completavam, e com eles não existiam a noção de guitarra solo e guitarra base, ambos solavam e ambos tinham notoriedade na banda, dando um aspecto de "twin lead" harmonioso. Esse estilo já existia em bandas como em Wishbone Ash, The Allman Brothers Band, mas ganhou um novo nível no Iron Maiden.Em 1981, Maiden lançou seu segundo álbum, intitulado "Killers". Esse novo álbum continha os primeiros grandes hits da banda e eles foram introduzidos à audiência nos Estados Unidos da América. Killers ficou marcado como um dos álbuns mais rápidos e pesados da banda.

Os Anos Dourados
O Iron Maiden nunca foi conhecido por usar drogas, e eram extremamente perfeccionistas nos palcos e no estúdio. O vocalista, Paul Dianno, por outro lado, sempre mostrou um comportamento auto-destrutivo, particulando no que diz respeito ao uso da Cocaína, afetando consideravelmente suas perfomances. Justo quando a banda começava a ficar famosa nos Estados Unidos da América, Dianno foi expulso do Maiden. Em 1982, a banda substituiu Dianno pelo vocalista do Samson, Bruce Dickinson. Nascia aí uma das maiores parcerias do metal de todos os tempos. Bruce entrou na banda, mas exigiu ficar com cabelo comprido e disse que só iria usar as roupas que ele gostava, já mostrando muita atitude, traço característico de sua personalidade, o que o levaria a algumas polêmicas.
Dickinson mostrou uma melhor interpretação das músicas da banda, dando-lhes um tom mais melódico. O álbum de estréia de Dickinson nos vocais do Maiden foi em 1982 com o mundialmente famoso "The Number of the Beast", que é reconhecido como um dos clássicos do heavy metal. Esse álbum estourou em todo o mundo e trouxe músicas muito marcantes para a carreira do Maiden como The Number of the Beast, Run to the Hills e Hallowed Be Thy Name, consideradas por muitos como ícones e grandes influências do metal. Pela primeira vez, a banda saiu em uma turnê mundial, visitando os Estados Unidos da América, Japão e Austrália. Foi nessa época também que alguns grupos religiosos começaram a acusar a banda de ter um cunho satânico, afirmando que as letras do Maiden estavam repletas de cantos demoníacos, invocando o demônio e vandalizando a mente da juventude. Toda essa polêmica veio por causa da música The Number of the Beast, que é na verdade uma música anti-satânica sobre um sonho ruim tido pelo baixista Steve Harris. A banda sofreu um pouco com esses rumores e foi obrigada a colocar na frente dos discos um aviso de letras explícitas.
Nesse mesmo tour, o produtor Martin Birch se envolveu numa acidente de carro com alguns fiéis. O reparo do carro foi contabilizado como £666, um preço que Birch se recusou a pagar, optando pelo valor de £668.
Apesar das polêmicas, o ator Patrick McGoohan não se importou em permitir que uma famosa frase sua da série, The Prisoner (O Prisioneiro), do qual era o ator principal, fosse usada no início da música de mesmo nome. Após o enorme sucesso de "The Number of the Beast", a banda ficou famosa mundialmente, ganhando status de rockstars. Antes de voltar ao estúdio em 1983, Clive Burr deixa a banda para se dedicar mais à família, e as baquetas são assumidas pelo conceituado e conhecido por sua pegada pesada, Nicko McBrain, e com ele lançaram quatro álbuns clássicos, todos com ganhando disco de platina múltiplos por todo o mundo: "Piece of Mind" em 83, com uma pegada mais psicodélica, instrumentos com som mais abafado, trazendo os clássicos Flight Of Icarus, The Trooper, Where Eagles Dare, e as progressivas composições To Tame A Land e Quest For Fire, "Powerslave" em 84 vem logo em seguida, sendo considerado por muitos fãs um dos melhores álbuns da banda. Notas para Aces High, Two Minutes To Midnight, a faixa título Powerslave e o épico Rime of the Ancient Mariner, "Live After Death" em 85 representou o primeiro registro ao vivo da banda. Também citado como aquisição indispensável por qualquer fã de heavy metal. "Somewhere in Time", 86" com as belíssimas Caught Somewhere In Time, Stranger in a Strange Land, Deja-vu e Wasted Years.
A banda tocou para enormes audiências, especialmente na América do Sul Austrália e Estados Unidos da América.
Todos esses álbuns continham riffs extremamente bem feitos, diversas mudanças de estilo na música, com um casamento único entre letra e instrumental. O Iron Maiden quase nunca cantava sobre drogas, sexo, bebida ou mulheres. As letras das músicas da banda, diferentes das outras bandas de heavy metal, eram baseadas na Literatura e em fatos históricos. Muitos consideram as músicas da banda como "metal inteligente", era uma banda totalmente intelectual e ao mesmo tempo extremamente pesada (para a época).
Na época as acusações de satanismo continuaram, causando enormes controvérsias sobre mensagens ocultas em diversas músicas da banda, normalmente descobertas rodando-se a música ao contrário. No álbum "Piece of Mind" uma mensagem desse tipo foi colocada no inicio da música Still Life. Tocando-o ao contrário, pode-se ouvir o baterista McBrain dizer: "Hmm, Hmmm, what ho sed de thing wid de three bonce. Don't meddle wid things you don't understand", seguido por um arroto. McBrain mais tarde admitiu que o trecho eram suas impressões sobre "Idi Amin Dada". Ela diz o seguinte: "What ho, said the monster with the three heads, don't meddle with things you don't understand."No mesmo álbum, o renomado escritor Frank Herbert teve um conflito com a banda quando eles pediram permissão para criar uma música com o nome de "Dune". Herbet não só recusou a reivindicação, como proibiu que o Maiden usasse qualquer citação do livro na música. Steve Harris ainda tentou um encontro com o escritor, mas obteve a resposta do agente de Herbet, de que o escritor não gostava de bandas de, especialmente de bandas de rock pesado, como o Maiden. Por causa desse empecilho judicial, a música foi renomeada como To Tame A Land.

Experimentos
Em 1988 a banda tentou algo diferente para o seu sétimo álbum de estúdio, "Seventh Son of a Seventh Son". Este é um álbum conceitual, mostrando a história de uma criança que era possuída pelos poderes de vidência. O disco foi baseado no livro The Seventh Son de "Orson Scott Card". Foi o disco mais experimental do Maiden até hoje, e é muitas vezes lembrado como o fim dos "tempos de ouro" da banda com a saída do guitarrista Adrian Smith". Adrian saíra alegando diferenças musicais, não por menos ele tentaria resgatar um antigo sonho que era a de formar sua própria banda.

Declínio
Pela primeira vez em sete anos, a formação da banda sofreu uma mudança, com um grande perda, o guitarrista e vocalista Adrian Smith. Smith foi substituído por Janick Gers" que tinha participado no primeiro disco solo de Bruce Dickinson "Tattoed Millionaire" e em 90 eles lançaram o fraco "No Prayer for the Dying". Esse álbum voltou com um Maiden mais pesado que os do "tempo de ouro", mas as letras ficaram mais fracas e simples, e a música não parecia tão desafiadora como nos álbuns passados. O vocalista Bruce Dickinson também começou com algumas mudanças no timbre de voz, que não agradou nem um pouco aos fãs. Mesmo com todos esses imprevistos, o álbum foi um grande sucesso comercial e teve diversos singles bastante tocados como "Bring Your Daughter to the Slaughter", música feita por Bruce para o filme Nightmare on Elm Street IV. Antes do lançamento de "No Prayer for the Dying", Bruce Dickinson lançou oficialmente sua carreira solo e conseguiu conciliar com o Iron Maiden (Gers era o guitarrista). Ele continuou com o tour em 1991 antes de retornar a estúdio com o Iron Maiden para lançarem seu mais popular disco, "Fear of the Dark". Lançado em 1992, é o mais bem-sucedido da banda em termos de vendagem, impulsionado pela balada "quase pop" Wasting Love, atraindo até mesmo gente que não costumava ouvir Heavy Metal. Outras bastante populares entre fãs foram Fear of the dark (faixa-título) e Afraid to Shoot Strangers, uma crítica à guerra. Mesmo com o metal perdendo espaço para o Grunge, o Maiden continuava a lotar arenas em todo o mundo. Bruce Dickinson continuava com seu estilo único e brilhante de cantar. Em, houve uma grande perda, quando o mesmo saiu do grupo para seguir sua carreira solo. Bruce aceitou permanecer na banda até o final do ano, o que resultou no lançamento de diversos álbuns ao vivo. O primeiro, A Real Live One, que trazia as músicas 1986 a 1992 foi lançado em Março de 93. O segundo, A Real Dead One trazia as músicas de 1980 a 1984 e foi lançado logo após a saída de Bruce. Ele tocou seu último show com banda (até voltar em 1999) no dia 28 de Agosto de 1993. O show foi filmado pela BBC, e lançado em vídeo com o nome de Raising Hell.

A Mudança
Para substituir Bruce (Que procurava estilos alternativos de música) Steve Harris ,em 1994, chamou o vocalista da banda que abria os shows do Maiden na turnê passada a "Wolfsbane", Blaze Bayley entrou no maiden após um teste, porém sem concurso algum, como boatos mentirosos dizem. Bayley provou ser um bom vocalista, mas não agradou aos fãs do Maiden, que já estavam acostumados com o vocal marcante de Bruce Dickinson. Após uma parada, Maiden retornou em 1995 com o álbum de setenta minutos, o "The X Factor". É um álbum ao mesmo tempo amado e odiado, talvez o que desperte as reações mais extremas entre os fãs da banda, por ser o álbum com sonoridade mais diferente em toda a discografia. O grande compositor da banda, Steve estava passando por sérios problemas pessoais com seu divórcio e a morte de seu pai, o que resultou em músicas obscuras, depressivas e lentas (o álbum contém quatro músicas sobre guerras). As músicas do álbum que se destacam são "Blood on the World's Hands" que tem um brilhante trabalho de baixo acústico de Harris e a épica música de 11 minutos "Sign of the Cross", considerada um dos clássicos da banda.
A banda gastou a maior parte de 96 na estrada, pra voltar ao estúdio e desenvolver o álbum seguinte, "Virtual XI". Contudo, o vocal de Bayley ainda estava bastante "hard rock" para o gosto dos fãs do Maiden. Isso levou a grande parte do público a não comprar o álbum e não foi definitivamente um sucesso de vendas, sendo o primeiro álbum do Maiden sem atingir a marca de 1 milhão de vendas pelo mundo, o que, junto com constantes deslizes vocais ao vivo, acabou sendo a senha para a saída de Bayley.

O Retorno
Em 1999 Bayley foi retirado da banda, aparentemente por consenso mútuo. Meses depois, a banda chocou o mundo quando anunciaram que Bruce Dickinson e o guitarrista Adrian Smith estavam retornando, o que significa que a formação clássica de 1983-1988 estava mais uma vez formada. Ainda melhor, Janick Gers, que é considerado o "ator" do conjunto nas apresentações ao vivo, iria continuar com os dois guitarristas clássicos: o Maiden seria a primeira banda desde o Lynyrd Skynyrd a ter três guitarristas. Logo depois do anúncio, o grupo fez uma turnê mundial, para celebrar a reunião, que foi um grande sucesso.
Em 2000, um novo período começou para o Maiden, com a banda lançando o álbum "Brave New World". As músicas são mais longas e as letras falam sobre temas obscuros e críticas sociais. A banda ganhou uma nova legião de fãs, normalmente adolescentes quando começou a explorar esse lado do Metal Progressivo. Por outro lado, foi mal aceito pelos fãs mais conservadores que estavam acostumados com o estilo mais cru, porém, mais criativo da banda, o período pré Janick Gers. Brave New World foi considerado por muitos como um dos melhores álbuns do Maiden nos últimos dez anos. A turnê mundial foi estendida até Janeiro de 2001 com um show no famoso festival "Rock in Rio", que reuniu um público estimado de 250.000 pessoas e rendeu um DVD de sucesso. Foi um retorno glorioso do grupo ao Brasil. Agora muitos dos fãs antigos têm seus próprios conjuntos, e sua influência pode ser escutada em diversas bandas de 90 até os dias de hoje. A banda continuou com o estilo progressivo com seu novo álbum "Dance of Death" lançado em 2003. O álbum ganhou disco de platina em diversos países e não deixou dúvidas que a banda ainda continua uma sensação do Heavy metal. O conjunto também emplacou alguns vídeo-clipes na MTV trazendo novos fãs para a banda. Tanto "Brave New World" quanto "Dance of Death" foram considerados pelo site Metal-Rules.com como os melhores álbuns de Metal de 2000 e 2003, respectivamente.
Em 2005, o Maiden anunciou uma tournê em comemoração aos 25 anos do lançamento do primeiro álbum e o 30º aniversário da primeira formação. A banda foi para um tour mundial para divulgar seu novo DVD, intitulado "The Early Days", em que o grupo celebra as músicas do período de 1975. Também foi lançado um álbum ao vivo em 2005 intitulado "Death On The Road", sendo que esse mesmo show foi lançado também em DVD em 2006, DVD este que conta ainda, além do show, com um disco extra com um documentário de 90 minutos mostrando os bastidores das gravações do álbum e da turnê mundial que se seguiu.
Em 2006 a banda finalmente lança o novo álbum, "A Matter of Life and Death", décimo quarto álbum de estúdio da banda, com músicas mais longas que o habitual do Iron Maiden, o álbum traz algumas características progressivas , que a banda já vinha apresentando nos últimos álbuns, porém agora nesse álbum com maior intensidade, junto com um som mais pesado que o mostrado anteriormente pela banda.


Pricipais Formações

Formação atual
Bruce Dickinson - vocal (1982 - 1993, 1999 - presente)
Dave Murray - guitarra (1976 - presente)
Adrian Smith - guitarra (1980 - 1990, 1999 - presente)
Janick Gers - guitarra (1990 - presente)
Steve Harris - baixo (1975 - presente)
Nicko McBrain - bateria (1983 - presente)

Formação Original
Steve Harris - baixo (1975 - presente)
Paul Day - vocal (1975-1976)
Dave Sullivan - guitarra (1975-1976)
Terry Rance - guitarra (1975-1976)
Ron "Rebel" Matthews - bateria (1975-1977)

Outros membros
Dennis Wilcock - vocal (1976 - 1977)
Bob Sawyer - guitarra (1976)
Terry Wapram - guitarra (1977)
Thunderstick - bateria (1977)
Tony Moore - teclado (1977)
Doug Sampson - bateria (1977 - 1979)
Paul Todd - guitarra (1977)
Paul Cairns - guitarra (1977)
Paul Di'anno - vocal (1978 - 1981)
Tony Parsons - guitarra (1979 - 1980)
Dennis Stratton - guitarra (1980)
Clive Burr - bateria (1979 - 1982)
Blaze Bayley - vocal (1994 - 1998)

Discografia

The Soundhouse Tapes 1978
Soundhouse Tapes é um EP (extend play) da banda de Iron Maiden. É um EP que funcionou para a banda como um cartão de visitas, em meados de 78, quando a banda (Harris, Sampson, Murray e Di Anno) ainda era independente. Hoje esse lendário EP representa o sonho de consumo de qualquer colecionador de discos. Depois de alguns anos passados na estrada, e com uma legião de fans que crescia de concerto para concerto, Steve Harris e o resto da banda, começaram a sentir a necessidade e a exigência dos mesmos, no sentido da edição de material em disco, veículo fundamental para a promoção dos Iron Maiden e de qualquer banda, e forma dos fans de prolongarem a experiência dos concertos fora dos mesmos.
Cambridge, Spaceward Studios, 31.12.1978 (normalmente uma data barata durante o ano musical), os Maiden, gravam 4 temas para serem incluídos numa demo de promoção da banda junto dos fans e das editoras, a saber:
Invasion - um dos primeiros temas compostos por Steve Harris, mais tarde editado como lado B do single Women In Uniform.
Iron Maiden - primeira encarnação e gravação de um dos principais temas dos Maiden. Editada posteriormente no primeiro álbum homónimo.
Prowler - mais uma música dos inícios da banda, também aparece no álbum referido anteriormente.
Strange World - abandonada para a demo, mais tarde reaproveitada e trabalhada, aparece igualmente em 1980, no álbum Iron Maiden (mais tarde os die hard fans tiveram acesso a esta faixa rara em particular, na compilação - Best Of The Beast).
Apesar de a gravação original ter sido apagada e de Strange World ter sido rejeitada pela banda por falta de qualidade final, a edição de 5.000 cópias do denominado - The Soundhouse Tapes, foi um sucesso raro, esgotando e apesar de a banda posteriormente ter rejeitado reedições, para não quebrar uma certa áurea criada à volta do disco.
Neal Key, na altura DJ no clube de metal mais famoso de Londres (o Soundhouse), foi o grande responsável pela massiva divulgação feita e elemento-chave nos primeiros passos para o estrelato, escreveu com sleeve-note:
"Every so often, one special band emerges from the mass of untried and unknown hopefuls which fill the streets of the rock world. Iron Maiden is just one such band, bringing with their emergence, a style of rock music, so hard, gritty and honest in its delivery that only success can justify their hard toil!
The tracks on this E.P. were the first ever recorded by the band and are the authentic unremixed cuts taken from the demo tape recorded at Spaceward Studios in Cambridge on December 30th 1978, and, subsequently presented to me in the Soundhouse a week later.
After one hearing it was obvious that Iron Maiden would become one of the leaders of present-day heavy metal, combining the sort of talent and hard drive that the music world must not ever ignore." - Neal Kay.
Como nota, pode-se acrescentar o line-up de gravação, visto esses terem sido períodos instáveis na formação dos Iron Maiden.


Faixas
"Invasion"
"Iron Maiden"
"Prowler"
"Strange World"

Integrantes
Steve Harris - Baixista
Paul Di'Anno - Vocalista
Dave Murray - Guitarrista
Doug Sampson - Baterista

Iron Maiden (14 de Abril de 1980)(LP, K7, CD e CDE)
Iron Maiden foi lançado em 14 de Abril de 1980, foi o primeiro álbum do Iron Maiden, chegou a 4ª posição de mais vendidos do Reino Unido. Curiosamente a música Sanctuary não entrou no disco em 1980 para tentar valorizar o single que foi lançado pouco depois. Com o arrependimento de Harris ela passou a fazer parte do CD quando a discografia foi relançada em 1998.


Faixas
"Prowler" (harris)- 3:52
"Remember Tomorrow" (di'anno/harris)- 5:25
"Running Free" (di'anno/harris)- 3:14
"Phantom of the Opera" (harris)- 7:05
"Transylvania" (harris)- 4:06 instrumental
"Strange World" (harris)- 5:40
"Sanctuary" (di'anno/harris/murray)- 3:12
"Charlotte the Harlot" (murray)- 4:10
"Iron Maiden" (harris) - 3:31

Integrantes
Steve Harris - Baixo e Vocais
Dave Murray - Guitarra
Paul Di'Anno - Vocalista Principal
Clive Burr - Bateria
Dennis Stratton - Guitarra e Vocais

Killers(março de 1981)(EP)
Killers, lançado em 1981. Foi o 2º álbum do Iron Maiden, o 1º a contar com o guitarrista Adrian Smith, e o último do vocalista Paul Di'Anno. Nesse álbum o som continuou cru e agressivo, como deve ser numa banda de heavy metal. Eddie está mais cabeludo e feroz ao ponto de ter assassinado a toda poderosa Margaret Tatcher. Logo de cara temos uma excelente instrumental. A curta e pesada "Wrathchild" nos convida ao bangin'. Se você entender bem inglês, corra atrás da letra de "Murders In The Rus Morgue" , ela é engraçadíssima e muito bem feita. Como de praxe, este disco produziu mais alguns sucessos como "Innocent Exile", "Purgatory" ou até mesmo a exuberante faixa-título. A dupla de guitarristas já estava sendo fundamentada.


Faixas
"The Ides Of March" (Harris) - 1:45
"Wrathchild" (Harris) - 2:54
"Murders In The Rue Morgue" (Harris) - 4:19
"Another Life" (Harris) - 3:22
"Genghis Khan" (Harris) - 3:06
"Innocent Exile" (Harris) - 3:53
"Killers" (Di'Anno/Harris) - 5:01
"Prodigal Son" (Harris) - 6:11
"Purgatory" (Harris) - 3:21
"Twilight Zone" (Harris/Murray) - 2:34
"Drifter" (Harris) - 4:48

Integrantes
Paul Di'Anno - Vocalista Principal
Steve Harris - Baixo, Backing Vocal
Dave Murray - Guitarra
Adrian Smith - Guitarra, Backing Vocal
Clive Burr - Bateria

Maiden Japan (EP ao vivo)1981
Maiden Japan é um single da banda Iron Maiden lançado em 14 de setembro de 1981. Este EP marca a primeira ida da donzela ao Oriente (leia-se ao Japão). Trata-se da gravação de uma parte de um dos shows por lá. Nada muito especial, nenhuma faixa inédita. Último registro oficial com Paul, que deixou a banda debaixo de gritos de protestos dos fãs. Na foto da contra-capa podemos observar como a japonesada era louca pelo Maiden já naquela época. Como homenagem, Eddie vinha vestido de samurai na capa.


Faixas
"Running Free"
"Remember Tomorrow"
"Wrathchild"
"Killers"
"Innocent Exile"

Integrantes
Paul Di'Anno - vocalista principal
Steve Harris - Baixo, Backing Vocal
Dave Murray - Guitarra
Adrian Smith - Guitarra, Backing Vocal
Clive Burr - Bateria

The Number Of The Beast (29 de março 1982)
The Number of the Beast é um álbum da banda de Heavy Metal Iron Maiden, lançado em 1982. Este álbum marca a entrada do vocalista Bruce Dickinson, e é considerado por muitos o melhor álbum da banda. Os principais destaques do álbum são: "The Number Of The Beast" e "Hallowed Be Thy Name".


Faixas
"Invaders" (Harris) 3:24
"Children Of The Damned" (Harris) 4:32
"The Prisoner" (Harris/Smith) 4:59
"22 Acacia Avenue" (Harris/Smith) 6:32
"The Number Of The Beast" (Harris) 4:48
"Run To The Hills" (Harris) 3:49
"Gangland" (Smith/Burr) 3:49
"Total Eclipse" (Harris/Murray/Burr) 4:29
"Hallowed Be Thy Name" (Harris) 7:09

Obs:Este álbum foi lançado originalmente com 8 músicas, "Total Eclipse" foi incluída na Remasterização.



Integrantes:
Steve Harris - Baixo e Vocais
Dave Murray - Guitarra
Bruce Dickinson - Vocalista Principal
Clive Burr - Bateria
Adrian Smith - Guitarra e Vocais

Piece of Mind (16 de maio de 1983)LP, PDR, K7, CD e CDE
Outro excelente álbum, Piece of Mind marca a entrada do baterista 'bem humorado' Nicko McBrain na banda. Para provar sua eficiência na bateria, o álbum chama atenção por conter músicas como Where Eagles Dare, Flight of Icarus, Revelations e Die With Your Boots On. Ele mantém o estilo pesado de The Number of The Beast mas com um pouco mais de técnica, e suas letras começam a definir melhor o perfil de músicas mais trabalhadas e com mais conceito, falando de guerras e temas de filmes e livros (o que já acontecia desde os primeiros álbuns, mas em escala menos significativa literalmente). É deste disco também uma das músicas obrigatórias em qualquer show da banda: o grande clássico The Trooper. Piece Of Mind significa "Pedaço da mente", e é um trocadilho com a expressão inglesa "Peace of mind" que significa "Paz de espírito".


Faixas
"Where Eagles Dare" (harris)
"Revelations" (dickinson)
"Flight of Icarus" (smith/dickinson)
"Die With Your Boots On" (smith/dickinson/harris)
"The Trooper" (harris)
"Still Life" (murray/harris)
"Quest For Fire" (harris)
"Sun And Steel" (smith/dickinson/harris)

Integrantes
Steve Harris - Baixo e Vocais
Dave Murray - Guitarra
Bruce Dickinson - Vocalista Principal
Nicko McBrain - Bateria
Adrian Smith - Guitarra e Vocais

Powerslave (3 de setembro de 1984)
Um dos melhores Albums do Iron Maiden, foi lançado em 3 de setembro de 1984
Principais Destaques são: Aces High, 2 Minutes To Midnight, Powerslave e Rime Of The Ancient Mariner.


Faixas
"Aces High" (Harris) 4:30
"2 Minutes To Midnight" (Smith/Dickinson) 6:02
"Losfer Words (Big' Orra)" (Harris) essa música é instrumental 4:13
"Flash Of The Blade" (Dickinson) 4:06
"The Duellists" (Harris) 6:08
"Back In The Village" (Smith/Dickinson) 5:03
"Powerslave" (Dickinson) 7:09
"Rime Of The Ancient Mariner" (Harris) 13:35

Integrantes:
Bruce Dickinson - Vocal
Steve Harris - Baixo
Dave Murray - Guitarra
Adrian Smith - Guitarra
Nicko McBrain - Bateria

Live After Death (álbum ao vivo 1985)(LP, CD)
Live After Death foi o primeiro álbum ao vivo da banda Iron Maiden. O álbum foi lançado em 14 de Outubro de 1985, como um registro da turnê mundial World Slavery Tour. As primeiras 13 faixas (12 músicas mais a introdução) foram gravadas no Long Beach Arena, em Long Beach, California, entre os dias 14 e 17 de Março de 1985. As últimas 5 músicas foram gravadas antes, no Hammersmith Odeon (agora conhecido como Hammersmith Apollo) em Londres, nos dias 8, 9, 10 e 12 de Outubro de. Na versão original, lançada em LP duplo as músicas gravadas em Long Beach estão nos três primeiros lados, enquanto as gravadas em Londres("Wrathchild", "Children of the Damned", "22 Acacia Avenue", "Die With Your Boots On" and "Phantom of the Opera") estão no lado quatro.
A primeira versão em CD deste álbum (lançada em Dezembro de 1985) inclui tudo o que os primeiros três lados do LP continham. O quarto lado do LP não foi incluído devido a problemas de capacidade. Também a música "Running Free" foi encurtada de 8:16 do vinil para aproximadamente 3:16 no CD, eliminando a interação do vocalista Bruce Dickinson"> com o público. Um fã de música experiente pode até mesmo dizer onde houve o corte na faixa. A versão remasterizada de 1998 não possui cortes, incluindo um segundo CD com as faixas que foram excluídas na edição anterior. O vídeo Live After Death também foi gravado em Long Beach Arena, mas em uma noite diferente. Ele contém um concerto inteiro e termina com a música "Sanctuary", que não está em nenhuma versão lançada CD e LP do álbum.
Live After Death é considerado um dos melhores álbums ao vivo já gravados pelo Iron Maiden ao lado do álbum Rock in Rio de 2002, que embora possua uma qualidade de áudio muito superior, a seleção de músicas não é tão boa quanto, se comparada ao Live After Death, que possui grandes músicas lançadas antes do álbum Powerslave que não são mais executadas atualmente.

Arte da Capa
A arte da capa, foi como de costume na época, desenhada por Derek Riggs, com a imagem do mascote da banda "Eddie The Head" saindo de uma tumba em qual havia escrito uma frase do autor inglês de ficção H.P Lovecraft.

Introdução
A introdução antes da faixa Aces High é uma frase de Winston Churchill, dita na Câmara dos Comuns em 4 de Junho de 1940.
"... We shall go on to the end, we shall fight in France, we shall fight on the seas and oceans, we shall fight with growing confidence and growing strength in the air, we shall defend our Island, whatever the cost may be, we shall fight on the beaches, we shall fight on the landing grounds, we shall fight in the fields and in the streets, we shall fight in the hills; we shall never surrender ...


Faixas
"Intro: Churchill's Speech"
"Aces High"
"2 Minutes to Midnight"
"The Trooper"
"Revelations"
"Flight of Icarus"
"The Rime of the Ancient Mariner"
"Powerslave"
"The Number of the Beast"
"Hallowed be Thy Name"
"Iron Maiden"
"Run to the Hills"
"Running Free"
"Wrathchild"
"22 Acacia Avenue"
"Children of the Damned"
"Die With Your Boots On"
"The Phantom of the Opera"
Obs:Os autores das músicas estão nos álbuns de origem.

Integrantes:
Bruce Dickinson - Vocal
Steve Harris - Baixo
Dave Murray - Guitarra
Adrian Smith - Guitarra
Nicko McBrain - Bateria

Somewhere in Time (29 de setembro de 1996)
Somewhere in Time é considerado pelos fãs do Iron Maiden, o disco que tem a capa mais elaborada de todos os tempos. Trazendo Eddie como um ciborg apocalítico, a capa faz referências à várias situações vividas pela Banda, e bem como, momentos importantes na carreira do Maiden. A capa traz o “Ices high bar” e o “Ancient mariner seafood restaurant” (referências respectivamente às músicas). Também mostra um relógio digital, mostrando a hora de 11:58, uma dos maiores sucessos do Iron, 2 Minutes To Midnight. Há um placar eletrônico mostrando os últimos resultados do campeonato de futebol inglês, onde o West Ham United (time no qual são torcedores fanáticos), aparece dando uma tremenda goleada de 7 a 3 no Arsenal FC, um dos mais populares e fortes times britânicos. Outra curiosidade: Todo o lado B deste disco foi tocada quase totalmente por Adrian Smith. Esse disco sem dúvida nenhuma, é um deleite para os fãs.


Faixas
"caught somewhere in time"
"wasted years"
"sea of madness"
"heaven can wait"
"the loneliness of the long distance runner"
"strange in a strange land"
"deja vu"
"alexander the great"

Integrantes:
Bruce Dickinson - Vocal
Steve Harris - Baixo
Dave Murray - Guitarra
Adrian Smith - Guitarra
Nicko McBrain - Bateria

Seventh Son of a Seventh Son 1988
Seventh son of a Seventh son é um álbum lançado pela banda Iron Maiden em 1988 com a gravadora EMI records LTDA. O sétimo disco da banda é conceitual, mas por acaso. Em entrevistas recentes Harris e Dickinson admitiram que escreveram tudo separados, sem nem mesmo formular o conceito original do álbum. Quando se encontraram, perceberam que tudo se encaixava e resolveram deixar assim. O 'Seventh Son' traz a lenda do sétimo filho do sétimo filho, que teria poderes sobrenaturais, partindo da história de uma criança enviada para ser um representante do bem ou do mal na terra. Baseado na novela de Orson Scott Card, aborda mágica e folclore dos colonizadores da América.


Faixas
"Moonchild" (Smith/Dickinson)
"Infinite Dreams" (Harris)
"Can I play with madness" (Smith/Dickinson/Harris)
"The evil that men do" (Smith/Dickinson/Harris)
"Seventh son of a seventh son" (Harris)
"The Profecy" (Murray/Harris)
"The Clairvoyant" (Harris)
"Only the good die young" (Harris/Dickinson)

Integrantes:
Bruce Dickinson - Vocal
Steve Harris - Baixo
Dave Murray - Guitarra
Adrian Smith - Guitarra
Nicko McBrain - Bateria

No Prayer for the Dying (maio de 1990)
No Prayer for the dying é o oitavo disco gravado pela banda Iron Maiden e um dos mais criticados. Depois de dois ábuns tendo como característica principal o uso de teclados e sintetizadores (Somewhere in time e Seventh son of a seventh son), a intenção neste disco era voltar aos primórdios da banda. No entanto, o resultado acabou não agradando os fãs e a mudança na sonoridade foi um dos fatores motivadores da saída do guitarrista Adrian Smith que foi substituído por Janick Gers.


Faixas
"Tail Gunner" (Harris/Dickinson)
"Holy Smoke" (Harris/Dickinson)
"No Prayer For The Dying" (Harris)
"Public Enema Number One" (Murray/Dickinson)
"Fates Warning" (Murray/Harris)
"The Assassin" (Harris)
"Run Silent Run Deep" (Harris)
"Hooks In You" (Dickinson/Smith)
"Bring Your Daughter... To The Slaughter" (Dickinson)
"Mother Russia" (Harris)

Integrantes:
Bruce Dickinson - Vocal
Steve Harris - Baixo
DaveMurray - Guitarra
Janick Gers - Guitarra
Nicko McBrain - Bateria

Fear of the Dark (12 de maio de 1992)
Fear of the Dark foi o último álbum que o Bruce Dickinson gravou com o Iron Maiden antes de ir se dedicar a sua carreira solo. Blaze Bailey foi colocado no lugar de Bruce Dickinson, que voltou para a banda em 2000. Algumas músicas com pegada mais "thrash" no álbum fizeram muito sucesso nos Estados Unidos e fez com que o álbum fosse um sucesso de vendas no país. Em 1998 foi relançado junto com um CD bônus. Este album conseguiu agradar a todos os fans, e serviu de consolo para banda, visto que o anterior , No Prayer for the Dying, nao alcançou os objetivos esperados. Conseguiu vender mais cópias em alguns lugares que o lendário The Number of The Beast.


Faixas
"Be Quick or Be Dead" (Dickinson/Gers)
"From Here to Eternity" (Harris)
"Afraid to Shoot Strangers" (Harris)
"Fear is the Key" (Dickinson/Gers)
"Childhood's End" (Harris)
"Wasting Love" (Dickinson/Gers)
"The Fugitive" (Harris)
"Chains of Misery" (Murray/Dickinson)
"The Apparition" (Harris/Gers)
"Judas Be My Guide" (Dickinson/Murray)
"Weekend Warrior" (Harris/Gers)
"Fear Of The Dark" (Harris)

Integrantes:
Bruce Dickinson - Vocal
Steve Harris - Baixo
Dave Murray - Guitarra
Adrian Smith - Guitarra
Nicko McBrain - Bateria

The X Factor (2 de outubro de 1995)
O The X Factor é um álbum de heavy metal lançado em 2 de outubro de 1995, da banda Iron Maiden. Este álbum foi o primeiro do Iron Maiden com o vocalista Blaze Bayley, que antes era da banda Wolfsbane, ele entrou no lugar do Bruce Dickinson, que deixou a banda para se dedicar a seu trabalho solo. Os fãs não gostaram muito dessa mudança e o álbum recebeu diversas criticas negativas.


Faixas
"Sign Of The Cross" (Harris)
"Lord Of The Flies" (Harris/Gers)
"Man On The Edge" (Bayley/Gers)
"Fortunes Of War" (Harris)
"Look For The Truth" (Bayley/Gers/Harris)
"The Aftermath" (Harris/Bayley/Gers)
"Judgement Of Heaven" (Harris)
"Blood On The World's Hands" (Harris)
"The Edge Of Darkness" (Harris/Bayley/Gers)
"2 A.M." (Bayley/Gers/Harris)
"The Unbeliever" (Harris/Gers)

Integrantes
Blaze Bayley - vocal
Steve Harris - baixo
Dave Murray - guitarra
Janick Gers - guitarra
Nicko McBrain - bateria

Virtual XI (23 de março de 1998)
Virtual XI é o décimo primeiro album de heavy metal da banda Iron Maiden. O disco que trazia na arte e nas letras referências futuristas - como realidade virtual - obteve relativo sucesso, pois continha músicas muito longas e pouco carismáticas. Ainda assim, acabou alcançando o número 16 nos Charts Ingleses. O maior destaque, é o fato desse ter sido o segundo e último álbum do Iron Maiden com o vocalista Blaze Bayley. Depois do polêmico lançamento anterior (The X Factor), a banda tentou em vão se reerguer, porém a pressão só aumentava e Steve Harris (líder e fundador, teve não teve outra alternativa a não ser trazer Bruce Dickinson de volta, fato muito positivo para a banda, que teve seu período negro com Blaze.


Faixas
"Futureal" (Harris/Bayley)
"The Angel and the Gambler" (Harris)
"Lightning Strikes Twice" (Murray/Harris)
"The Clansman" (Harris)
"When Two Worlds Collide" (Harris/Bayley/Murray)
"The Educated Fool" (Harris)
"Don't Look To The Eyes Of A Stranger" (Harris)
"Como Estais Amigo" (Gers/Bayley)

Integrantes
Blaze Bayley - vocal
Steve Harris - baixo
Dave Murray - guitarra
Janick Gers - guitarra
Nicko McBrain - bateria

Brave New World (2000)
Brave New World é o 12º album da banda de heavy metal Iron Maiden. O álbum tem dez músicas, entre elas, Blood Brothers, que foi trilha de vários filmes, The Wickerman, Ghost of the Navigator e a faixa título, incorporadas ao repertório da banda e que são um grande sucesso entre os fãs.Ele marca o retorno do vocalista Bruce Dickinson e do guitarrista Adrian Smith. Esse álbum foi sucedido por uma turnê mundial, que esteve no Brasil durante o Rock in Rio III, onde foi gravado um DVD e CD duplo. No show são tocadas as 6 primeiras músicas deste album, todas com uma boa receptividade do público.É um album com um som mais progressivo. Ao mesmo tempo marca o retorno da banda aos bons tempos da década de 80, algumas músicas lembram muito trechos de temas de álbuns como Powerslave e Fear of The Dark.Esse álbum foi um dos mais aguardados da história do rock. Era a volta de Bruce Dickinson e Adrian Smith. Até mesmo quem nem conhecia a Dama de Ferro ficou na expectativa pelo álbum, que não desapontou.


Faixas
"The Wicker Man" (Smith, Harris, Dickinson) - 4:35
"Ghost of the Navigator" (Gers, Dickinson, Harris) - 6:50
"Brave New World" (Murray, Harris, Dickinson) - 6:18
"Blood Brothers" (Harris) - 7:14
"The Mercenary" (Gers, Harris) - 4:42
"Dream of Mirrors" (Gers, Harris) - 9:21
"The Fallen Angel" (Smith, Harris) - 4:00
"The Nomad" (Murray, Harris) - 9:06
"Out of the Silent Planet" (Gers, Dickinson, Harris) - 6:25
"The Thin Line Between Love and Hate" (Murray, Harris) - 8:26

Integrantes
Steve Harris - baixo e vocal
Dave Murray - guitarra
Bruce Dickinson - vocalista principal
Nicko McBrain - bateria
Adrian Smith - guitarra e vocal
Janick Gers - guitarra

Dance of Death (8 de setembro de 2003)
Dance of Death é o décimo terceiro álbum de estúdio da banda britânica de heavy metal Iron Maiden. Alcançou a segunda posição entre os mais vendidos do Reino Unido.


Faixas
"Wildest Dreams" (Smith/Harris)
"Rainmaker" (Murray/Harris/Dickinson)
"No More Lies" (Harris)
"Montsegur" (Gers/Harris/Dickinson)
"Dance Of Death" (Gers/Harris)
"Gates Of Tomorrow" (Gers/Harris/Dickinson)
"New Frontier" (McBrain/Smith/Dickinson)
"Paschendale" (Smith/Harris)
"Face In The Sand" (Smith/Harris/Dickinson)
"Age Of Innocence" (Murray/Harris)
"Journeyman" (Smith/Harris/Dickinson)

Integrantes
Steve Harris - baixo e vocal
Dave Murray - guitarra
Bruce Dickinson - vocalista principal
Nicko McBrain - bateria
Adrian Smith - guitarra e vocal
Janick Gers - guitarra

A Matter of Life and Death (28 de agosto de 2006)
A Matter Of Life And Death é o décimo quarto disco de estúdio da banda inglesa Iron Maiden. O disco foi lançado dia 28 de agosto de 2006 na Europa e dia 11 de setembro de 2006 no Brasil, via EMI. É o terceiro disco gravado com a atual formação, precedido por Brave New World e Dance of Death. O primeiro single de A Matter of Life and Death é The Reincarnation of Benjamin Breeg. O disco vem em duas versões: uma simples e outra com um DVD bônus.


Faixas
"Different World" (smith/harris) - 4:17
"These Colours Don't Run" (smith/harris/dickinson) - 6:52
"Brighter Than A Thousand Suns" (smith/harris/dickinson - )8:44
"The Pilgrim" (gers/harris) - 5:07
"The Longest Day" (smith/harris/dickinson) - 7:48
"Out Of The Shadows" (dickinson/harris) - 5:36
"The Reincarnation Of Benjamin Breeg" (murray/harris) - 7:21
"For The Greater Good Of God" (harris) - 9:24
"Lord Of Light" (smith/harris/dickinson) - 7:23
"The Legacy" (gers/harris) - 9:20

Integrantes
Steve Harris - baixo e vocal
Dave Murray - guitarra
Bruce Dickinson - vocalista principal
Nicko McBrain - bateria
Adrian Smith - guitarra e vocal
Janick Gers - guitarra

Videografia
1981 - Live at the Rainbow
1983 - Video Pieces
1984 - Behind the Iron Curtain
1985 - Live After Death
1987 - 12 Wasted Years
1989 - Maiden England
1990 - Up the Irons - The First Ten Years
1992 - From There to Eternity
1993 - Donington Live 1992
1994 - Raising Hell
2001 - The Number Of The Beast
2001 - Rock in Rio
2003 - Visions of the Beast
2004 - The Early Days
2006 - Death on the Road

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Biografia dos Campeões Mundiais de Xadrez

Wilhelm Steinitz

Wilhelm Steinitz nasceu a 17 de Maio de 1836 em Praga, cidade que é atualmente é a capital da República tcheca mas que na verdade pertencia ao Império Austro-Húngaro, e faleceu a 12 de Agosto de 1900 em Nova Iorque. Foi o primeiro campeão do mundo de xadrez (oficialmente declarado) e ficou conhecido pelas suas contribuições para o desenvolvimento de estratégia no xadrez, tendo sido as suas teorias tidas em grande conta por vários jogadores de xadrez, como por exemplo Aaron Nimzowitsch, Siegbert Tarrasch e Emanuel Lasker.
Steinitz foi campeão mundial entre os anos de 1886 e 1894, conservando o título em quatro matches disputados contra Zukertort, Chigorin (por duas vezes) e Gunsberg. Perdeu dois matches com o seu sucessor, Lasker. Steinitz adotou uma abordagem científica ao estudo do jogo, formulando as suas teorias em termos científicos e formulando também “leis”.
Fora da sua atividade no xadrez, Steinitz praticava sapateado. Numa carta a um amigo pouco tempo antes da sua morte, Steinitz expressou o seu arrependimento por nunca ter desafiado o campeão mundial de sapateado, que na altura era o espanhol naturalizado americano Eduardo Corrochio. O seu amor à dança é um indicador da sua personalidade, um homem de paixões e amante de arte, consumido pelo desejo de competir e vencer.
Steinitz adquiriu a nacionalidade americana a 23 de Novembro de 1888, depois de residir na cidade de Nova Iorque durante cinco anos.
Diz-se que nos seus derradeiros dias, Wilhelm Steinitz endoideceu e afirmou que tinha jogado e vencido Deus num jogo de xadrez através de uma linha telefónica invisível. Emanuel Lasker, que arrebatou o campeonato a Steinitz disse numa ocasião, “Eu que derrotei Steinitz irei fazer justiça às suas teorias, e irei vingar os males que sofreu.” Steinitz faleceu pobremente, um fato evidenciado por Lasker, que estava determinado a não seguir pelo mesmo caminho de Steinitz.


Emanuel Lasker


Emanuel Lasker nasceu em 24 de dezembro de 1868 e faleceu em 11 de janeiro de 1941. Foi um jogador de xadrez e matemático alemão, nascido em Berlinchen (atualmente barlinek na Polônia).
Em 1894, Lasker derrotou Wilhelm Steinitz com um resultado de 10 vitórias, 4 empates e 5 derrotas, o que lhe permitiu tornar-se o segundo campeão mundial de xadrez, além disso foi o jogador que manteve este título durante mais tempo, 27 anos. O seu registo de vitórias em torneios inclui vitórias em Londres (1899), São Petersburgo (1896 e 1914) e Nova Yorque (1924).
Em 1921, perdeu o título para o cubano José Raúl Capablanca. Apesar de, um ano antes, Lasker se ter proposto a desistir do título em favor de Capablanca, este quis conquistar o título no tabuleiro.
Em 1933, Emanuel Lasker e a esposa, Martha Kohn, abandonaram a Alemanha (Lasker era judeu e temiam os nazistas) rumo à Inglaterra, e após uma curta estadia na União Soviética acabaram por ir viver para Nova Yorque.
Lasker era conhecido pela sua abordagem “psicológica” ao jogo, por vezes escolhia uma jogada teoricamente inferior para tentar colocar o adversário “desconfortável”. Num jogo famoso contra Capablanca (São Petersburgo em 1914), onde devia ganhar a todo o custo, escolheu uma abertura com propensão para empatar o jogo, o que fez o adversário baixar a guarda e permitiu a Lasker triunfar.
Um dos jogos mais famosos de Lasker é o seu confronto com Bauer (Amesterdã 1889), onde sacrificou ambos os bispos, uma manobra que veio a repetir em vários jogos. O seu nome está associado a algumas aberturas, por exemplo a variação de Lasker do Queen’s Gambit (1.d4 d5 2.c4 e6 3.Cc3 Cf6 4.Bg5 Be7 5.e3 O-O 6.Cf3 h6 7.Bh4 Ce4).


José Raúl Capablanca y Graupera


José Raúl Capablanca y Graupera nasceu emHavana, Cuba, em 19 de Novembro de 1888 e faleceu em Nova Iorque, EUA, em 8 de Março de 1942) foi um jogador de xadrez cubano detentor do título de campeão do mundo da modalidade entre 1921 e 1927.
Carreira
Capablanca é referido por vários historiadores da modalidade como o Mozart do xadrez, uma vez que o seu brilhantismo desde cedo se evidenciou.
Aos quatro anos teria aprendido as regras do xadrez simplesmente observando o seu pai a jogar. Conta-se que Capablanca teria visto o seu pai fazer uma jogada ilegal com o cavalo, acusando-o de fazer batota e seguidamente explicando-lhe o que teria feito.
Com doze anos de idade Capablanca derrotou o campeão de Cuba, Juan Corzo, obtendo o resultado de 4 vitórias, 2 derrotas e 6 empates.

Ascensão

Em 1909, aos 20 anos, Capablanca venceu o campeão dos Estados Unidos, Frank Marshall, uma vitória avassaladora com o resultado de 8 vitórias, 1 derrota e 14 empates. Note-se que Marshall era um jogador com qualidade suficiente para ter disputado um match pelo título de campeão do mundo apenas dois anos antes.
Em 1911, persuadido por Marshall, Capablanca jogou o torneio de San Sebastian, Espanha, um dos mais importantes torneios do mundo na altura, veja-se que dentre os jogadores de topo da época apenas o campeão do mundo, Emanuel Lasker, não estava presente. Ossip Bernstein e Aaron Nimzowitsch discordaram da presença de Capablanca por este ainda não ter vencido um torneio de relevo, a resposta de Capablanca foi vencer a primeira ronda contra Bernstein, tendo este jogo conquistado o prêmio de brilhantismo. Após isto, Bernstein ganhou um novo respeito por Capablanca e afirmou que não seria surpresa para ele se Capablanca viesse a ganhar o torneio. O jovem cubano levou facilmente de vencida Nimzowitsch em alguns jogos blitz que disputaram. Os mestres reconheceram que não havia quem levasse a melhor a Capablanca nas variantes rápidas do jogo. Capablanca venceu ainda Nimzowitsch naquele que foi considerado o jogo do torneio.
Capablanca surpreendeu o mundo do xadrez ao vencer o torneio com 6 vitórias, 1 derrota e 7 empates, superando Akiba Rubinstein, Carl Schlechter e Siegbert Tarrasch.
Em 1911 Capablanca desafiou Lasker para disputarem o campeonato do mundo, este assentiu mas impôs 17 condições para o match. Como Capablanca não acordou com estas condições o match acabou por não se disputar.
Em Setembro de 1913, Capablanca conseguiu lugar no Gabinete dos Negócios Estrangeiros Cubano, onde não tinha qualquer tarefa senão jogar xadrez. Esta posição permitiu-lhe defrontar em vários jogos de exibição os melhores jogadores europeus, onde provou a sua superioridade.
Em 1914, num torneio em São Petersburgo, Capablanca encontrou Lasker no tabuleiro pela primeira vez, e, apesar de ter estado com uma vantagem de 1,5 pontos acabou por perder para Lasker, com 13 pontos contra os 13,5 deste, embora com larga vantagem para o terceiro classificado Alexander Alekhine.

Campeão do Mundo

Em 1920, Lasker verificou que Capablanca estava demasiado forte para ele, e desistiu do seu título em favor deste dizendo que “Você ganhou este título não através dum desafio formal, mas através das suas brilhantes capacidades.” Apesar disso, Capablanca queria vencer num match, mas Lasker insistiu que ele próprio é que era o desafiante, que se disputou em Havana em 1921, o resultado cifrou-se em +4 -0 =10. O feito de ganhar o título de campeão do mundo sem derrotas só tem paralelo na vitória de Vladimir Kramnik sobre Garry Kasparov +2 -0 =14 em 2000.
Já como campeão do mundo, Capablanca dominou absolutamente em 1922 em Londres. Nesta altura apareciam cada vez mais jogadores de qualidade e pensou-se que o campeão do mundo não deveria poder evitar desafios ao seu título, como se verificou até então. Neste torneio os grandes jogadores da época Alekhine, Bogolyubov, Maroczy, Réti, Rubinstein, Tartakower e Vidmar encontraram-se para discutir as regras pelas quais se conduziriam os futuros campeonatos. Entre outras condições, uma imposta por Capablanca foi que o desafiante deveria angariar um mínimo de dez mil dólares para o prize money. Nos anos que se seguiram Rubinstein e Nimzowitsch desafiaram Capablanca mas não conseguiram reunir o dinheiro suficiente. Posteriormente Alekhine desafiou Capablanca, residindo o seu suporte financeiro num grupo de empresários argentinos e no próprio presidente do país.
No período em que foi campeão do mundo, Capablanca teve grandes mudanças na sua vida pessoal, em Dezembro de 1921 casou com Gloria Simoni Beautucourt, deste casamento nasceram José Raul em 1923 e Gloria em 1925, o casal acabou contudo por se divorciar. Neste período os pais de Capablanca faleceram.
Em 1924 Capablanca foi o segundo classificado atrás de Lasker em Nova Iorque, novamente com larga vantagem para o terceiro classificado Alekhine, em Moscou em 1925 ficou-se somente pelo terceiro lugar atrás de Efim Bogolyubov e Lasker, mas dominou completamente o torneio de seis jogadores disputado em Nova Iorque em 1927, ao não perder qualquer jogo e terminando com 2,5 pontos de vantagem para Alekhine. Nestas condições Capablanca era o claro favorito à vitória no match contra Alekhine a disputar nesse ano.

Partida entre Capablanca e Alekhine.

Neste match verificou-se a queda de Capablanca. Apesar de ter tentado fazer Alekhine anular o match quando este rotundou numa série de empates, Alekhine recusou-se e acabou por levar o título com +6 -3 =25, contudo, apesar de acordado nas condições impostas para que o match decorresse que haveria direito a desforra, Alekhine recusou-se a jogar a desforra, em vez disso jogou dois matches contra Efim Bogolyubov, que não era da mesma craveira (Capablanca tinha um registo de 5-0 contra ele). Alekhine recusou-se mesmo a jogar os mesmo torneios que o seu rival.

Após o campeonato

Após ter perdido o título, Capablanca venceu vários torneios fortes, e em 1931 derrotou Max Euwe +2 -0 =8. Em seguida retirou-se do xadrez de alto nível, jogando apenas em jogos de menor responsabilidade no Manhattan Chess Club e simultâneas. Reuben Fine refere que neste período estava a um nível próximo do de Alekhine no blitz, mas Capablanca vencia-o “sem misericórdia” nas poucas vezes que jogaram.
Em 1934, Capablanca voltou a jogar ao mais alto nível. Tinha encontrado uma nova companheira, Olga Chagodayev, com quem casou em 1938, que o levou a jogar novamente. Em 1935, Alekhine perdeu o título para Euwe. Capablanca ficou com esperanças renovadas quanto à possibilidade de recuperar o título, tendo vencido o torneio de Moscou em 1936, à frente de Botvinnik e Lasker. Venceu empatado com Botvinnik o super-torneio de Nottingham também em 1936, à frente de Euwe, Lasker, Alekhine e os jogadores jovens mais promissores, neste torneio Capablanca e Alekhine defrontaram-se pela primeira vez desde o fatídico match e Capablanca conseguiu vingar-se. A sua “raiva mútua” era ainda forte, por isso nunca eram vistos sentados os dois junto ao tabuleiro por mais de alguns segundos, cada um fazia a sua jogada levantando-se em seguida.
Em 1937, Euwe, ao contrário do que Alekhine fez com Capablanca, correspondeu à obrigação de permitir a Alekhine o match de desforra, que este ganhou sem dificuldade. Depois disto, já não havia esperança para Capablanca recuperar o título, e Alekhine não jogou mais nenhum match pelo campeonato do mundo até à sua morte. O controle absoluto que o campeão fazia do título fez com que a FIDE adquirisse o controle da atribuição do título, para garantir que o melhor concorrente tivesse a possibilidade de defrontar o campeão.
Durante o torneio AVRO de 1938 ele sofreu um pequeno ataque cardíaco e também o pior resultado da sua carreira, sétimo de oito. Ainda assim, conseguia obter grandes resultados no tabuleiro, na Olímpiada de xadrez de 1939, em Buenos Aires, conseguiu o melhor resultado para Cuba, vencendo Alekhine e Paul Keres.
Na tarde de 7 de março de 1942, no Clube de Xadrez de Manhattan, Capablanca subitamente sofreu uma severa dor de cabeça e começou a perder a consciência. Foi levado às pressas ao hospital e na manhã seguinte, nos braços de sua mulher Olga, morreu de hemorragia cerebral... Havana enterrou seu herói nacional com honras de Estado.
Meus Grandes Predecessores Vol. 1, G. Kasparov.
Foi neste hospital que Emanuel Lasker tinha falecido um ano antes. O seu arqui-rival Alekhine escreveu “Com a sua morte, perdemos um enorme gênio no xadrez, como nunca veremos igual”.
Jogo

Planilha de notação de uma partida entre Capablanca e Réti, em Nova Yorque, 1924.
Capablanca ainda é considerado como um dos melhores jogadores de todos os tempos. Ele é especialmente conhecido pela sua rapidez de julgamento, isenção de erros, grande qualidade nos finais e estilo posicional. É ainda conhecido pelo seu enorme talento natural e pelo pouco tempo dispendido para preparar-se para os torneios.
Em toda a sua carreira, Capablanca sofreu menos de cinquenta derrotas em jogos oficiais, conseguindo ainda o feito de estar invicto durante oito anos consecutivos, de 1916 a 1923 inclusive, uma série de 63 jogos sem perder incluindo a vitória no campeonato do mundo. De fato, apenas Marshall, Lasker, Alekhine e Rudolf Spielmann ganharam dois ou mais jogos “a sério” ao já amadurecido Capablanca, mas no total dos confrontos saem a perder, Capablanca vs Marshall +20 -2 =28, vs Lasker +6 -2 = 16, vs Alekhine +9 -7 =33, exceto Spielmann que tem o resultado empatado +2 -2 =?. Dos jogadores de topo, apenas Keres tinha vantagem nos confrontos com Capablanca +1 -0 =5, note-se que esta vitória foi conseguida já Capablanca tinha cinquenta anos de idade.
Richard Réti afirmou que “O xadrez era a língua mãe de Capablanca”. E, de acordo com o sistema de classificação de Jeff Sonas, do sítio chessmetrics, Réti não se engana muito, visto Capablanca ter os picos de 1 ano, 3 anos, 5 anos e 9 anos mais altos de sempre.
Capablanca não fundou uma nova escola per se, mas o seu estilo influenciou muito o jogo de dois campeões do mundo Bobby Fischer e Anatoly Karpov. Mikhail Botvinnik também escreveu que tinha aprendido muito com Capablanca, e até apontou que o próprio Alekhine aprendeu muito com este em termos de jogo posicional, antes do match que os iria tornar rivais para sempre.
Botvinnik apontava o livro de Capablanca Chess Fundamentals como indubitavelmente o melhor livro de xadrez alguma vez escrito. Nele, Capablanca referia que apesar de o bispo ser habitualmente mais forte que o cavalo, a combinação dama e cavalo era normalmente superior à combinação dama e bispo. Botvinnik atribui a Capablanca os créditos por ter sido ele o primeiro a ter esta noção.

Morte do xadrez devido aos empates

O Arcebispo e o Chanceler, peças criadas por Capablanca, segundo a concepção do wikipedista Matt Hucke, montadas a partir de peças comuns de xadrez com o uso de estilete e cola.
Capablanca previu que num futuro próximo o xadrez iria deixar de ser praticado em virtude dos freqüentes empates, no sentido em que os mestres podiam, se quisessem e em razão dos seus profundos conhecimentos da teoria enxadrística, empatar todos os jogos. Isto ainda não se verifica, apesar de se ter chegado muito próximo deste ponto. Por exemplo, no primeiro match para o campeonato do mundo entre Karpov e Kasparov, o segundo, encontrando-se à beira da derrota, conseguiu seguir uma linha de jogo menos agressiva levando a uma série de empates tão longa que o match acabou por ser anulado, exatamente o tipo de situação que Capablanca reprovava e tinha previsto.
Para alterar esta questão, Capablanca sugeriu uma nova variante do xadrez, o Xadrez de Capablanca, a ser disputada num tabuleiro de dez por oito casas e com o acréscimo de duas novas peças: o arcebispo e o chanceler. A idéia por trás desta inovação era de que, se fossem adicionadas peças e se o tamanho do tabuleiro também fosse aumentado, a complexidade do xadrez também se ampliaria significativamente, o que permitiria ao jogador apenas um pouco mais habilidoso ter mais oportunidades para virar o jogo a seu favor, no lugar de apenas obter um mero empate. Note-se que esta complexa variante foi proposta por ele enquanto ainda era campeão do mundo.


Alexander Alexandrovich Alekhine


Alexander Alexandrovich Alekhine nasceu em31 de Outubro de 1892, Moscou, Rússia e faleceu em 24 de Março de 1946, em Estoril, Portugal. Foi um jogador de xadrez de grande nível, conhecido pelo seu estilo marcadamente atacante.
Alekhine nasceu no seio de uma família abastada, o pai era proprietário de terras e membro da Duma, enquanto que a mãe era filha de um rico industrial. Foi a mãe que ensinou a Alexander e ao seu irmão a jogar xadrez, em 1903.
O primeiro feito de Alekhine no mundo de xadrez foi em 1909, aos dezessete anos, quando venceu o torneio russo de xadrez para amadores, disputado em São Petersburgo, com um resultado de doze vitórias, dois empates e duas derrotas. Este torneio foi disputado em simultâneo com o de profissionais, ganho por Emanuel Lasker e Akiba Rubinstein. A vitória valeu a Alekhine o título de mestre nacional. Mais tarde neste ano, nos Estados Unidos, o cubano José Raúl Capablanca, com apenas 23 anos de idade, chocou os jogadores americanos ao esmagar Frank Marshall. As vidas de Capablanca e Alekhine iriam cruzar-se em breve.
Em 1914, após ser disputado um torneio em São Petersburgo, Alekhine e Capablanca pertenciam ao grupo dos cinco primeiros jogadores a ganhar o título de grandmaster. Alekhine era bastante cosmopolita, viveu em vários países e falava russo, alemão, francês e inglês.
Depois da Revolução Russa, em 1919, foi dado como suspeito de espionagem e preso em Odessa. Ao ser libertado mudou-se para França em 1921, onde, quatro anos depois, adquiriu a cidadania e entrou na faculdade de Direito da Sorbonne. Apesar da sua tese sobre o sistema prisional chinês não ter sido terminada, ficou conhecido como Dr. Alekhine para o resto da sua vida.
Em 1927 arrebatou a Capablanca o título de campeão do mundo de xadrez. Apesar de acordado nas condições impostas para que o match decorresse que haveria direito a desforra, Alekhine recusou-se a jogar a desforra, em vez disso jogou dois matches contra Efim Bogolyubov, que não era da mesma craveira (Capablanca tinha um registo de 5-0 contra ele). Alekhine recusou-se mesmo a jogar os mesmo torneios que o seu rival (Capablanca).
No ano de 1935 perdeu o título para Max Euwe, uma derrota que foi atribuída ao consumo abusivo de álcool por parte de Alekhine. Em 1936, visto já não ser campeão do mundo, Capablanca ganhou o torneio de Nottingham, este venceu Alekhine no jogo que disputaram e o torneio (empatado com Mikhail Botvinnik). Após abandonar o vício conseguiu brilhantemente reconquistar o título e mostrar mais uma vez que era o melhor do mundo frente a Euwe em 1937, com uma vantagem confortável.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Alekhine jogou em diversos torneios na Alemanha e em territórios ocupados por esta nação. Em 1941 apareceram artigos anti-semitas intitulados Aryan and Jewish Chess, sob o seu nome no Pariser Zeitung. Apesar de investigações intensas, não se conseguiu comprovar se os artigos foram mesmo escritos por Alekhine. Após a guerra foi considerado persona non grata pelos organizadores de torneios.
Alekhine veio a falecer num hotel do Estoril em Portugal, enquanto se preparava para um match para defender o seu título de campeão do mundo contra Botvinnik. Pensa-se que a sua morte, um assunto muito controverso e ainda debatido, se deva ou a um ataque cardíaco, ou a ter sufocado enquanto se alimentava. A este propósito alguns investigadores mais recentes apontam a hipótese de Alekhine ter sido espião (possivelmente alemão) durante a 2ª Guerra e ter sido vítima de homcídio (notar que Lisboa era então uma importante praça giratória da espionagem mundial). A FIDE financiou o funeral, e os seus restos mortais foram transferidos para o Cimetière du Montparnasse, em Paris em 1956.
Alekhine foi o único campeão mundial a reter o título até a sua morte, em uma época em que esse título era tratado como uma propriedade privada do campeão, que podia escolher com quem ele seria disputado.
Alekhine estudava bastante, aparecendo o seu nome associado a várias aberturas. A Defesa Alekhine (1. e4 Cf6 na notação algébrica) é o exemplo mais sonante, também existe o ataque de Alekhine-Chatard (1. e4 e6 2. d4 d5 3. Nc3 Nf6 4. Bg5 Be7 5. e5 Nfd7 6. h4), um sacrifício na Defesa Francesa.


Machgielis (Max) Euwe


Machgielis (Max) Euwe, nascido em Watergraafsmeer, nas proximidades de Amesterdã a 20 de Maio de 1901 e falecido a 26 de Novembro de 1981, foi um jogador de xadrez holandês e o quinto jogador a ganhar o título de Campeão do Mundo de Xadrez (1935-1937).
O Dr. Max Euwe estudou matemática na Universidade de Amesterdã, tendo depois lecionado matemática, primeiramente em Roterdã e posteriormente num liceu para raparigas em Amesterdã. Aplicou os seus conhecimentos em matemática ao estudo de jogos de xadrez infinitos.
Em 1921 sagrou-se campeão holandês de xadrez, conservando o título até 1935. Tornou-se campeão amador de xadrez corria o ano de 1928. A 15 de Dezembro de 1935, depois de 30 jogos disputados em 13 cidades diferentes num período de 80 dias, derrotou o campeão do mundo em título Alexander Alekhine, conquista que muito impulsionou o desenvolvimento do xadrez nos Países Baixos.
Em 1937, Euwe perdeu o título para Alekhine. Após a morte de Alekhine, em 1946, considerava-se que Euwe teria o direito moral à posição de campeão mundial, mas ele assentiu em participar num torneio com cinco competidores pelo título de novo campeão do mundo, torneio esse que se disputou em 1948, tendo Max Euwe acabado em quinto.
Apesar de ser mais velho quarenta anos que Bobby Fischer, Euwe ainda teve a energia e a resistência suficientes para manter o equilíbrio nos resultados entre ambos (+1 -1 =1).
Entre 1970 a 1980, foi presidente da FIDE, tendo desempenhado um papel importante na organização do famoso match entre Boris Spassky e Bobby Fischer.
Euwe escreveu muitos livros sobre xadrez, dos quais os mais conhecidos são Oordeel en Plan e uma série sobre aberturas.
Em Amesterdã existe a Max Euwe Plein (praça Max Euwe, próximo da Leidseplein).


Mikhail Moiseyevich Botvinnik

Mikhail Moiseyevich Botvinnik nascido a 17 de Agosto de 1911 e falecido a 5 de Maio de 1995 nascido em Kuokkala, próximo de Vyborg, apareceram notícias suas no mundo do xadrez quando tinha apenas 14 anos e derrotou o campeão mundial, José Raúl Capablanca.
Progredindo de forma rápida, aos 20 anos de idade já Botvinnik era um mestre soviético de mérito firmado, tendo vencido pela primeira vez o Campeonato Soviético em 1931. Este feito repetiu-se nos anos de 1933, 1939, 1941, 1945 e 1952.
Aos 24 anos, Mikhail Botvinnik competia de igual para igual com a elite mundial, acumulando sucessos em torneios internacionais em alguns dos torneios mais fortes da época. Podemos referir as vitórias em Moscou em 1935 (empatado com Salo Flohr e deixando para trás Emanuel Lasker e Capablanca) e em Nottingham em 1936, para além do prestigioso terceiro lugar (atrás de Reuben Fine e Paul Keres) no torneio AVRO em 1938.
Sem surpresa, Botvinnik continuou a sua senda de sucesso e deteve o título de Campeão do Mundo em três períodos distintos (1948-57, 1958-60 e 1961-63). A sua longa permanência na elite mundial do xadrez é atribuída à sua impressionante dedicação ao estudo. A preparação dos jogos e a sua análise posterior não eram armas que os seus antecessores esgrimissem, sendo contudo este estudo que conferia a Botvinnik muita da sua força. A técnica em vez da táctica, perícia no final em vez das armadilhas nas aberturas.
Adotou e desenvolveu linhas sólidas de aberturas na Nimzo-Indiana, Defesa Eslava e Defesa Francesa, que se aguentaram perante vários testes, sendo-lhe possível concentrar-se num pequeno repertório de aberturas durante os seus match’s mais importantes, permitindo-lhe frequentemente encaminhar o jogo para temas bem preparados. Por várias vezes defrontou, em encontros de treino “secretos”, mestres do calibre de Flohr, Yuri Averbakh e Viacheslav Ragozin. Foi o desvendar, muitos anos depois, dos detalhes destes encontros, que proporcionou aos historiadores do xadrez uma abordagem inteiramente nova ao reinado de Botvinnik.É talvez surpreendente que Mikhail Moiseyevich Botvinnik não seja solidamente apontado como um concorrente ao título de melhor jogador de todos os tempos.
Por um lado, os seus feitos foram indubitavelmente impressionantes e deve ser recordado que muitos dos seus rivais, os mais jovens Paul Keres, David Bronstein, Vasily Smyslov, Mikhail Tal e Tigran Petrosian eram, por mérito próprio, jogadores formidáveis. Ele ainda iniciou uma nova forma de encarar o xadrez, com a sua forma de treino e profunda preparação das aberturas.
Por outro lado, os críticos apontam o facto de raramente aparecer em torneios após a Segunda Guerra Mundial e o seu registo fraco em match’s do campeonato do mundo – duas derrotas, das quais conseguiu recuperar o título na desforra, tendo lutado para conseguir empatar os outros dois match’s. Muitos consideram ainda que o jogo de Botvinnik era baseado na precisão dos movimentos, em vez de o ser nas jogadas intuitivas ou espectaculares – embora o jogador, de classe mundial, Reuben Fine tenha escrito que a coleção dos melhores jogos de Botvinnik era uma das “três mais belas”.
Três fatores contrinbuíram para o seu registo algo inconsistente. A Segunda Guerra Mundial rebentou exatamente quando Botvinnik entrou no seu melhor período – ele poderia ter sido campeão mundial 5 anos mais cedo, se a guerra não tivesse interrompido as competições internacionais de xadrez. Ele foi o único enxadrista de classe mundial que tinha em simultâneo com a sua atividade no xadrez, uma distinta e longa carreira noutra área – o governo soviético condecorou-o pelos seus feitos em engenharia, e Fine contava uma história que mostrava que Botvinnik estava igualmente comprometido com a engenharia e o xadrez. Finalmente, os campeões do mundo anteriores estavam livres para evitar os seus concorrentes mais fortes, da mesma forma que se passa com os pesos pesados do boxe atualmente – Botvinnik foi o primeiro campeão a ter de enfrentar os seus concorrentes mais fortes de três em três anos, e ainda assim conservou o título mais tempo que qualquer um dos seus sucessores exceto Garry Kasparov.
Dos anos 60 em diante, Mikhail Botvinnik preferiu, em vez da competição, dedicar-se ao desenvolvimento de programas de xadrez para computador e assistir e treinar jogadores mais novos – os três famosos K’s soviéticos Anatoly Karpov, Garry Kasparov e Vladimir Kramnik foram três dos seus muitos estudantes.


Vasily Vasiliyevich Smyslov


Vasily Vasiliyevich Smyslov nascido a 24 de Março de 1921 na rússia e é um jogador de xadrez, tendo sido Campeão Mundial desde 1957 a 1958.
Smyslov foi cantor (tinha uma boa voz de barítono), só se decidindo por uma carreira no xadrez ao não conseguir ser aceite no Teatro Bolshoi, após uma audição, em 1950. Posteriormente, chegou a dar recitais durante torneios de xadrez, frequentemente acompanhado pelo também grandmaster (grande mestre, distinção atribuída no mundo do xadrez segundo critérios muito restritos) e pianista Mark Taimanov.
Vasily Smyslov jogou em 1948 no torneio (Campeonato do Mundo de Xadrez) organizado para determinar quem ganharia o título de campeão, sucedendo ao falecido Alexander Alekhine, acabando em segundo atrás de Mikhail Botvinnik. Após triunfar no torneio dos candidatos em 1953 em Zurique, ele ganhou o direito a jogar um match com Botvinnik no ano seguinte. Este match acabou empatado, o que implicava a conservação do título por Botvinnik. Voltaram a jogar em 1957 (Smyslov ganhara novamente o torneio de candidatos, realizado em 1956 em Amsterdã) triunfando Smyslov pelo resultado de 12,5 – 9,5. No ano seguinte Botvinnik exerceu o seu direito à desforra recuperando o título com o resultado de 12,5 – 10,5.
Vasily não voltou a qualificar-se para outra final do Campeonato do Mundo, mas continuou a jogar nas provas de qualificação. Em 1983 foi até à final dos candidatos (o match que determina com o campeão, na altura Anatoly Karpov), perdendo por 8,5 – 4,5 com o futuro campeão Garry Kasparov. Nas eliminatórias anteriores tinha defrontado Zoltan Ribi (na meia-final, com o resultado de 6,5 – 4,5) e Robert Hübner (nas quartas de final, com o resultado de 7 – 7, tendo sido a roleta a decidir o jogador a avançar).
Em 1991 Vasily Smyslov ganhou o primeiro Campeonato Mundial de Xadrez Sênior, e tem posto em ação sobre o tabuleiro os seus dotes em jogos não competitivos, desde um torneio realizado em 2001 em Amsterdã, o Klompendans Veterans versus Ladies. O seu rating ELO após o evento cifrava-se em 2494. Actualmente a sua visão está bastante debilitada.
Vasily Vasiliyevich Smyslov é conhecido pelo seu estilo posicional e, em particular, pela qualidade com que dirige os seus finais.


Mikhail Nekhemievich Tal


Mikhail Nekhemievich Tal, nasceu em Riga letôna, 9 de Novembro de 1936 e faleceu em Moscou, 28 de Junho de 1992 foi o oitavo campeão do Mundo de Xadrez.
Conhecido como "O Mago de Riga", Tal pode ser considerado como um clássico jogador de ataque, com um jogo extremamente poderoso e cheio de recursos. A sua forma de encarar o tabuleiro era bastante pragmática a este respeito, ele é um dos herdeiros do ex-campeão mundial Emanuel Lasker, pois não hesitava em sacrificar material de forma a conquistar a iniciativa (que em xadrez se define como a capacidade de fazer ameaças a que o oponente deve responder) do jogo. O seu primeiro e mais influente treinador foi Alexander Koblentz.
O estilo de jogo de Mikhail Tal foi reduzido, pelo também ex-Campeão Mundial Vasily Smyslov, a um conjunto de “truques”, contudo Tal bateu convincentemente todos os grandmasters (grandes mestres) recorrendo a sua habitual agressividade (Viktor Korchnoi é um dos poucos com um registo assinalavelmente positivo nos confrontos com Tal). Os sacrifícios intuitivos a que Mikhail Tal recorria criavam fortes complicações, parecendo mesmo impossíveis de resolver a muitos mestres os problemas que Tal criava no tabuleiro, embora análises pós-jogo mais profundas encontrassem falhas nos seus raciocínios.
Acima de tudo Tal amava o jogo em si mesmo e considerava que o “Xadrez, antes de tudo, é uma Arte.” Era capaz de jogar numerosos jogos blitz contra desconhecidos ou jogadores relativamente fracos apenas pelo prazer de jogar!
O domínio de Mikhail Tal sobre Bobby Fischer nos seus primeiros anos ajudou a sua subida ao topo. Em 1960, com 24 anos de idade, Tal derrotou o estrategista Mikhail Botvinnik num match decidindo o Campeonato do Mundo, fazendo-o o mais jovem campeão do mundo de sempre (um recorde posteriormente batido por Garry Kasparov, que arrebatou o título aos 22). Em 1961, Botvinnik ganhou o match de desforra contra Tal, após um demorado estudo do estilo do adversário. Os problemas crónicos de rins que apoquentavam Mikhail Tal podem também ter contribuído para a sua derrota.
Um dos grandes feitos da fase mais tardia da carreira de Tal foi, em 1979, a igualdade no primeiro lugar com Anatoly Karpov no “Torneio das Estrelas” em Montreal – onde teve prestações soberbas contra os mais fortes grandmasters da época.
Dos atuais jogadores de topo, o letão naturalizado espanhol Alexei Shirov é provavelmente o mais influenciado, ou inspirado, pelo estilo pleno de sacrifícios de Mikhail Tal. De fato na sua juventude ele estudou com Tal. Muitos outros mestres e grandmasters letonianos, por exemplo Alexander Shabalov e Alvis Vitolins, têm jogado de forma similar, fazendo alguns falarem de uma “Escola Letã de Xadrez”.


Tigran Vartanovich Petrosian


Tigran Vartanovich Petrosian nasceu em17 de Junho de 1929, Tbilisi, Geórgia, e faleceu na URSS em 13 de Agosto de 1984, Moscou foi um jogador de xadrez e Campeão do Mundo da modalidade.
Os seus resultados no torneio trienal, que determina o jogador que se bate com o campeão do mundo pelo título da modalidade, demonstram uma sólida evolução: 5º em Zurique em 1953; 3º lugar partilhado em Amsterdã em 1956; 3º na Iugoslávia em 1959; 1º em Curaçao em 1962. Em 1963 derrotou Mikhail Botvinnik com o resultado 12,5 – 9,5 tornando-se campeão do mundo de xadrez.
Petrosian defendeu o seu título em 1966, derrotando Boris Spassky por 12,5 – 11,5. Contudo, em 1969, o mesmo Spassky derrotou-o por 12,5 – 10,5. Em 1968, a universidade de Yerevan concedeu-lhe um mestrado, tendo Tigran apresentado a tese “Lógica no Xadrez”.
Tigran Vartanovich Petrosian foi o único jogador a ganhar um jogo de Bobby Fischer durante os últimos jogos do torneio de candidatos de 1971, acabando com a sequência impressionante de Fischer de dezenove vitórias consecutivas (6 ainda nos jogos do agrupamento Interzonal, 6 frente a Mark Taimanov, 6 frente a Larsen e ainda o primeiro jogo do seu match).
O seu nome batiza duas importantes aberturas: a variação de Petrosian da Defesa Indiana de Rei (1. d4 Nf6 2. c4 g6 3. Nc3 Bg7 4. e4 d6 5. Nf3 O-O 6. Be2 e5 7. d5) e também a na Indiana da Rainha (1. d4 Nf6 2. c4 e6 3. Nf3 b6 4. a3).


Boris Vasilievich Spassky


Boris Vasilievich Spassky, nasceu em Leningrado, 30 de Janeiro de 1937, é um jogador de xadrez russo naturalizado francês e, antigo campeão mundial.
Aprendeu a jogar xadrez aos cinco anos de idade e, aos 18 ganhou o Campeonato do mundo de xadrez júnior, disputado na cidade belga de Antuérpia, e tornou-se grandmaster (grande mestre, distinção atribuída no mundo do xadrez segundo critérios muito restritos).
Spassky era considerado um jogador equilibrado podendo adaptar o seu estilo de jogo ao adversário, o que lhe conferiu uma boa vantagem para levar de vencida muitos grandmasters de topo. Por exemplo, no match da final do torneio dos candidatos (onde o vencedor será o contendor do campeão do mundo em título, disputando-lhe o título) contra Mikhail Tal o tático e lendário (Tbilisi, 1965), Spassky consegui conduzir o jogo evitando a força da táctica de Tal.. Esta vitória conduziu-o para o seu primeiro match pelo Campeonato do Mundo contra Tigran Petrosian em 1966. Spassky acabou por perder por 12,5 – 11,5, mas ganhou o direito a desafiar Petrosian novamente três anos depois. Mais uma vez, a flexibilidade do estilo de Spassky foi a chave para a vitória que acabou por celebrar contra Petrosian, por 12,5 – 10,5, no campeonato de 1969 – ao adotar o estilo de Petrosian.
O reinado de Boris Vasilievich Spassky como Campeão do Mundo durou apenas três anos, uma vez que perder o título para o americano Bobby Fischer em 1972, no denominado “Match do Século”. A disputa foi em Reykjavík, capital da Islândia, no auge da Guerra Fria e consequentemente foi vista como um símbolo da confrontação política existente. Fischer ganhou e Spassky voltou para a URSS em desgraça, apesar disso Spassky continuou a jogar ganhando vários campeonatos incluindo o Campeonato Soviético em 1973.
Em 1974, no apuramento dos candidatos, Spassky perdeu para a estrela em ascensão Anatoly Karpov em Leningrado, +1 -4. Karpov reconheceu publicamente a superioridade de Spassky, mas após uma série de jogos soberbos, Karpov conquistou os pontos suficientes para conquistar o match.
Nos anos seguintes Spassky mostrou-se relutante a dedicar-se totalmente ao xadrez. Confiando no seu talento natural soberbo para o jogo, e por vezes preferia jogar uma partida de tênis, em vez de trabalhar afincadamente no tabuleiro. Com efeito, o Campeonato Mundial de 1972 e o match dos candidatos contra Karpov em 1974 assinalaram o início duma fase descendente da carreira de Spassky. Spassky casou-se com uma senhora francesa na década de 70, adquirindo a nacionalidade francesa em 1978.
Em 1992 Fischer, após um afastamento de 20 anos do xadrez, reapareceu para jogar contra Spassky em Belgrado e Montenegro, reeditando o Campeonato Mundial de 1972. Na altura, Boris Spassky ocupava a 106ª posição no ranking da FIDE, enquanto Fischer, devido à sua inatividade durante 20 anos, nem aparecia na lista. Este match foi basicamente o último grande desafio de Boris, infelizmente problemas de saúde não lhe permitiram apresentar uma performance credível exceto em algumas partidas – o resultado foi +5 -10 =15.


Robert "Bobby" James Fischer

Robert "Bobby" James Fischer, nascido em Chicago em 9 de março de 1943, é um famoso enxadrista americano. Filho de pai judeu-alemão e mãe americana, aprendeu a jogar xadrez aos 6 anos com sua irmã mais velha, que o entretinha com diversos jogos (um deles o xadrez) enquanto a mãe ia trabalhar, pois o pai era ausente e pouco se sabe dele. Mudou-se cedo para Nova Iorque, onde pôde envolver-se em grandes clubes seculares como o Marshall e o Manhattan.
Aos 13 anos jogou "a partida do século" num torneio de Mestres em 1956 contra Donald Byrne, irmão de Robert Byrne, o qual também era Grande Mestre e foi vítima de uma das maiores partidas de Fischer no US-ch 1963, a qual Fischer venceu com 100% de aproveitamento, 13 em 13 possíveis, feito igualado somente por Emanuel Lasker, na Alemanha.
Se não bastasse ainda Fischer venceu o campeonato americano oito vezes em oito participações, sendo a primeira aos 14 anos em 1957 e a segunda aos 15, em 1958. Demonstrou grande força de cárater ao vencer jogadores tão fortes como Samuel Reshevsky (considerado pelo próprio Fischer como um dos 10 melhores de todos os tempos), com tão pouca idade.
De Dezembro de 1962 até o fim da sua carreira, em 1972, Fischer venceu todos os torneios que disputou, exceto dois, nos quais terminou em segundo lugar. Um vencido por Boris Spassky e o outro vencido por Smyslov.
Geralmente Fischer vencia os abertos e grandes torneios que participava com 3 ou 3,5 pontos de vantagem em relação ao segundo colocado.
Mas a principal façanha da sua carreira foi na classificação pra chegar à final do mundial contra Spassky. Fischer venceu Taimanov (jogador TOP 10) por 6x0 num jogo melhor de 10. Fischer venceu Larsen (jogador top 5) por 6x0 num jogo melhor de 10 e venceu Petrosian por 7,5 x 2,5 num jogo melhor de 10. Com tais resultados e a vitória sobre Spassky na final do mundial Fischer terminou sua carreira em 1972 com uma pontuação de 2780, marca só superada em 1987/1988 por Kasparov, quase 15 anos depois. Quando Fischer atingiu 2780 o segundo lugar tinha 2625 (Spassky); já quando Kasparov atingiu os 2780 o rating já estava inflado e o segundo lugar, Karpov, tinha mais de 2700. Ou seja, o espaço entre Fischer e seus contemporâneos era muito superior ao de Kasparov em relação aos seus.
Havia uma hegemonia russa desde quando Alekhine derrotou Capablanca em 1927. Após a recusa de Fischer defender o título em 1975, a hegemonia de russos voltou e durou até o indiano Viswanathan Anand vencer o Mundial FIDE de 2000.
Fischer foi preso no Japão e lutou contra sua extradição para os Estados Unidos por quase um ano. A Islândia ofereceu cidadania a Fischer, tendo ele aceitado. Livre então pela cidadania islandesa, Fischer seguiu viagem para a Islândia chegando no dia 23 de março de 2005. Fischer agora é cidadão islandês.
"Excêntrico, arrogante, insano, incomparável e genial, era Bobby Fischer. Para aqueles que o admiram esta é das personalidades mais intrigantes e surpreendentes. Para aqueles que o desconhecem era arrogante, para aqueles que ouviram falar dele, um gênio, para os que o conhecem um Deus." Autor Desconhecido, falando sobre Fischer.
"Não sou um computador como os outros querem pensar. Botvinnik disse uma vez que calculo melhor que os demais, que sou uma máquina, um homem prodígio e tambem fui uma criança prodígio. Aqui não há prodígio algum. Sou meramente um homem, mas um homem extraordinário. Estudo e aprendo cada dia mais e mais, um dia hão de ser meus o carro mais caro e a casa mais bonita. Na América não há ninguém que possa comparar-se comigo. Fui campeão nacional 7 vezes o que começa a ser fatigante. Aos 14 anos fui campeão nacional, com 16 "grande mestre", com 27 anos sou o melhor do mundo e com 28 serei declarado oficialmente campeão mundial. Meu objetivo é que ninguém no planeta saiba "mexer as peças" melhor do que eu!" Robert James (Bobby) Fischer, 1971.


Anatoly Evgenevich Karpov

Portador de um estilo único de jogo, Karpov foi influenciado bastante por três campeões mundiais: foi responsável pelo estudo científico de aberturas em desuso na sua época( as mesmas jogadas pelo seu ídolo, José Raúl Capablanca); Desenvolveu conceitos de superproteção de casas agudas e estudos sobre reposicionamento das peças(estudo iniciado por Tigran Petrosian); e por fim tornou-se o jogador de maior conhecimento em finais de jogo, sendo assim considerado por atletas notáveis, como Garry Kasparov, junto a Vassily Smyslov.
Karpov foi o primeiro campeão mundial de xadrez a ganhar o título sem disputar uma final. O seu adversário em 1975, o estado-unidense Bobby Fischer, desistiu de disputar a final pois não concordava que o match tivesse um número determinado de jogos. A proposta de Bobby Fischer era sagrar campeão quem obtivesse primeiro 9 vitórias, sem limite para o número de jogos na final. O presidente da FIDE na época, o ex-campeão mundial Max Euwe, não concordou e deu o campeonato a Karpov, uma vez que o mesmo já havia vencido Viktor Korchnoi e Boris Spassky (junto com Fischer e Karpov, os jogadores mais fortes da época) nas semifinais.
Karpov perdeu o título de campeão mundial para o jovem e determinado Garry Kasparov, no segundo Match entre os dois (o primeiro estava Karpov 5x0 Kasparov, mas, por motivos da frágil saúde de Karpov, o match foi cancelado).
Durante a década de 90, após a criação da PCA, Karpov voltou a tornar-se campeão Mundial pela FIDE.
Ainda nesta década, conseguiu o feito histórico de alcançar o rating performance de 2799, no tradicional torneio de Linares, ficando 2,5 pontos a frente do seu arqui-rival, Garry Kasparov.


Garry Kimovich Kasparov

Garry Kimovich Kasparov nasceu em Baku, Azerbaijão, em 13 de abril de 1963 é um dos maiores campeões de xadrez de todos os tempos, com títulos mundiais consecutivos de 1985 a 2001. Possui a dupla nacionalidade russa e americana.
Em 1992, Kasparov e Nigel Short acusaram a FIDE de falta de profissionalismo e favoritismo. Além disso, os dois recusaram ceder 25% dos prêmios para a FIDE que terminou por retirar o título de Campeão Mundial de Xadrez de Kasparov e negou a Short o direito de desafiar Kasparov.
Em 1993, a PCA foi criada por ele, na época o campeão mundial pela FIDE, e Short, para a organização e divulgação do campeonato que conferiria ao vencedor o novo título de campeão do mundo.
Em outubro de 1993, o duelo entre Kasparov e Short aconteceu no Savoy Theatre de Londres. Kasparov ganhou claramente (12.5-7.5) e tornou-se Campeão Mundial PCA. Como a FIDE expulsara Kasparov e Short, Anatoly Karpov jogou contra Jan Timman pelo título mundial da FIDE, onde Karpov triunfou. Pela primeira vez na história do enxadrismo existiam dois campeões do mundo, o campeão mundial da FIDE Karpov e o campeão mundial PCA Kasparov.
Em 1995, Kasparov defendeu seu título PCA contra o GM indiano Viswanathan Anand no World Trade Center, num match iniciado em 1 de setembro de 1995. Kasparov ganhou o match de vinte partidas (10.5-7.5). A PCA encerrou suas atividades por falta de patrocínio, quando a Intel deixou de subvencionar a associação. Quando Kasparov enfrentou Vladimir Kramnik em 2000, em Londres, já era sob a tutela da Braingames. Kramnik ganhou o match (8.5-6.5), e pela primeira vez em quinze anos Kasparov não era detentor de nenhum título mundial. Ele foi o primeiro enxadrista a perder uma disputa pelo campeonato mundial sem ter ganhado nenhuma partida desde a derrota de Lasker para Capablanca em 1921.
No mês de fevereiro de 1996, o computador Deep Blue surpreendeu o mundo ao vencer uma partida contra Kasparov, mas o ex-campeão venceu três jogos e empatou duas, vencendo a disputa de seis rodadas. Em maio de 1997, em uma outra partida, o computador derrotou Kasparov pela primeira vez. A IBM mantém uma página do evento.
Kasparov anunciou, para surpresa geral, sua aposentadoria em março de 2005, após vencer o Torneio de Linares.
Kasparov foi preso em 14 de abril de 2007, após liderar uma manifestação contra as medidas tomadas pelo presidente russo Vladimir Putin e foi liberado horas depois. Existem boatos de que ele irá se candidatar em 2008 para a presidência da Rússia.


Vladimir Borisovich Kramnik

Vladimir Borisovich Kramnik nasceu em 25 de junho de 1975, Tuapse, Rússia é o atual campeão mundial de xadrez.
Kramnik aprendeu os conceitos mais básicos do xadrez aos 5 anos de idade, sendo treinado por um tempo pelo pai, Zeshkovsky. Kramnik conseguiu seu título de mestre internacional quando tinha apenas 11 anos, e conseguiu seu primeiro grande título na carreira em 1995, na cidade de Guarapuava, Brasil.
Em 1992 foi apontado por Garry Kasparov, campeão mundial na época e que reconhecia a habilidade de Kramnik, como um possível aspirante ao título do mundo, para integrar a equipe russa nas Olimpíadas de Xadrez de Manila. Vladimir conseguiu 8,5 dos 9 pontos possíveis e conquistou o título de Grande Mestre Internacional de Xadrez.
O estilo de jogo de Kramnik é prudente e extremamente precavido, assim sendo não gosta muito de assumir riscos no tabuleiro. Esse estilo faz com que perca um número reduzido de partidas.
Considerado por muitos, juntamente com Viswanathan Anand, um forte candidato a tirar o título mundial de Kasparov, conseguiu o feito em 2000, sendo até hoje o campeão mundial de xadrez pela WCC (Conselho Mundial de Xadrez), que é uma entidade dissidente da FIDE (Federação Internacional de Xadrez), órgão máximo do xadrez mundial. Kramnik está em sexto lugar no Rating da FIDE.
Entre 25 de novembro e 5 de dezembro de 2006 Kramnik enfrentou o computador Deep Fritz e foi derrotado, perdendo 2 partidas e empatando 4. Na primeira derrota, Kramnik, concentrado apenas no flanco da dama onde um peão passado poderia levá-lo a vitória, deixou passar a possibilidade de Fritz aplicar-lhe mate na jogada seguinte e perdeu um jogo que poderia ter ao menos empatado facilmente.


Alexander Valeryevich Khalifman

Alexander Valeryevich Khalifman nasceu em18 de Janeiro de 1966 e é um jogador de xadrez russo.
Alexander Khalifman obteve o seu título de Mestre Internacional em 1990, ano em que venceu o open de Nova Iorque à frente de vários jogadores de qualidade. É sobretudo conhecido por ter conquistado em 1999 o título de campeão do mundo de xadrez pela FIDE, título que preservou até ao ano seguinte quando o perdeu para Viswanathan Anand.
Em Abril de 2005 o seu rating na FIDE era de 2658, correspondendo ao 42º lugar mundial.


Viswanathan Anand


Viswanathan Anand, também conhecido como Vishy Anand, nasceu em 11 de Dezembro de 1969, Chennai e é um grande mestre de xadrez indiano. Em Janeiro de 2005 o seu rating na FIDE era 2786, fazendo dele o número dois do mundo, atrás de Garry Kasparov.
Carreira
A ascensão de Anand no mundo do xadrez indiano foi meteórica. Sucessos de nível nacional cedo apareceram, em 1983, aos catorze anos de idade venceu o campeonato de xadrez indiano (categoria sub-junior) com um registo de 9/9. Tornou-se o indiano mais jovem de todos os tempos a obter o título de International Master com quinze anos, em 1984. Com dezesseis anos tornou-se campeão nacional, título que ganhou mais duas vezes. Por também jogar na velocidade blitz (o tempo para terminar o jogo é muito reduzido, 5 minutos), ganhou a alcunha de “Lightining Kid” (rapaz relâmpago, uma vez que na Índia em vez de se utilizar o termo blitz, utiliza-se o termo lightining). Em 1987, foi o primeiro indiano a ganhar o Campeonato do mundo de xadrez júnior. Aos dezoito anos tornou-se o primeiro Grandmaster indiano.
Anand, apareceu nos maiores escalões do xadrez no início da década de 1990, ganhando torneios de prestígio como o Reggio Emilla em 1991 (à frente de Garry Kasparov e Anatoly Karpov, que estavam em grande forma). Apesar de jogar a tão alto nível não abrandou, continuando a jogar na velocidade blitz.
Entre os seus sucessos mais recentes em torneios contam-se a vitória em Dortmund em 2004, bem como as vitórias em 2003 e 2004 no prestigiado Corus chess tournament (Wijk aan Zee).
Na Índia Viswanathan Anand é visto como uma celebridade, ao nível dos melhores jogadores de críquete.
Anand tem estado no top-cinco do ranking já há uma década, sendo a maior parte desse tempo passado no top-três. Anand tem sido o jogador não russo mais forte desde Bobby Fischer. Como Fischer, também Anand ganhou por três vezes o 'Chess Oscar (literalmente, Oscar do xadrez, um importante prémio que distingue anualmente um jogador de xadrez encarado como superior aos outros nesse ano), nos anos de 1997, 1998 e 2003.

Campeonatos do Mundo de Xadrez

Viswanathan Anand qualificou-se para a final do Campeonato do Mundo de Xadrez da PCA (Professional Chess Association) após ter levado de vencida na qualificação Michael Adams e Gata Kamsky. Em 1995, jogou a final contra Kasparov no World Trade Center em Nova Iorque. Após um início marcado por oito empates (um record em matches a contar para o campeonato do mundo), Anand venceu o nono jogo, perdendo depois quatro dos cinco jogos seguintes, cifrando-se o resultado do match numa derrota por 10,5–7,5.
Após várias tentativas frustradas por pouco, Anand conseguiu finalmente vencer o campeonato do mundo da FIDE em 2000, após ter batido Alexei Shirov, tornando-se o primeiro indiano a ganhar este título.
Em Outubro de 2003, a FIDE organizou um torneio em Cap d’Agde denominando-o como World Rapid Chess Championship (literalmente, campeonato do mundo de xadrez rápido). Cada jogador dispunha de 25 minutos para concluir o jogo, sendo-lhe concedidos mais dez segundos após cada jogada. Anand venceu esta prova à frente de dez dos doze jogadores de topo, a nível mundial, sendo Kasparov o único a não ter comparecido.


Ruslan Ponomariov

No início da sua carreira no mundo do xadrez alcançou alguns resultados de vulto. Em 1994 classificou-se no terceiro lugar do Campeonato do Mundo sub-12, tinha dez anos de idade, no ano seguinte aos onze anos ganhou o dito campeonato. Em 1996 ganhou o Campeonato da Europa sub-18, contava apenas doze anos de idade. Em 1998, aos catorze anos foi-lhe atribuído o título de grandmaster (grande mestre, distinção atribuída no mundo do xadrez segundo critérios muito restritos), sendo na altura o jogador mais novo de sempre a receber esta distinção.
De entre os resultados mais notáveis de Ponomariov podem ser referidos a vitória no Donetsk Zonal de 1998, quinto de sete na taça europeia de clubes (onde venceu o então campeão do mundo pela FIDE, Alexander Khalifman), primeiro ex aequo com 7,5 em 9 pontos possíveis em Torshavn em 2000, 8,5 pontos em 11 para a Ucrânia na Olimpíada de 2001 em Istambul, primeiro lugar com 7 em 10 na Governor’s Cup em Kramatorsk em 2001.
Em 2002 venceu o seu compatriota Vasily Ivanchuk na final do campeonato do mundo da FIDE, com um resultado de 4,5-2,5, tornando-se, aos dezoito anos de idade, o primeiro adolescente a conquistar um título de campeão do mundo. No mesmo ano ficou em segundo num torneio de Linares muito forte, apenas atrás de Garry Kasparov. Em 2003 teve uma prestação não muito boa no torneio de Wijk aan Zee, ao classificar-se em 11º de 14, com um resultado de 6 em 13, ainda neste ano ficou em quinto de sete no torneio de Linares com 5,5 em 12.
Existiram planos para que jogasse um match de catorze jogos contra Kasparov em Ialta em Setembro de 2003, o vencedor iria jogar contra o vencedor do match entre Vladimir Kramnik e Péter Léko, como definido no denominado “Acordo de Praga” para que se reunificasse o título de campeão do mundo (desde 1993 que se verificou a cisão). Contudo, esta iniciativa foi abortada visto Ponomariov ter-se recusado a assinar o contrato sem reservas. Ponomariov manteve o título de campeão da FIDE até que Rustam Kasimdzhanov o venceu em 2004.
Quando joga com as brancas, Ponomariov por norma inicia o jogo com 1. e4, entrando nas linhas principais da Defesa Siciliana ou então da abertura Ruy Lopez. Com as pretas, responde a 1. e4 ou com 1… e5, entrando na abertura Ruy Lopez, ou jogando a Defesa Siciliana; contra 1. d4 costuma optar por diversas defesas, como o queen’s Gambit da Dama Acepted e a Indian defense de Dama ou Indian defense de Rei. Anteriormente na sua carreira utilizava o Gambit de Benko e a Pirc Defense, mas a partir de 2003 o seu repertório deixou de incluir estas opções.


Rustam Kasimdzhanov


Rustam Kasimdzhanov é um grande mestre de xadrez que nasceu em 5 de dezembro de 1979 que desde 1992. foi o campeão do mundo FIDE durante 2004-05.
Seus melhores resultados incluem o torneio da Ásia de 1998, segundo lugar no campeonato mundial de 1999, campeão na essen 2001, campeão em Pamplona 2002 (que ganha um playoff blitz de encontro ao vencedor de Bologan depois que ambos tinham terminado o torneio principal em 3.5-6) primeiro com o 8-9 no Vlissingen abrem 2003, junção primeiramente com Dieter Nisipeanu de Liviu com o 6/9 em Pune 2005, uma medalha de bronze que ganha pelo desempenho 9.5-12 para seu país nas olimpíadas de xadrez em 2000, campeão da runner-upmundial. Perdeu seu título mundial FIDE em 2002 (perdendo para Viswanathan Anand na final). Jogou no torneio prestigiado de Wijk Zee duas vezes, mas não executou bem seus jogos. Em 1999 terminou em 11° de 14 com 5-13, em 2002 terminou em 13° de 14 com 4.5-13.
No campeonato mundial de 2004 da FIDE, Kasimdzhanov derrotou Alejandro Ramirez Ehsan Ghaem Maghami, Vasily Ivanchuk, Zoltán Almási, Alexander Grischuk e Veselin, ganhando de Topalov.
Na lista de abril 2007 FIDE Kasimdzhanov teve uma avaliação de rating de 2683, sendo o número 27 no mundo e no número um de Uzbequistão. Foi avaliado em 2706 de rating (na lista de outubro 2001). Em Setembro-Outubro 2005 Kasimdzhanov jogou no Championship 2005 do Chess do mundo de FIDE (San Luis 2005) onde venceu Michael Adams em 6-7.
Em 2006, Kasimdzhanov ganhou o torneio dos mestres de Córsega na modalidade knock-out.
De maio a junho de 2007, Kasimdzhanov jogou as preliminares do campeonato mundial de 2007. Seu primeiro oponente era Boris Gelfand. Foram regulares todos os seis jogos. Então Gelfand ganhou por 2.5-0.5, eliminando Kasimdzhanov do torneio.


Veselin Topalov


Veselin Topalov nasceu em 15 de Março de 1975, Ruse, Bulgária e é jogador e detentor do título de grande mestre de xadrez búlgaro. Segundo colocado no ranking mundial empatado com Anand na lista divulgada em Julho de 2005 pela Fide.
"Numa entrevista publicada recentemente contava que escolheu a Espanha para formar-se enxadristicamente: "Necessitava jogar muitos torneios para amadurecer e colher experiência, e a Espanha estava em plena expansão em termos de organização. Meu treinador conseguiu que me convidassem para os torneios de Elgoibar, Oviedo e Las Palmas, onde reparti a primeira posição com Viktor Korchnoi e Zenón Franco. Em 1992 joguei mais de 20 torneios abertos, nas mesmas circunstâncias, seria incapaz de realizar. Estes dois anos na Espanha me serviram para aumentar meu rating de 2460 (ao redor de 1500 na classificação mundial) para 2670 (12º do mundo) e converter-me num verdadeiro profissional. Foram tempos difíceis a princípio, quando só sabia algumas palavras de espanhol."


Atualmente o campeão mundial é Vladimir Borisovich Kramnik.