domingo, 23 de setembro de 2007

Guns N' Roses, O Hard Rock Que Fez História

Guns N' Roses é um grupo norte-americano que foi iniciado na segunda metade da década de 1980 e é uma das mais famosas bandas do mundo, que se tornou célebre liderada por W. Axl Rose.

O Guns é uma das bandas que mais venderam em todos os tempos, foram 40 milhões de álbuns somente nos Eua, totalizando mais de 100 milhões de álbuns no mundo todo de acordo com a revista Times, e detém o título de maiores vencedores do Grammy Awards, recebendo por 4 vezes o prêmio de artista do ano.

O álbum da banda mais conhecido e de maior sucesso foi Appetite for Destruction (1987) que vendeu mais de 35 milhões de cópias em todo o mundo. Em 1991 lançaram em simultâneo os álbuns Use Your Illusion I e Use Your Illusion II.

No Brasil, além de fazer sucesso na rádio com baladas como Knockin' On' Heaven's Door (de Bob Dylan) e musicas próprias como Sweet Child'of Mine e Patience, o Guns'n Roses de Axl Rose manteve seu ritmo de rock'n roll desde o Rock in Rio 1991 e sua presença com músicas inéditas lançadas em palco Carioca. Para quem não sabe, enquanto a plateia esperava apenas por hits do disco Appetite for Destruction, a Banda aproveitou para mostrar seu potencial com novas canções que privilegiaram os fãs daquele momento. You Could be Mine, Estranged, e algumas composições do album "Use Your Illusion I" foram publicadas ali, na presença de mais de 150 mil pessoas. Para a banda, nada passaria de um ensaio, até perceberem que, após três dias transvirados, todo o público esperava por sua atuação. Sem perder a pose, o grupo imprimiu o rock esperado por seus fãs e deve até hoje uma atuação no mínimo parecida com aquela do inicio da carreira.

O período de maior fama da banda ocorreu entre 1988 e 1993, mas devido a conflitos internos e a ações controversas dos seus membros, a produtividade e união do grupo foi diminuindo.

Mesmo há 13 anos sem lançar álbuns com músicas novas, perdendo quase a totalidade dos seus membros (só W. Axl Rose e o tecladista Dizzy Reed permaneceram na banda), ainda assim, o Guns consegue atrair fãs. Exemplo disso foi o concerto no Rock in Rio em 2001 para quase trezentas mil pessoas, e o Rock in Rio Lisboa em 2006 para mais de 50 mil fãs. Atualmente nos concertos, a banda ainda se baseia basicamente nos seus sucessos do início da década de 90.

O COMEÇO
A história do Guns n' Roses começa nos idos de 1983 quando o vocalista W. Axl Rose deixa a banda Rapid Fire para montar uma nova banda com seu amigo de infância Izzy Stradlin. A banda formada pela dupla se chama Rose, que logo é renomeada para Hollywood Rose. Contava com W. Axl Rose (vocais), Izzy Stradlin (guitarra), Chris Weber (guitarra), Rick Holland (baixo) e Johnny Kreiss (bateria). A nova banda consegue algum destaque nos subúrbios de Los Angeles, com muitas composições próprias (que futuramente seriam tocadas pelo Guns n' Roses) como "My Way, Your Way" (Anything Goes), "Wreckless" (Reckless Life) e "Shadow Of Your Love". O último show do Hollywood Rose aconteceu na virada do ano de 1984/1985. Após isso a banda se dissolveu.

Assim, ao início de 1985, os ex-membros do Hollywood Rose, W. Axl Rose (Vocal) e Izzy Stradlin (Guitarra Base), se juntam a três ex-membros de outra banda recém dissolvida: Tracii Guns (Guitarra Solo), Ole Beich (Baixo) e Robbie Gardner (Bateria) da banda L.A. Guns. Com a junção dos membros e dos nomes das duas bandas, surge o Guns n' Roses. Essa formação porém se apresentou apenas uma única vez, em março de 1985. Após esse show, Ole Beich foi substituído por Duff Mckagan (também conhecido nos seus tempos de Guns n' Roses como Duff "Rose" Mckagan).

Com essa formação (Axl, Tracii, Izzy, Duff e Robbie) a banda fez mais alguns shows até a metade de 1985, quando a banda sofreu novas alterações: Tracii Guns e Robbie Gardner sairam da banda; Duff McKagan convidou seus antigos parceiros de Road Crew, o guitarrista Slash e o baterista Steven Adler para seus lugares. Nascia assim a formação mais conhecida da banda Guns N' Roses. A estréia nos palcos da nova formação aconteceu em 06/06/1985, no conhecido Troubador em Hollywood. Após isso, a banda seguiu para Seatle onde teve a sua tournê de estréia, conhecida por Hell Tour. Voltando à Califórnia, os 5 escreveram seu "hino", "Welcome to the Jungle".

A ESCALADA PARA A FAMA
Em 1986, lançaram um EP independente, Live ?!*@ Like a Suicide. Uma das poucas cópias desse EP acabou na editora Geffen Records, que decidiu assinar um contrato com a banda. O álbum de estréia, Appetite for Destruction (1987), vendeu 30 milhões de cópias, teve boa recepção da crítica e lançou diversos hits: "Welcome to the Jungle", "Sweet Child O' Mine" e "Paradise City". Até hoje, permanece o álbum de estréia mais vendido da história, com 35 milhões de cópias no total. O Guns começou então a abrir shows para grandes bandas como o Iron Maiden, mas à medida em que as vendas de Appetite cresciam, partiram para uma turnê mundial sendo eles os cabeças-de-cartaz de muitos concertos. Na turnê o comportamento dos membros atraíam os mídia: McKagan, Slash e Adler entravam no palco freqüentemente sob efeito de drogas ou álcool, e Slash muitas vezes entrava no palco amparado e desmaiava ao final dos shows. Um show na Inglaterra teve um acontecimento trágico, quando dois fãs foram acidentalmente espezinhados durante o show. Todos os acontecimentos nos seus concertos deram ao grupo o apelido de "a banda mais perigosa do planeta".

O lançamento seguinte foi G N'R Lies (inicialmente seria chamado de "The Sex, The Drugs n' The Violence: The shocking Truth"), em 1988, que incluía as músicas de Live ?!*@ Like a Suicide e mais 4 canções acústicas. O álbum fez sucesso, chegando ao #2(O Top 1 era o álbum anterior) dos tops mundiais, e teve dois hits: "Patience" e "Used to Love Her" Porém uma das músicas, "One in a Million", que mencionava "niggers" (negros) e "faggots" (bichas), causou polêmica, e W. Axl Rose foi acusado de racista e homofóbico. Rose negou, dizendo que era fã de gays como Freddie Mercury (Queen) e Elton John, e Slash era filho de uma negra.

O mau comportamento de alguns membros levou a editora a pedir mudanças de comportamento rápidas. Os membros começaram a tratar-se dos seus vícios após W. Axl Rose ameaçar acabar com a banda se continuasse o alto abuso de drogas e álcool.

Em 1989, a banda começou com uma perda. Steven Adler não conseguia tocar bateria de tanta cocaína e heroína que havia usado ao longo do tempo. Logo fora demitido em Agosto, e Matt Sorum dos ingleses The Cult fora chamado para a banda. O tecladista Dizzy Reed (que foi colocado na banda por indicação de Axl Rose, pois Dizzy estava passando por dificuldades financeiras na época) também se uniu à banda e o empresário foi trocado. Em janeiro de 1991 , a banda tocou para o maior público que até então conseguiu reunir 140 mil pessoas no dia 20 e 120 mil no dia 23, no festival Rock in Rio realizado no estádio do Maracanã. Foram os concertos que marcaram as estréias de Matt Sorum e Dizzy Reed na banda. Em maio do mesmo ano, teve início a primeira turnê mundial da banda, começando por East Troy, em Wiscosin , EUA. A banda Skid Row abriu os shows.

A banda tinha músicas suficientes para um álbum duplo, mas resolveu lançar Use Your Illusion I e Use Your Illusion II como dois discos separados, em 17 de Setembro de 1991. Os álbuns estrearam na Billboard em #2 e #1 respectivamente, fazendo com que a banda se tornasse a banda mais popular do planeta.

OS ILLUSIONS E A MEGATURNÊ MUNDIAL
Os álbuns duplos "Use Your Illusion" I e II surgiram afinal, com a relançada épica "November Rain", a antidrogas "Coma" e "Estranged", ambas com 10 minutos em média. O anúncio do novo disco, acompanhado de uma turnê, agitou o mundo do rock.

Todos queriam ver o show. O primeiro marcado pela banda na Inglaterra, no Wembley Stadium em Londres , em agosto, vendeu 47 mil ingressos só no primeiro dia de vendas. Tiveram início especulações sobre o lançamento de um álbum ao vivo ao final da turnê, engordando as vendas das nove milhões de cópias de Appetite for Destruction e três milhões e 250 mil cópias de G N' R Lies. Tudo deu certo para Slash, que passou um ano fora tocando com grandes nomes como Bob Dylan, Michael Jackson, Iggy Pop e Lenny Kravitz . Mas longe de se tornar uma estrela menor do cenário, ele preferiu a química do Guns. "Se não fosse Axl, eu poderia estar ainda procurando um cantor", ressaltou. "Sair do nada e chegar a tal ponto foi uma grande virada na minha cabeça. Agora que aconteceu, e nós conseguimos nos manter juntos, eu não acredito que teremos esse tipo de problema denovo".

Seguindo os álbuns, a banda começou a Use Your Illusion Tour, que duraria 18 meses e teria grande retorno financeiro e incidentes muito controversos. Na época, November Rain era a música mais tocada nas rádios de todo o mundo e o videoclipe mais exibido na MTV.

Em novembro de 1991, Izzy Stradlin' saiu da banda. O guitarrista que "morreria" se a banda morresse decidiu deixar o Guns, daí começou o declínio, porque Izzy era um ótimo compositor e compôs vários clássicos. A saída foi pacífica na época(ao contrário do affair Steven Adler, que deu uma de inocente e processou a banda por tê-lo induzido ao vício). Sem perder tempo, Axl e Slash elegeram o guitarrista Gilby Clarke (ex-Kill For Thrills) como novo gunner e substituto de Izzy (no entanto Izzy Stradlin' acabaria por voltar para os últimos espetáculos após Gilby Clarke sofrer um acidente de moto).

A controvérsia parece ser sua eterna companheira e ele não faz por menos: com o lançamento de Use Your Illusion, Axl arrumou atritos generalizados com a imprensa musical dos EUA e Inglaterra, chegando a citar os nomes de vários jornalistas e revistas. Ele alimentava seu desafeto na canção "Get in the Ring", onde, entre outras ofensas, mandava todos "à merda". Mas agora a poeira baixou e, como sempre, a última palavra sobre o futuro da banda cabe a Axl Rose. "Eu não vou dizer que nós estaremos aqui para sempre - mas eu espero escrever o tipo de música que permaneça por um longo tempo".

A banda continuou causando tumultos, como num show em St. Louis, Minnesota, em que Axl abandonou o palco após brigar com um espectador com uma câmera, o que acabou por gerar centenas de feridos e um processo de alguns milhões de dólares. Outro acontecimento em Montreal, em que a banda abandonou o palco após apenas 9 músicas por problemas de áudio, a atitude gerou revolta - carros quebrados e incêndios. Ainda sem músicas, ficando a banda a tocar sem o vocalista.

A banda tornou-se popular também com os videoclipes superproduzidos "Don't Cry", "Estranged" e "November Rain" entre outros. A turnê Use your Illusion Tour passou no Brasil em Dezembro de 1992 com 2 shows em São Paulo e um no Rio de Janeiro, e terminou em Julho de 1993 em Buenos Aires.

O DECLÍNIO
Em 1993, após o fim da mais lendária turnê da história, os Guns N' Roses lançaram The Spaghetti Incident?, um álbum de covers (principalmente de punk), com recepção "morna" do público e ruim da crítica. Uma canção escondida de autoria de Charles Manson, "Look at Your Game, Girl" fora incluída a pedido de Axl (contra a vontade do grupo) o que causou polêmica interna.

Em 1994, Axl é processado por agressão pela sua ex-esposa e pela sua ex-namorada Stephanie Seymour. Gilby Clarke que tinha substituído Izzy Stradlin' anos antes, resolveu sair do grupo por rejeitarem suas composições. Paul Huge entrou para o seu lugar, e tocou num cover de "Sympathy for the Devil", dos Rolling Stones, incluída em Entrevista com o Vampiro. No entanto Paul Huge, amigo de infância de Axl, não foi bem aceito pelos outros, principalmente Slash, que não gostara do fato dos solos de Huge terem sido usados no lugar dos seus.

Devido a este descontentamento em 1995, Slash começou um projeto chamado Slash's Snakepit antes de abandonar os Guns em 1996, sendo substituído por Robin Finck. Em 1997 Duff demitiu-se pois não havia mais clima na banda e Matt foi despedido em 1998. Axl tornou-se o único membro original.

Slash, Duff e Sorum desde 2002 tocam na mesma banda - Velvet Revolver.

"RETORNO"
Rumores circularam em 1997 sobre Axl trabalhando em um novo álbum. Nada apareceu até 1998. Axl acabou por juntar um grupo de novos elementos para a banda - entrou no estúdio com a banda sendo Paul Huge e Robin Finck (ex-Nine Inch Nails) nas guitarras, Tommy Stinson (ex-The Replacements) no baixo, Josh Freese (The Vandals) na bateria e Dizzy Reed e Chris Pitman nos teclados.

Este conjunto de elementos do Guns lançou em 99 a sua primeira música desde 94, "Oh My God", especialmente para a banda sonora do filme Fim dos Dias. A música seria um prelúdio do anunciado álbum Chinese Democracy que nunca chegou a sair, estando agora planejado para o primeiro semestre de 2007. A gravadora lançou Live Era: '87-'93, uma coletânea de faixas ao vivo. Devido a demora na produção do álbum, Robin Finck saiu para voltar aos Nine Inch Nails.

Em 2000 novas mudanças. Robin Finck voltara e o guitarrista Buckethead entrou. Josh Freese fora substituído por Brian Mantia, o Brain (das bandas Primus e Proxia, em que Buckethead tocara). Em 2001, voltaram a fazer shows, como no Rock in Rio 3, marcado como o de maior público na história da banda, com cerca de 250 mil pessoas, e três em Las Vegas, misturando sucessos com músicas novas.

Em 2002, Paul Tobias abandonou a banda pelos atrasos na gravação. Fora substituído por Richard Fortus, ex-Love Spit Love. O grupo seguiu com shows em Agosto na Europa e Ásia, seguidos por uma aparição surpresa no MTV Video Music Awards. Em Novembro, começaram nova turnê americana, mas o primeiro show, em Vancouver, foi cancelado pelo fato de Axl nem estar no Canadá (o descontentamento do público foi grande). Dezesseis shows se seguiram, esgotando-se em mercados como Nova York e não vendendo bem em mercados menores. Então, um show em Filadélfia fora cancelado porque Axl supostamente tivera problemas repentinos de saúde. Os 15 mil fãs presentes se revoltaram e destruíram o local, e o resto da turnê foi cancelada.

Buckethead saiu em Março de 2004, forçando o cancelamento do show no Rock in Rio Lisboa. Nenhum guitarrista substituto fora anunciado.

No mesmo mês, a Geffen lançou a coletânea Greatest Hits, já que um novo álbum de estúdio Chinese Democracy não saía há 11 anos. Rose demonstrou seu desprazer com o álbum, já que a lista de faixas fora feita sem seu conssentimento.

Em Janeiro de 2006, Axl Rose contou a revista Rolling Stone que "as pessoas irão ouvir música este ano". E também não descartou a possibilidade da banda fazer apresentações ao vivo.

Em Fevereiro de 2006, demos das músicas do novo álbum "Better", "Catcher in the Rye", "IRS" e "There Was a Time" vazaram na Internet em um site não oficial da banda. The band's Management solicitou que todos os links de mp3's e letras dessas músicas fossem removidos dos sites.

Neste mesmo mês, foi anunciada uma turnê Européia a se iniciar no dia 25 de Maio, que incluiu uma apresentação no Rock In Rio-Lisboa depois de em 2004 terem cancelado o seu espetáculo no mesmo recinto, estiveram cerca de 50 mil fãs. Nos meses seguintes a anunciada turnê Européia foram anunciadas mais 4 datas de shows em Nova York, que serviram de aquecimento para a turnê Européia. As apresentações em Nova York foram as primeiras depois de um hiato de quase 4 anos sem shows. No geral, as críticas foram muito positivas e a banda introduziu um novo guitarrista, Ron Thal (Bumblefoot), que ocupou o lugar de Buckethead.

Nos dia dias 12, 14, 15 e 17 de Maio de 2006, os Guns N' Roses deram espectaculo em Nova York. A volta do Guns não poderia ser melhor. O novo guitarrista, Ron Thal, teve uma boa aceitação pelo público, a voz de Axl foi também bastante elogiada, e um fato histórico ocorreu: Em um dos shows, Izzy, ex-Guns N' Roses, subiu ao palco para tocar novamente com Axl. O público veio ao delírio ao ver os velhos parceiros em atividade juntos no mesmo palco.

No concerto em Lisboa - 27 de Maio de 2006 - a banda entusiasmou-se com os mais de 50 mil fãs, fez alguns improvisos no concerto que durou mais de 2 horas sendo tocados quase todos os grandes clássicos.

A turnê Européia agora em curso será para preparar o regresso dos Guns N’ Roses que anunciaram o seu novo álbum para o final de 2006. Em outubro começou a turnê americana da banda com shows nos EUA, Canadá e Porto Rico.

No dia 22 de dezembro, a revista inglesa Kerrang! elegeu o álbum Appetite for Destruction como o melhor álbum da história do rock.

A cantora brasileira Nina Kell, conhecida nos EUA, faz show com Axl Rose em Nova Iorque. Nina, ao chegar ao show, deu uma declaração a Axl de que muitos queriam dizer, e ela disse asim: "Axl, não agüentamos mais ver Axl, Izzy... Por um lado é Matt, Slash, Duff, Gilby, por outro queremos ver todos vocês juntos novamentes pode ser com mais ou menos integrantes mas tem que ter ao menos os verdadeiros e os antigos integrantes de antes" (ela disse tudo em inglês). Axl sorriu e se emocionou e disse que nunca irá esquecer seus velhos amigos da ex-banda e afirmou que não foi só escolha dele que o Gunner's antigo acabassem e sim decisão deles por opção ou fatos ocorridos.

DISCOGRAFIA
Appetite for Destruction - 35 milhões de cópias (15 milhões nos E.U.A.)
G N' R Lies - 8 milhões
Use Your Illusion I - 16 milhões (8 milhões apenas nos E.U.A)
Use Your Illusion II - 17 milhões (8,5 milhões apenas nos E.U.A)
The Spaghetti Incident? - 9,5 milhões
Live Era: '87-'93 - 10 milhões
Greatest Hits - 6 milhões (3 milhões nos E.U.A.)
Chinese Democracy - Ainda por vir...
Os valores são aproximados.

sábado, 22 de setembro de 2007

AC/DC - As Origens

AC/DC é uma banda de rock australiana, que além de ser uma das pioneiras nos estilos hard rock e heavy Metal (tocam também blues), é também um dos nomes mais respeitados e influentes da música mundial. O grupo foi formado em Sydney, Austrália, em dezembro de 1973 e desde então vem lançando verdadeiras “pérolas” do rock and roll. Os seus álbuns atingiram números de vendas colossais, estimado em 160 milhões de cópias em todo o mundo. A banda teve influências de bandas como The Yardbirds, The Who, The Rolling Stones, Led Zeppelin e The Kinks. O nome AC/DC é pronunciado uma letra por vez ("Ei ci di ci") em inglês, embora a banda seja conhecida por seus fãs australianos como "Acca Dacca".


História
O AC/DC foi uma das bandas que inventou o Hard rock. Tudo começou em 1973, Sydney, na Austrália, quando os irmãos Angus Young e Malcolm Young resolveram formar uma banda. No ano seguinte gravaram um compacto que mais tarde seria o High Voltage. A formação veio a se completar em 1974 com Bon Scott (vocais), Mark Evans (baixo) e Phil Rudd (bateria). Uma das marcas mais conhecidas da banda é a performance do guitarrista solo Angus Young, que utiliza um uniforme escolar nos shows, e desloca-se pelo palco com um passo próprio, conhecido pelos fãs como "duck walk". Ps: o "duck walk" é uma alusão ao grande Chuck Berry, que o Angus faz, segundo ele, porque seu irmão Malcom o tem como maior ídolo.

No ano 1975 lançaram T.N.T. e em 1976, Dirty Deeds Done Dirt Cheap. Esses dois álbuns conseguiram a atenção da mídia e conquistaram milhares de fãs. O AC/DC saiu em sua primeira turnê mundial (Reino Unido e Europa).

Let There Be Rock saiu em 1977, e mudanças ocorreram no AC/DC: saiu o baixista Mark Evans e Cliff Williams entrou em seu lugar. No ano seguinte saiu Powerage e If You Want Blood (You've Got It) dois grandes álbuns. O single Highway to Hell chegou ao top 20 no Reino Unido e ao top 10 nos Estados Unidos.

Em 19 de fevereiro de 1980, uma péssima notícia: a trágica morte do vocalista Bon Scott, afogado em seu próprio vômito depois de um porre homérico. A perda marcou profundamente a banda. Brian Johnson que foi convidado por Malcolm e Angus Young que assistiram um show com o antigo vocalista Bon Scott e que Brian Johnson estava se apresentando com sua banda, Geordie. Brian Johnson chegou atrasado na audição onde foi escolhido como novo vocalista. O motivo? Estava jogando sinuca com seus amigos e perdeu a hora. Quando ele explicou o mmotivo do atraso, Malcon e Angus pensaram: "Ao menos ele gosta de Sinuca!". Quando Brian começou a cantar, o sorriso renasceu nos rostos de Angus e Malcon pela primeira vez desde a morte de Scott. No mesmo ano, porém, o AC/DC voltou com tudo, lançando Back in Black, álbum que foi uma homenagem (até no nome) à Bon, vendendo mais de 20 milhões de cópias só nos E.U.A. na época de seu lançamento. Back in Black é hoje o segundo disco mais vendido da história (42 milhões de cópias), só perdendo para Thriller (54 milhões de cópias), de Michael Jackson.

Em 81, For Those About to Rock (We Salute You) foi lançado e na sequência, outra mudança: Rudd foi substituído por Simon Wright. Assim a banda continuou lançando ótimos álbuns praticamente todos os anos (menos em 87), entre eles: '74 Jailbreak e Who Made Who. Em 89 Simon deixou o AC/DC para tocar com Ronnie James Dio e em seu lugar entrou Chris Slade. Até o início dos anos 90, o AC/DC vendeu mais de 80 milhões de álbuns em todo o mundo!

No ano seguinte, a banda ganhou o Grammy de melhor álbum de Hard Rock com The Razor's Edge. O álbum Ballbreaker de 1995 contou com a volta do baterista Phil Rudd. Em novembro de 97 saiu um box com 5 CD's, intitulado Bonfire, um tributo a Bon Scott.

Finalmente, em 2000, a banda lança seu mais recente álbum, "Stiff Upper Lip", cuja faixa-título chega ao primeiro lugar nas paradas das rádios americanas. O álbum torna-se sucesso absoluto de vendas, e consegue inclusive chegar ao topo do podium da Billboard.

Em 2004 o vocalista do grupo Brian Johnson assinou as canções de um musical sobre Helena de Tróia trazendo Dolores O'Riordan, do Cranberries no papel principal. O disco “Back in Time” relançado em 2003, conquistou o prêmio da Associação da Indústria Fonográfica nos Estados Unidos, depois de ter vendido mais de 20 milhões de cópias.

Em 2005 o grupo colocou nas lojas o DVD “Family Jewels” e anunciou seu retorno aos estúdios em breve para as gravações da próxima bolacha da carreira.

O AC/DC se estabilizaria e ganharia experiência ao se tornar a banda de apoio dos principais artistas de rock pesado da época, incluindo Rush, Black Sabbath, The Scorpions e Van Halen, entre outros.


Nome
É comumente dito que o nome significaria "Alternating Current/Direct Current" (ou, traduzindo para o português, Corrente Alternada/Corrente Contínua). Tal nome teria sido achado na placa existente atrás de uma máquina de costura (que deveria ser provida de um motor universal) de Margaret Young, irmã de Angus e Malcolm, que dão suporte à teoria.

Os membros do AC/DC dizem que não sabiam da conotação bissexual que o termo carrega, já que ele significa um aparelho elétrico que pode ser ligado em duas formas diferentes de corrente.

Algumas figuras religiosas, no entanto, postulam que o significado da sigla advém de "Anti Christ/Devil's Children" ou Anti-Cristo/Filhos do Demônio, querendo taxar o grupo musical de ser ligado ao satanismo, uma vez que repudiavam o rock pesado e a atitude do grupo, que não estava de acordo com o conservadorismo religioso defendido por estes. A banda nega veementemente essa origem para o nome.


Atividades Recentes
Em 2002 a revista Q nomeou o AC/DC como uma das "50 Bandas que Você Precisa Ver Antes de Morrer".

Em 2003 a RIAA atualizou o número de álbuns vendidos pela banda, aumentando o montante de 46,5 milhões para 68,3 milhões, fazendo do AC/DC o quinto grupo de rock que mais vendeu na história musical dos EUA, atrás somente dos Beatles, Led Zeppelin, Pink Floyd e The Eagles.

Em março de 2003 a banda foi incluída no Hall da Fama do Rock And Roll, se apresentando no Waldorf Astoria Hotel de Nova Iorque. Nesse mesmo ano, o clássico de 1980, Back In Black, é considerado o disco de rock mais vendido de todos os tempos com incríveis 43 milhões de cópias vendidas ao redor do planeta. Na classificação geral, Back In Black só foi superado pelo álbum Thriller de Michael Jackson que já vendeu algo em torno de 56 milhões de cópias.

No dia 1 de outubro de 2004 a rua Corporation Lane de Melbourne foi renomeada oficialmente para ACDC Lane em homenagem à banda (nomes de rua na cidade de Melbourne não podem conter o caractere "/") no local aonde foi gravado o clipe de 1975 "It's a Long Way To The Top".

No dia 11 de novembro de 2006 Angus Young, guitarrista do AC/DC, figurou em 33º lugar numa lista com 500 pessoas denominadas como as mais ricas dos Países Baixos (região comumente conhecida como Holanda). Embora Angus tenha nascido na Escócia, ele vive na localidade de Gelderland em Aalten.


Biografia

Bon Scott
Ronald Belford Scott (Kirriemuir, Escócia, 9 de julho de 1946 - East Dulwich, Inglaterra, 19 de fevereiro de 1980), mais conhecido como Bon Scott, foi vocalista e compositor da banda australiana AC/DC. Bon foi vocalista do AC/DC de 1974 a 1980, quando morreu sufocado pelo próprio vômito depois de um coma alcoólico. Foi substituído por Brian Johnson. Antes de substituir Dave Evans nos vocais, foi o chofer (motorista) do AC/DC

Suas bandas anteriores incluíram The Fraternity e Valentines, nas quais não realizou trabalho semelhante ao do AC/DC. Outro grupo do qual participou foi o Mount Lofty Rangers. Deste grupo, é interessante procurar ouvir a música "Round and Round", a qual é cantada por Bon e, apesar de não ser AC/DC, é interessante. Vale lembrar que nem em todas as bandas das quais participou Bon cantava.

Sua influência musical inicial veio do pai, que era músico em sua cidade natal, na Escócia. Bon tocava bateria e gaita de fole, a qual pode ser conferida em "It´s a long way to the top", do álbum High Voltage.

Muitos acham que o AC/DC decaiu um pouco depois que Bon Scott saiu. Contudo, o som só mudou, ficando mais pesado, e perdendo um pouco do balanço e sacanagem que emanavam de Bon, mas ganhando outras nuances que com Bon talvez nunca seriam exploradas.


Brian Johnson
Brian Johnson nasceu em Dunston, Inglaterra, no dia 5 de outubro de 1947. Atualmente vive em Sarasota, Flórida, EUA. Ele é o vocalista da banda de rock australiana AC/DC.

Brian Johnson nasceu em 5 de Outubro de 1947 em Newcastle Upon Tyne (Northumberland), Inglaterra. Brian entrou na banda substituindo o vocalista Bon Scott, após sua trágica morte com bebida. Um fã de 14 anos enviou uma carta ao AC/DC, dizendo do vocalista Brian Johnson da banda Georgie. Malcolm Young se lembrou de show que tinha ido com o próprio Bon Scott e os dois tinham comentado que grande vocalista Brian era. Então a banda chamou-o para uma audição, e até os dias atuais Brian é o vocalista da banda.

Após a morte do vocalista Bon Scott, em 19 de fevereiro de 1980, o AC/DC (Angus Young, Malcolm Young, Cliff Williams e Phil Rudd), escolhe Brian para ser seu novo vocalista. Johnson assume os vocais do AC/DC estreando com a banda em maio de 1980. Após alguns shows, a banda grava, nas ilhas Bahamas, o álbum Back in Black, considerado um dos melhores álbuns de todos os tempos. O disco se transforma num grande sucesso comercial, vendendo mais de 43 milhões de cópias.


Angus Young
Angus McKinnon Young é membro e fundador da banda australiana de hard rock AC/DC. Sua guitarra elétrica predileta é a Gibson SG que conseguiu na Austrália. Um dos maiores guitarristas da história do Rock and Roll e considerado por muitos como o maior riffer de todos os tempos.

Nasceu no dia 31 de Março de 1955 em Glasgow, Escócia. Começou a tocar guitarra com aproximadamente 5 anos. Uma criança que morava na vizinhança tinha uma, e Angus costumava ir a sua casa tocá-la. Porém, só aprendeu a tocar realmente durante a adolescência. Mudou-se para Sydney, Austrália com 8 anos. Ele conseguiu sua primeira Gibson SG após vê-la em uma catálogo de um amigo. Até aí ele tocava uma velha guitarra Hofner que era de seu irmão, o também guitarrista do AC/DC Malcolm Young.

Anos depois, Angus desenvolveu movimentos em sua própria versão da dança do pato (Duck Walk), inspirada em seu ídolo Chuck Berry, durante a qual ele se joga no chão, chutando, tremendo e girando, enquanto toca sua guitarra, claro. Sua performance pode ser vista no vídeo de Who Made Who, e sua Dança do Pato no clipe de Thunderstruck.

Angus Young influenciou certas bandas como Guns N' Roses e Def Leppard. Angus cita suas influências como Chuck Berry, Muddy Waters e outros músicos de blues/rock clássico.

Angus Young mantém sua vida privada longe da mídia, mas sabe-se que ele mora em Sydney, Australia e Aalten, Holanda e casou-se com sua mulher Ellen em 1980 logo após a morte do ex-companheiro de banda Bon Scott.


Equipamento de Angus Young
Guitarra: Gibson SG Standart, Angus young signature e outras como as 61' Reissue, com captadores humbuckers PAF de AlNiCo da Gibson.

Cordas: Ernie Ball 0.9

Amplificador: Marshall Jcm-800 e Plexi de 100 watts.


Malcolm Young
Malcolm Young (Glasgow, Escócia - 6 de Janeiro, 1953), é um guitarrista escocês, irmão de Angus Young e co-fundador da banda de rock australiana AC/DC. É o compositor da maioria das músicas do grupo. Nascido na Escócia é, junto com seu irmão Angus, membro da formação original do AC/DC.


Phil Rudd
Phil Rudd (Melbourne, Australia - 19 de maio de 1954) Entrou em 1975 na banda. Ficou até 1983, quando houve um desentendimento com um membro nao-revelado da banda (dizem ser Malcom Young), após esse episódio, ele saiu da banda. Outro motivo pela sua saída foram os vicios de drogas e bebidas

Após sua saída da banda Phil montou na Nova Zelândia uma escola de pilotos de helicóptero. Em 1994, quando a banda estava fazendo shows na Nova Zelândia, perguntaram se ele queria voltar e ele aceitou.


Cliff Williams
Cliff Williams (Romford, Inglaterra - 14 de Dezembro de 1949) Cliff entrou na banda AC/DC logo após a saída de Mark Evans, que teve uma briga com Angus Young por causa de uma mulher. Cliff participou de uma banda, Home, que gravou até 4 discos e abriram um show para Led Zeppelin quando estes ainda estava no álbum II.

KISS - Uma História de Sucesso

KISS é uma banda de hard rock dos Estados Unidos da América, formada em Nova York em 1973. Conhecida mundialmente por suas maquiagens, e por seus shows, as vendas da banda excedem os 80 milhões de álbuns.

Constitui um dos maiores impactos culturais da década de 1970, valendo-se de roupas, e sobretudo, maquiagens nunca antes vistos, e que marcariam a história da música. Seus dois fundadores são Gene Simmons (baixo e vocal) e Paul Stanley (guitarra rítmica e vocal), que ficaram frustrados com o fim de uma banda que formaram chamada "Wicked Lester", assim, decidindo procurar novos integrantes para uma nova banda, encontraram tais integrantes através de anúncio na revista Rolling Stone, Ace Frehley (guitarra solo e vocal) e, pela Village Voice, Peter Criss (bateria e vocal).


HISTÓRIA

Anos 70'
Os primeiros concertos do KISS, já maquiados e trajados a seu modo, ocorreram no New York Coventry Club, cujo cachê correspondeu a U$ 35,00 por noite. Continuaram fazendo shows pelas noites de Nova Iorque, tocando músicas próprias, quando em 1973 foram descobertos por Bil Aucoin e no mesmo ano assinaram contrato com a recém-inaugurada “Casablanca Records”.

Em 1974 lançaram seu primeiro álbum entitulado apenas “KISS”, recheado de clássicos, que a banda tocou por toda a carreira. O primeiro disco não chegou a ser um sucesso, assim como o segundo, Hotter Than Hell, lançado no mesmo ano.

Em fevereiro de 1975, lançaram Dressed To Kill, disco que continha composições da época do Wicked Lester (Love Her All I Can e She), e foi neste disco que gravaram o clássico Rock And Roll All Nite. Era o começo do estrelato.

Ainda em 1975 lançaram Alive!, primeiro álbum da banda a obter Disco de Ouro. KISS foi uma das primeiras bandas a lançar um álbum duplo gravado ao vivo. "Alive!" foi um marco para a indústria fonográfica e para a banda que anos depois lançou Alive II; em 1993, o Alive III; e em 2003, o Symphony: Alive IV, em um show que ocorreu junto com a Orquestra Sinfonica de Melbourne. Mas nenhum deles superou o enorme sucesso que foi o Alive!.

Com o sucesso estrondoso de Alive! o KISS entrou em estúdio para gravar um novo álbum, e em 1976 lançaram Destroyer, outro grande sucesso (a essa altura os 3 primeiros discos já eram sucessos). Com Destroyer vem mais hits como Detroit Rock City, God Of Thunder e a balada Beth composta por Peter Criss, um dos grandes sucessos do KISS até hoje. O disco foi produzido por Bob Ezrin. No segundo semestre do mesmo ano lançaram Rock And Roll Over com hits como Hard Luck Woman e I Want You. Com a turnê de Rock And Roll Over, o KISS vai pela primeira vez para o Japão, país onde seriam idolatrados.

Em 1977 lançaram Love Gun. Neste álbum Ace canta pela primeira vez no KISS, a música é Shock Me, e em um dos shows desta turnê Gene mais uma vez queima o cabelo. No mesmo ano lançaram Alive II, mais um ao vivo, só que este possui no lado B do segundo disco com 4 musicas inéditas. Ace só gravou a guitarra uma dessas músicas, "Rocket Ride", que ele mesmo canta. As outras, quem gravou foi Bob Kulick, amigo pessoal da banda. Nessa época já haviam muitos produtos do KISS. A Marvel Comics lançou uma revista em quadrinhos do KISS onde a tinta vermelha usada para fazer a revista tinha o sangue de cada um dos membros do grupo.

Em 1978 a banda alcança seu auge, dá um tempos no shows e cada integrante decide lançar um álbum solo (mas ainda com a assinatura da banda), o que mostrava que o ambiente não era dos melhores e a vaidade de cada um falava mais alto na época. Esse foi o começo da saída de Peter Criss e Ace Frehley.

Em 1979, durante a gravação de Dynasty, os integrantes da banda decidiram que Peter Criss não continuaria as gravações do álbum (este já estava se afundando em álcool e drogas), e então convocaram Anton Fig (que havia tocado no álbum solo de Ace Frehley) para gravar o álbum (mas não deixaram com que os fãs soubessem, tanto que Fig toca fora do seu estilo, seguindo mais a linha de Criss). Peter só chegou a gravar "Dirty Livin'", música que ele mesmo canta e que ja estava pronta antes de decidirem que ele não deveria mais tocar no album. Esse disco trazia o hit I Was Made For Loving You, que seguia um pouco a tendência disco da época e fez um enorme sucesso, apesar de desapontar os fãs mais tradicionais da banda. Também contou com 3 músicas cantadas pelo Ace, uma delas a cover do Rolling Stones, 2.000 Man.

No álbum seguinte, "Unmasked", gravado em 1979, mas lançado em 1980, Peter não participou da gravação de nenhuma musica, e novamente, Anton Fig gravou em seu lugar. Peter Criss aparece tocando no videoclipe de "Shandi" e na capa de álbum, mesmo sem ter participado de nenhuma gravação. Logo após o lancamento do videoclipe, Peter Criss saiu da banda, e em seu lugar entrou o baterista Eric Carr, que participou da turnê do disco. Esse álbum, assim como o anterior, foi altamente atacado por ser mais "pop" que os anteriores.


Anos 80'
Em 1981 o Kiss lança o criticadíssimo Music From "The Elder", também conhecido por apenas The Elder. Neste álbum, o Kiss muda um pouco seu estilo, e não agrada ao público em geral. Para rebater as críticas sofridas e tentar finalmente agradar aos críticos mostrando que eram músicos competentes, o KISS muda radicalmente de posicionamento. Pela primeira vez desde seu surgimento, via-se uma foto da banda com os integrantes de cabelos curtos e com roupas mais discretas, apesar de continuarem utilizando as máscaras. Contrataram novamente o produtor Bob Ezrin (produtor do Destroyer), que idealizou o álbum. Ace (que gravou suas participações no disco em um estúdio montado em sua casa) e Eric não concordaram com o lançamento, diziam que não era KISS. Eric Carr, baterista tradicional de rock, teve dificuldades em seguir as orientações rígidas do produtor em relação a percussão, sendo substituído na faixa "I" por Allan Schwartzberg, baterista autônomo que tocara no álbum solo de Simmons. Por seu grande fracasso, este álbum não teve turnê, limitando-se à duas músicas executadas ao vivo durante um programa de televisão. Após isso, o KISS só tocou uma música desse álbum durante uma apresentação. Foi no "MTV Unplugged", de 1996, 15 anos após o lançamento do álbum. Até hoje fans debatem se esse é o pior album ou um dos melhores da fase mascarada, com músicas de excelente sonoridade como The Oath e A World Without Heroes.

No começo de 1982, por insistência da gravadora, lançaram a coletânea Killers, com 4 músicas inéditas, Ace não participou de nenhuma delas. Um pouco antes das gravações de Creatures Of The Night, em 1982, Ace Frehley sofreu um acidente de carro e não pode gravar o álbum, então varios outros guitarristas foram chamados para substitui-lo. Ace não toca em nenhuma música do álbum. Após o lançamento do album Ace participou do videoclipe de "I Love It Loud", mas não tocou o solo da música, e sim Paul Stanley. Após isso, saiu da banda, por problemas de alcoolismo e drogas. Ace foi substituído por Vinnie Vincent, conhecido da banda que já havia participado anteriormente da composição de algumas músicas e tocado no "Creatures". Vinnie participou da turnê, que terminou em 1983 com três shows no Brasil. No Brasil ocorreu o maior público em um show do Kiss, e foi também onde o Kiss tocou pela última vez com as maquiagens antes da Reunião.


Era sem Maquiagem
Depois da turnê, o KISS, em um golpe publicitário, decidiu tirar a maquiagem e lançar um novo CD. Lick It Up. Após a turnê, Vinnie sai da banda, e Mark St. John, um guitarrista canadense, entra para gravar Animalize ( 1º disco do KISS lançado simultâneamente em CD), mas devido a seu problema de artrite nas mãos não consegue gravar todas as músicas. Bruce Kulick, irmão de Bob Kulick, gravou essa última música. Na turnê, Mark St. John não consegue tocar durante o show inteiro, então Bruce Kulick era chamado para substitui-lo. Durante todo o tempo em que fez parte da banda, Mark St. John só conseguiu tocar um show inteiro. No meio da turnê, Mark St. John sai definitivamente do KISS, e Bruce assume seu lugar (Mark St. John morreu no dia 5 de abril de 2007, aparentemente de uma hemorragia cerebral - a doença que o impediu de continuar tocando era uma espécie de artrite que provocava inchaço nas mãos e braços). Essa época tem como ponto marcante as roupas extremamente coloridas, chegando a lembrar Twisted Sister.

Em 1985 lançaram o álbum Asylum, que teve a música Tears Are Falling, outro grande sucesso. Ainda no mesmo ano, Gene cria sua gravadora (Simmons Records). Depois de 1 ano sem lançar nenhum disco voltaram para o estúdio, gravaram o álbum que foi lançado em 1987, Crazy Nights.

Depois de 10 anos o KISS voltou ao Japão em 1988 com a Crazy Nights Tour. Neste mesmo ano lançaram a coletânea Smashes, Thrashes & Hits, com duas músicas inéditas, Let’s Put The X In Sex e (You Make Me) Rock Hard e uma nova versão para Beth cantada por Eric Carr.

No ano de 1989 Paul saiu em turnê solo pelos EUA, tendo em sua banda Bob Kulick na guitarra e Eric Singer na bateria. Voltaram para o estúdio e lançaram no mesmo ano o álbum Hot In The Shade que tem o hit Forever.


Era Revenge
Em Abril de 1991, Eric Carr, que havia substituído Peter Criss, descobre que possuia um raro tipo de câncer no coração. No dia 24 de Novembro, seis meses após descobrir a doença, morre. Freddie Mercury, vocalista do Queen, morreu também neste mesmo dia. Após sua morte, é substituido por um baterista de mesmo nome, Eric, Eric Singer, que havia tocado na turne solo do Paul Stanley.

No álbum Revenge (álbum seguinte após a morte do baterista), a música "God Gave Rock And Roll To You II" possui os backing vocals gravados por Eric Carr. No álbum também havia uma homenagem para o finado baterista, uma faixa de nome "Carr Jam 1981", onde ele tocava bateria e guitarra, na contra capa deste álbum está escrito sobre esta faixa Nós incluimos isto aqui porque era uma forma de nos lembrarmos o quão grande Eric realmente foi. Muitos consideram esse álbum o melhor desde o Lick It Up.

No ano seguinte, 1993, aproveitando a turnê de Revenge, lançaram mais um ao vivo, Alive III.

Em 1995, a MTV convida o KISS a fazer um álbum acústico, da série "Unplugged" da MTV. Gravado no dia 9 de Agosto de 1995, nos estúdios da Sony. O evento contou com a presença dos integrantes originas, Peter Criss e Ace Frehley. O Álbum ganhou um DVD e posteriormente, um DVD sem cortes.


Reunião
O KISS percebeu que seria uma boa ideia voltar à formação original e com as maquiagens. E foi assim, Gene e Paul, agora novamente com Peter e Ace, e as maquiagens, saíram em uma turnê mundial que recebeu o nome de Alive WorldWide Tour. No primeiro show dessa tour, no estádio do Tiger em Detroit, os 47 mil ingressos oferecidos foram vendidos em 45 minutos, a tour foi considerada a mais lucrativa de todo o biênio 1996 e 1997 apareçendo até mesmo na conceituada revista de economia, a Forbes. Em 1997 o KISS lança "Carnival Of Souls - The Final Session", mas ainda com Bruce e Singer.

"Psycho Circus", lançado em 1998, volta com a formação original, e com uma nova turnê. Posteriormente foi lançada uma versão dupla do álbum, cujo segundo disco continha músicas gravadas durante um show da turnê. A "Psycho Circus Tour" teve dois shows no Brasil, um em Porto Alegre e outro no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

No ano de 2000 o KISS anuncia uma Farewell Tour, que seria a turnê de despedida da banda. No meio da turnê Peter Criss teve que se ausentar por problemas de artrite, e em seu lugar voltou o ex-baterista da banda Eric Singer, desta vez com a maquiagem de Peter. Após a turnê, que deveria ser a última, o KISS decide fazer um novo álbum ao vivo, este que seria junto com a Orquestra Sinfonica de Melbourne.

Ace Frehley sai da banda e não participa do show. Em seu lugar, entra Thommy Thayer, que já havia produzido alguns albuns da banda. Peter Criss, já recuperado, volta para fazer o show. No dia 28 de Fevereiro de 2003, em Melbourne, o KISS faz um show para entrar pra história.

Após o show Eric Singer volta para a banda, e parte para uma nova turnê, a "World Domination Tour" que foi realizada juntamente com outra banda de Hard Rock americana, o Aerosmith. Mais tarde, no ano de 2004 é dado o ínicio de Rock The Nation Tour, que rendeu até um DVD que foi gravado em 2004, mas foi só lançado no final de 2005. Também em 2005, Gene e Paul anunciam "férias" da banda e que durariam 2 anos.

Em Outubro de 2006 Paul Stanley lança seu segundo álbum solo, Live To Win e sai em turnê para divulgação. Uma curiosidade, um dos guitarristas que o acompanha nesta tour, é o curitibano Rafael Moreira, que com 18 anos saiu de Curitiba e se desenvolveu tocando guitarra nos EUA. O álbum está tendo boa repercussão.

O baterista original do Kiss, Peter Criss, lançará um novo disco solo chamado "One For All" no dia 24 de julho pela Silvercat Records. Além de prestar homenagem ao seu ex- companheiro de banda, Ace Frehley, com a faixa "Space Ace", o disco vem com músicas que apresentam títulos como: "Last Night", "Heart Behind The Hands" "Send In The Clowns", "Doesn't Get Better Than This" e "Faces In The Crowd". Peter passou os últimos dois anos preparando as músicas para esse projeto, que vai ser o quarto de sua carreira solo. Os outros são "Out of Control" (1980), "Let Me Rock You" (1982) e "Criss Cat #1" (1994).


2007
Recentemente o KISS se apresentou em uma MINI-TOUR pelos Estados Unidos com 4 Shows.
No Último show desta Mini-tour, o Frontman do KISS, Paul Stanley horas antes do Show sofreu uma aritmia cardìaca o que impediu que o mesmo pudesse tocar. O Que resultou no primeiro show em "trio" da história do KISS, emocionante concerto em homenagem a Paul Stanley que dias depois já havia se recuperado completamente.


Filmes
Kiss Meets The Phamtom Of The Park
Lançado em 1978, obteve quando foi exibido, a segunda maior audiência da ABC de 1978.
Sua história gira volta do plano do cientista Abner Devereaux. Devereaux descobriu um meio de clonar humanos, e transformá-los em robôs, e vai usar o show do Kiss em seu parque de diversões para por seu plano em prática. Após terem sido clonados, o Kiss deverá usar seus poderes para conseguir parar o plano.

Detroit Rock City
Lançado em 1999, conta a história de quatro rapazes que querem ir ver um concerto dos Kiss, em Detroit. A mãe de um deles queima os bilhetes para o concerto, mas, mesmo assim, eles partem para Detroit, para tentar assistir ao show. Para assistirem a esse concerto eles tentam de tudo, até mesmo brigam entre si para afirmarem que foram roubados e que levaram seu bilhetes. O Kiss aparecem no final, tocando "Detroit Rock City".

Kiss: The Second Coming
Lançado em 1998, este documentário conta a história do maior fenómeno de Rock de todos os tempos desde o seu inicío até ao ano em que foi realizado, passando pelos momentos de separação e pelos de reunião.


Curiosidades
Em 2003, a banda fez uma participação no desenho "O Que Há De Novo, Scooby-Doo?". A trilha-sonora deste episódio também foi deles.

Gene Simmons tem um programa de TV que passa aqui no A&E, canal fechado, "Gene Simmons Family Jewells", um programa que conta a rotinas da família do roqueiro.E que é sucesso em várias partes do mundo.

Aqui no Brasil, a série recebeu o nome de "Gene Simmons uma família Jóia".

Em 27 de julho de 2007, Paul Stanley teve um mal súbito e não pode se apresentar no show do Soboba Casino...e o KISS se apresentou como um trio pela primeira vez em sua história.


2008
Segundo Thommy Thayer(Guitarrista da Banda), está em planejamento uma tour mundial para o ano de 2008.


Biografia

GENE SIMMONS
Gene Simmons, nasceu em Haifa, Israel no dia 25 de agosto de 1949, com o nome de Chaim Witz, mais tarde mudou para Eugene Klein. Mudou-se com a mãe para os EUA quando tinha 9 anos indo morar em Queens, Nova Iorque (durante a Segunda Guerra sua mãe esteve em um campo de concentração). Gene aprendeu inglês lendo gibis de super heróis, livros de ficção científica e filmes, particularmente os de terror (além de inglês, ele também fala hebraico, alemão e húngaro). Formou-se pelo Richmond College e foi professor de inglês no Harlem espanhol. Ele aprendeu a tocar guitarra, mas prefiriu o baixo porque falava que tinha muitos guitarristas, ele queria ser diferente.

Um amigo, Steve Coronel, o apresentou a Stanley Eisen (mais tarde, Paul Stanley). De começo eles não se gostaram, mas depois se enturmaram e juntos fundaram uma das mais importantes bandas de Hard Rock do mundo: KISS, em janeiro de 1973. Virginiano, perfeccionista, entra de cabeça nos negócios da banda, encarando a fantasia e explorando (e bem) o marketing dela. Mulherengo convicto, tem centenas de polaroides nuas das garotas que (segundo ele, mais de 4 mil) transou estrada. Namorou as cantoras Cher e Diana Ross nos anos 70. Mora com a atriz e playmate Shannon Tweed há mais de 20 anos, com quem tem dois filhos,(Sophie e Nicholas).

Depois do sucesso da banda nos anos 70/80, Gene começa a descobrir novas bandas. Descobriu o Van Halen e Cinderella. Retira a máscara em 1983 com o lançamento do álbum "Lick it Up" a ficou assim até 1996 quando houve a "Reunion Tour" com todos os membros originais da banda KISS. Na década de 80 Gene tentou a carreira de ator estrelando filmes como "Runaway" (de 1985, com Tom Selek, da série Magnun), "Wanted Dead or Alive", entre outros. Gene resolveu ampliar seus horizontes e passou a atuar em filmes, produzir novas bandas (Keel foi uma delas), desenhos animados, sua própria revista, etc. Nesta época deixou o KISS um pouco de lado, coisa do que ele se arrependeu futuramente.

Com 1.90m, Gene é um dos maiores ícones da Rock Mundial. É famoso mundialmente por sua gigantesca língua e nos placos chama a atenção por sua demoníaca figura, por cuspir fogo, vomitar sangue, além de tocar seu Baixo-Machado. Tem sua própria revista "Gene Simmons Tongue Magazine", seu próprio selo (Simmons Record), desenho animado "My Dad the Rock Star". Em dezembro de 2001 lançou seu livro, KISS And Make-up, onde conta coisas inesperadas da banda. Em agosto de 2006 estreou seu reality show "Gene Simmons Family Jewels" no canal A&E, e devido ao seu sucesso, teve uma segunda temporada iniciada dia 25 de Março, onde entre muitas coisas mostra a cirurgia plástica a que Gene Simmons se submeteu. Gene não para e continua em atividade com mil e uma idéias.


PAUL STANLEY
Stanley Harvey Eisen (Nova Iorque, 20 de Janeiro de 1952), mais conhecido como Paul Stanley, é o guitarrista e vocalista de um dos grupos mais bem sucedidos da história do rock, o KISS.

Desde pequeno, Paul ouvia música clássica por intermédio de seus pais, e um de seus hobbies prediletos era assistir programas locais que levavam bandas como The Beatles e Rolling Stones como atrações.

Nos anos 60 Paul conhece um garoto judeu chamado Chain Wintz, logo rebatizado Eugene Klein com nome artistico de Gene Simmons. Eles criam a banda Wicked Lester, que dura poucos anos e da lugar ao grupo KISS.A história de Paul se confunde com a do KISS já que Paul é e nunca pensou em ser outra coisa além do KISS.

Desde 1973 vivendo para o KISS, hoje Paul está casado e tem dois filhos, um recentemente nascido em 2006.Paul, nos anos 80 sendo o "frontman" da banda segurou todos os impulsos dos músicos e barras que o KISS sofreu, principalmente por quê Gene Simmons estava voltado a Hollywood.

O talento musical de Paul começou desde cedo. Ele sempre sonhou em ser um rock star e é esse um dos motivos dele levar na sua maquiagem a famosa estrela o olho direito. Paul nasceu em Manhattan, Nova Iorque, filho de William e Eve Eisen. Juntamente com a irmă mais velha, a família de Paul se mudou para Queens no início dos anos sessenta, onde seu pai tinha uma espécie de padaria. Ele fez o colegial no Manhattan High School of Music and Art. Após algumas aulas de guitarra, com 13 anos, Paul começou a se envolver em bandas como guitarrista e vocalista.

Diferentemente de Peter Criss (baterista) , que curtia jazz e Gene, que amava os Beatles, a maior influência de Paul foi Eddie Cochran. Sem contar ópera que cresceu escutando devido aos seus pais gostarem desse estilo. Sobre suas primeiras bandas, Paul lembra que Incubus foi a primeira banda em que ele tocou, mas considera sua primeira mesmo, Uncle Joe com Matt Rael e Neil Teeman, um trio com dois guitarristas e um baterista (năo havia um baixista, pois nenhum dos três conhecia um baixista).

De acordo com Paul, era um pouco mais do que uma banda de garagem. Mais tarde, Paul se juntou com Jon Rael, irmăo mais velho de Matt, na banda chamada Post War Baby Boom e teve um envolvimento mais sério desenvolvendo material próprio. Sem dúvida essas bandas nada mais foram do que sonhos de adolescentes limitados a chegar a sair em turnê pelos bares novaiorquinos.

Mesmo assim ele chegou a gravar duas músicas com essas bandas: “Stop, Look, And Listen” e “Never Living, Never Loving”. Depois, Paul tocou com Marty Cohen, Stan Singer e Steve Coronel, mas Tree, era basicamente uma banda que só fazia covers. Após uma longa corrida musical, com Gene Simmons já na história, estavam juntos no Rainbow (não o Rainbow (banda) de Ritchie Blackmore), com Steven Coronel. Após algumas metamorfoses a banda se tornou Wicked Lester, com outros membros como: Tony Zarella (bateria) e Brooke Ostrander (teclados).

Chegaram a assinar contrato com a gravadora Epic Records para o lançamento de um album no começo de 1971. A continuaçăo desta historia é melhor conferir na biografia geral da banda.O final da história pode ser conferido na busca por KISS onde estará a biografia da banda em geral.Paul Stanley também atuou no musical The Phantom of the Opera, fazendo um sucesso tremendo.


ACE FREHLEY
Paul Daniel Frehley, mais conhecido como Ace Frehley e por ter sido guitarrista da banda Kiss (com sua maquiagem de ser extraterreno, sua risada craquelante e sua guitarra esfumaçante), nasceu em 27 de abril de 1951, no condado de Bronx em Nova York, filho de Karl e Esther (Um engenheiro elétrico e uma dona de casa). Ganhou sua primeira guitarra aos 14 anos de idade. Talentoso e criativo adolescente, Ace tem como influencias Rolling Stones, Jimi Hendrix e Led Zeppelin.

Foi em 1973 que Ace achou no jornal um anúncio de uma banda desconhecida procurando um Guitarrista. A primeira impressão que passou a Gene Simmons, Paul Stanley e Peter Criss é que era um desabrigado, devido as suas roupas (o par de botas era composto de um pé laranja e outro pé vermelho). Chegou e foi logo ligando sua guitarra e tocando, mas teve que parar e esperar sua vez. Mas após impressioná-los no teste, tornou-se o quarto membro do Kiss. Artista nato, foi Ace quem criou o logotipo da banda. Após a não tão boa aceitação da crítica nos três primeiros Albuns do Kiss, o Alive! (Compilação ao vivo dupla), leva a banda em disparado ao sucesso absoluto, tornando o Kiss a banda americana mais sucedida de 1975 a 1980.

Ace se casa com Jeanette em 1977, sua companheira desde quando tinha 18 anos.

A formação original da banda começa a se desfazer em 1980, quando Peter Criss deixa a banda, seguido por Ace, alguns anos depois. Em 1982, Ace Frehley abandonava o KISS pela primeira vez. Ele, que já mostrava sua vontade em sair da banda, teve a saída concretizada após um acidente de carro que sofreu. Após um período de incertezas, ele tomou a decisão. A verdadeira razão da saída sempre será motivos de dúvida, se de um lado , uns apontam os desentendimentos pessoais entre ele e os integrantes, existe um outro lado que diz que ele havia se enchido da maquiagem e toda fantasia em torno da banda.

Após alguns anos de incerteza, Ace começou a recrutar integrantes para sua banda. Eram em sua maioria músicos de estúdio que Ace tinha conhecido ao longo de sua carreira. Para o line-up inicial Ace se desdobrou para trazer o baterista Anton Fig que fazia parte da banda do apresentador David Letterman (o inspirador de Jô Soares). Anton já havia tocado com Ace em seu primeiro álbum solo (ainda com o KISS, álbum que, com exceção da bateria, teve todos os instrumentos tocados por Ace), sem contar que ele gravou a bateria do álbum Unmasked do KISS, apesar dela estar creditada á Peter Criss. Para o Baixo veio o famoso John Regan (David Bowie, Peter Frampton) Inicialmente a outra guitarra ficaria a cargo de seu velho amigo Ritchie Scarlett, Ace também teria um tecladista: Rob Sabino que foi logo substituído por Arthur Stead, mas que também não vingou... Sem contrato, tocando em clubes, gravando demos, a banda foi se dissolvendo, nesta época também, Ace foi vítima de um trágico acidente. As coisas só vieram á acontecer em 1986 quando Ace assinou contrato com a Megaforce. A banda acabou ficando como um quarteto, A mudança era que Tod Howarth estava no lugar de Ritchie Scarlett que optou por fazer um disco solo, não ter um tecladista não ocasionou problema nenhum já que Tod também tocava teclado.

O álbum simplesmente chamado de Ace Frehley: Frehley's Comet é bem diferente do que Ace havia feito no KISS e no seu primeiro solo, estava mais para o que o KISS vinha fazendo na época, o chamado Glam Rock oitentista! Não que eles usassem batom e purpurina, mas o som era aquele mesmo. "Rock Soldiers" abre o disco, uma canção poderosa onde Ace conta sobre seu trágico acidente. No álbum também se destacam: "Into the night" (a predileta dos fãs) uma canção composta pela máquina de fazer hits conhecida como Russ Ballard. No Frehley's Comet, Ace dividia os vocais com Tod Howarth, que se mostra impecável em músicas como : "Breakout"e "Calling to you". Na maioria das apresentações Anton não pôde estar presente e seu substituto era Billy Ward.

O Frehley's Comet lançou seu segundo álbum em 88, chamado "Second Sighting", o resultado não foi tão bom quanto o primeiro, até porque no álbum de estréia sempre fica uma grande expectativa, mas podemos destacar boas canções como "Time ain't Runnin out" e a que abre o play: "Insane". Vale lembrar também que na bateria estava Jamie Oldaker, outro famoso Free-lancer, conhecido por tocar na banda de Eric Clapton. Os shows da banda se resumiam a América, em pequenos clubes, com bandas outras de hard americanas (Y&T, Faster Pussycat, Giuffria) que também tentavam conseguir um lugar ao sol.

Como as vendas não iam bem, o próximo álbum levaria apenas o nome de Ace, por sugestão da gravadora. O álbum chamado "Trouble Walking" poderia cativar mais fãs, a mudança neste álbum foi volta de Ritchie Scarllet no lugar de Tod e também a volta de Anton Fig às baquetas. A foto de Ace foi colocada na capa, talvez uma tentativa de sensibilizar os fãs do KISS, o que deixa isso transparecer é o fato de ele ter coverizado uma canção de sua antiga banda para este álbum. O detalhe é que era uma canção recente do KISS, chamada "Hide your Heart" (composta por Paul Stanley) e que teve participação especial do amigo Peter Criss. Apesar da "apelação" O disco teve vendas baixas e a banda acabou se dissolvendo por completo. O nome Frehley's Comet não foi mais colocado em pauta por Ace.

Após a participação no MTV Unplugged do KISS em 1995, retorna à banda em 1996, após 13 anos, para a Reunion Tour, turnê com a formação original da banda. Em 2000 participa "turnê de despedida" (Farewell Tour) e em 2001 Ace sai do KISS novamente.

Ace participou do CD do Richie Scarlet e do CD do Anton Fig em 2002. Fez um show em agosto de 2002, um no dia 11 de outubro de 2002 (Ace Frehley Tribute).

Depois de uma briga na justiça conseguiu o direito de usar o nome Ace Frehley.Com para seu web site, mas este nunca ficou pronto. Participou do filme Remedy (atuando), e também fez a trilha sonora. Atualmente Ace já não está mais casado com Jeanette.


PETER CRISS
George Peter John Criscuola (20 de dezembro de 1945 - ), vulgo Peter Criss é mais conhecido por ter sido o baterista da banda de rock KISS. Uma das músicas mais conhecidas da banda é de Sua autoria: Beth. Ele deixou o grupo no começo dos anos 80, inciando carreira solo. Retornaria outras duas vezes, mas depois de uma turnê em 2004 não faz mais parte da banda.

Mais velho de uma família de cinco irmãos, Peter sempre foi bom filho, pelo menos na infancia. Aos 9 anos descobriu seu interesse pela bateria e começou a praticar. O ginásio o encontraria um pouco menos bom filho que o de costume, enturmado e tal. Mas o estudo de música o manteve nos trilhos. Formou dezenas de bandas - tipo Os Barracudas - mas sua ambição sempre foi grande.

Aos 19 anos conheceu Lydia, se casaram em 1970. Enquanto trabalhava de ajudante de açougueiro, colocou um anúncio na revista Rolling Stone se oferecendo como baterista e logo foi procurado por Gene e Paul e se entusiasmou logo com o esquema. A banda começou a fazer sucesso, sua vida virou um paraíso, estavam ricos, sempre em excursão, aonde levava Lydia, ou gravando um novo álbum. Compôs a canção "Beth" (que iria se chamar "Beck", mas Gene sugeriu a troca de nome, para não associa-la a Jeff Beck), que é um dos maiores sucesso do KISS, até hoje. Paralelamente, seu casamento ia pouco a pouco se deteriorando. E ele ia se afundando nas drogas.

Em 1979 Peter se separa de Lydia e sofre um acidente de carro. Nesse mesmo ano casou-se com a playmate Debra Svensir. Seu álbum solo também obteve bons resultados. Mas o processo era irreversível, pouco a pouco ia perdendo o interesse pelo KISS e seus truques. Então com alguma mágoa deixa o KISS.

Rapidamente lançou seu primeiro disco solo, Out Of Control, em 1980. Dois anos depois lançou Let Me Rock You. Em 1989 fez uma participação especial no disco de Ace Frehley (Trouble Walking), na música Hide Your Heart (música que também foi lançada pelo KISS no mesmo ano no disco "Hot In The Shade", essa música foi escrita por Paul Stanley) e em 1994 lançou Criss Cat #1, que contou com a participação do amigo Ace Frehley em 3 músicas. Peter teve também um projeto que teve a participação de Mark St. John.

Depois de 15 anos, Peter leva sua filha Jenilee a uma KISS Konvention, onde se encontrou com Gene. É convidado e participa do acústico do KISS em 1995. No ano seguinte (1996) Peter estava de volta ao KISS. Peter se casou novamente, com Gigi, e em 2001 Peter sai do KISS mais uma vez.

No final do ano de 2001 participou de 2 episódios da série OZ.

Peter Criss voltou para o KISS e tocou no show do KISS com a Orquestra Sinfônica de Melbourne na Austrália ("Alive IV") no dia 28 de Fevereiro de 2003. Tocou com o KISS também em 3 shows no Japão em Março e em uma apresentação em Las Vegas também em Março de 2003. Participou também da turnê com o Aerosmith em 2003. Atualmente Peter não está no KISS.


ERIC CARR
Eric Carr (15/07/1950 - 24/11/1991) foi o baterista que substituiu Peter Criss no KISS em 1980.

Nascido Paul Charles Caravello no Brooklyn, Nova Iorque, em 1950, Eric Carr foi influênciado por diversos músicos, tais como Ringo Star (Beatles) e John Bonham (Led Zeppelin) e passou a tocar bateria. Vindo de uma família de músicos (avó trombonista, pai trompetista, mãe cantora e pianista, e irmãs guitarristas), sua decisão foi muito bem aceita, sendo sua primeira banda o Flasher. Passou por inúmeras bandas antes de aceitar o conselho de um amigo e se inscrever para um teste com o KISS. Em maio de 1980 participou das audições para a escolha do novo baterista da banda. Competindo com mais de 2000 candidatos, Eric impressionou Gene Simmons, Paul Stanley, Ace Frehley e Peter Criss (o antigo baterista que também participou do processo de escolha de seu substituto).

Após uma tentativa fracassada de se caracterizar como uma águia, Eric encontrou na raposa, "The Fox" o seu personagem no universo do Kiss. A escolha pela raposa foi feita por Gene, pois, segundo ele, "Eric era astuto como uma raposa".

Algumas semanas após o lançamento do disco "Unmasked" (1980, ainda com Peter), foi anunciado o novo baterista do KISS. Seu primeiro show com a banda foi no New York Palladium em 25 de Julho de 1980.

Em 1981 lançam o primeiro disco com Eric, "Music From The Elder", um disco no mínimo estranho e um fracasso de vendas, pelo menos para o KISS. Em 1982 saiu a coletânea "Killers" e, no mesmo ano, "Creatures Of The Night", o último com Ace Frehley, este disco teve uma boa acolhida pelo público. A partir deste, também participou da fase "sem maquiagem" da banda, com os disco 'Lick It Up' (1983), 'Animalize' (1984), 'Asylum' (1985), 'Crazy Nights' (1987), "Smashes, Thashes & Hits" (coletânia com 2 músicas inéditas, e Eric Carr cantando "Beth", maior sucesso na voz de seu antecessor Peter) (1988) e 'Hot In The Shade' (1989).

Considerado um dos mais fabulosos bateristas de seu tempo, Eric só teve a oportunidade de demonstrar seu talento e explorar todos os recursos de sua bateria de 36 peças no disco de 1982, "Creatures Of The Night".

Nesse disco, a guitarra foi deixada temporariamente em segundo plano, motivado principalmente pelo acidente de carro sofrido por Ace Frehley. Eric dispôs de dois engenheiros de som exclusivos para captar o melhor som de sua bateria. O resultado foi uma das maiores demonstrações de habilidade de um baterista capturadas em um LP.

Seu último show foi no Madison Square Garden em 9 de novembro de 1990.Em abril de 1991, durante a gravação do próximo disco, Eric descobriu que sofria de um tipo raro de câncer no coração, tendo sido operado no mesmo mês.

Contudo, o câncer não regrediu, e tomou o coração de Eric, que entrou em coma pouco antes de morrer, em 24 de novembro de 1991, mesmo dia da morte de Freddy Mercury (Queen).


VINNIE VINCENT
Vinnie Vincent Cusano (nasceu em 6 de Agosto de 1952, em Bridgeport, Connecticut), é um virtuoso guitarista conhecido como Vinnie Vincent, famoso pela sua passagem pela banda KISS. Vincent também trabalhou compondo para um programa de TV, chamado "Happy Days" (escrevendo canções que Joanie e Chachi cantavam no show) e também formou sua banda, Vinnie Vincent Invasion.

No último dia do ano de 1982, os fãs do KISS foram surpreendidos: exatamente na festa de reveillon, Ace Frehley não apareceu. No seu lugar, na guitarra, aparecia um rosto - e uma máscara- desconhecidos, com uma espécie de cruz com um arco, fincada no nariz e se abrindo na testa (ANKA, símbolo do antigo Egito, que se refere à nova vida). Era Vinnie Vincent, substituto de Ace que já havia deixado o grupo. Vinnie já estava envolvido com o KISS antes mesmo da sua entrada no grupo, pois foi co-autor de três faixas do disco Creatures of The Night e solou em algumas faixas do mesmo disco. Naquele reveillon de 1982 em Illinois, Vinnie apareceu tocando sem sequer ser anunciado. Participou de toda a turnê deste disco, gravou Lick it Up, mas ao final da turnê deixou o grupo.

Após isso partiu para carreira solo, formou a banda Vinnie Vincent Invasion. Ficou fora da mídia por algum tempo. Compôs músicas com Gene para o disco Revenge.Em 2000 foi encontrado o corpo de sua ex-esposa, que havia desaparecido tempos atrás. Vinnie tem duas filhas (gêmeas).


MARK ST. JOHN
Batizado como Mark Norton, Mark St. John nasceu em 1956, em Hollywood, Califórnia, e estava mais interessado em basquete do que em música até o final do colegial, quando finalmente descobriu sua verdadeira vocação (começou a tocar guitarra por rebeldia). Ele começou a tocar guitarra em 1972, como hobby, e entrou no KISS no início de 1984. Mark foi o terceiro guitarrista oficial do KISS, tendo substituído Vinnie Vincent (que substituiu Ace Frehley).

O espalhafatoso jeito de St. John tocar refletiu a era dos guitarristas de rock influenciados por Van Halen. Chegou a gravar o álbum Animalize, que foi um grande sucesso, numa época onde o grupo já não usava a maquiagem pesada e as roupas que que eram sua marca registrada, mas precisou sair logo no início da turnê do disco por causa de uma artrite grave que o atormentava. John recebeu o diagnóstico dessa doença, chamada Síndrome de Reiter, que causou inchaço nas suas mãos e braços e o impediu de tocar guitarra. Fez trechos de alguns shows (e apenas 1 show completo) e gravou apenas um vídeo com o KISS, o popular vídeo da MTV Heaven's On Fire, e foi substituído em dezembro de 1984 por Bruce Kulick.

Após deixar o KISS sua condição médica melhorou e Mark St. John formou o White Tiger com David Donato, que chegou a ter uma breve passagem pelo nos vocais do Black Sabbath. Depois, o guitarrista gravou com Jeff Scott Soto, em 1988, e com o baterista Peter Criss (Ex-KISS), em 1990 e apareceu como orador convidado nas convenções do KISS. Em 2001, St. John lançou um disco instrumental intitulado Single Bullet Theory.

Nos últimos anos, o músico andava recluso e havia voltado a lecionar aulas de guitarra em Los Angeles.Faleceu dia 5 de abril de 2007, aos 51 anos, de hemorragia cerebral.


BRUCE KULICK
Bruce Howard Kulick, mais conhecido como Bruce Kulick, nasceu em 12 de Dezembro de 1953 no Brooklyn em Nova Iorque. Ficou mais conhecido participando como guitarrista do grupo de rock KISS por 12 anos. Bruce tinha um contato antigo com o grupo, seu irmão Bob Kulick era amigo de Paul, Gene e Ace desde o início do KISS, tendo comandado as guitarras no disco solo de Paul, e tendo tocado as guitarras solo nas músicas inéditas do disco "Killers". Antes do KISS, Bruce tocou na banda Blackjack, na Good Rats. A entrada de Bruce na banda, segundo ele mesmo: "Certo dia Paul chegou lá em casa e eu achei que ele queria falar com Bob. Quando fui dizer-lhe que meu irmão estava na Inglaterra tocando com Meat Loaf, ele me contou que Mark estava doente e perguntou se eu gostaria de entrar em seu lugar. Eu aceitei na hora, mas fiquei surpreso, pois achava que uma banda como o KISS preferiria um guitarrista mais famoso ou melhor que eu". Foi Bruce quem solou nas músicas Lonely Is The Hunter e Murder In High Heels do disco "Animalize". A partir do ano de 1984 Bruce se tornou o guitarrista solo do KISS. No começo de sua carreira com o KISS, segundo Gene e Paul, Bruce parecia mais uma árvore no palco, pois não se movimentava muito. Com o passar do tempo foi se movimentando mais, e Gene e Paul sempre brincam com isso quando lembram de sua entrada no KISS. Bruce permaneceu no grupo até 1996. No disco "Carnival Of Souls: The Final Sessions" (que não seria lançado, só foi lançado por causa da pirataria) Bruce cantou sua primeira música no KISS, a música I Walk Alone. Bruce até hoje participa das KISS Expo, sempre muito atencioso com os fãs. Após sua saída do KISS, Bruce lançou seu trabalho solo e está atualmente no GrandFunk Railroad. Seu mais recente trabalho solo é o disco Transformer, que para alguns fãs está melhor do que o anterior (Audio Dog). Bruce foi o único membro do KISS a usar seu nome mesmo na banda, sem trocar.


ERIC SINGER
Eric Doyle Mensinger (mais tarde "Eric Singer") é um baterista americano nascido dia 12 de maio de 1958 em Cleveland, Ohio. Aprendeu a tocar bateria cedo, aos 11 anos de idade, e fez poucas aulas, intitulando-se autodidata. Entretanto, é mencionado como um dos bateristas mais técnicos do Hard Rock.

Eric Singer ficou famoso por tocar em bandas como KISS, Black Sabbath, Alice Cooper, Badlands, Glamnation, Queen, Paul Stanley, Gary Moore, Gilby Clarke, Lita Ford, Doro.

Eric começou sua carreira profissional gravando em 1986 o CD, que a princípio, seria um solo de Tony Iommi, mais foi integrado como um álbum do Black Sabbath, intitulado Seventh Star (Eric já mostrava sua pegada e técnica em faixas como "In For The Kill" e "Turn To Stone"). Mais tarde, já em 1987, Eric voltou a gravar com o Black Sabbath o álbum intitulado Eternal Idol.

Já em 1989 (um dos melhores anos da vida profissional do baterista), Eric grava o álbum de "debut" do Badlands, intitulado Badlands, com Jake E. Lee (ex-Ozzy Osbourne) na guitarra e o álbum acaba muito bem aceito. Ainda no mesmo ano, Eric Singer é convidado para sair em tournê com Paul Stanley (KISS) e tem seu trabalho muito bem reconhecido por Paul que mais tarde, em 1992, o convida para ingressar no KISS.

No KISS, Eric grava o álbum Revenge, e mais tarde o Alive III (os álbuns mais pesados do KISS "unmasked"). Após, Eric entra em tour mundial com o KISS divulgando o álbum KISS My Ass, e chega a tocar em São Paulo, no festival "Philips Monsters of Rock, em 1994".

Já em 1996, Eric grava o CD MTV Unplugged com o KISS, que acaba sendo um sucesso. Porém, em 1996 é "demitido" da banda, que anuncia uma Reunion Tour (entretando, 1 ano depois, Eric viria a gravar com o KISS, o álbum Carnival of Souls que não contou com muita dedicação de Paul Stanley e Gene Simmons, que queriam era voltar a usar as 'make-ups' e sair em tournê).

Eric então grava diversos álbuns com Gilby Clarke (ex-Guns n' Roses), Brian May (Queen), Stream, e 1999, finalmente lança seu projeto, o ESP (Eric Singer Project) que teve a participação do amigo Bruce Kulick e também de Ace Frehley (em uma música). Eric também participou do disco tributo à Ace Frehley, Return Of The Comet. E em 2000 é "fixado" ao Alice Cooper, aonde grava o álbum Brutal Planet e logo o DVD Brutally Live.

Em 2001, anuncia sua volta ao KISS, que dura apenas 2 anos, mas usando a caracterização de "The Catman", que é de Peter. Em 2003, Peter Criss, reassume as baquetas da banda, e Eric volta a fazer tour com Alice. Em 2002 é convidade por Tobias Sammet para participar da metal opera Avantasia, tocando bateria em uma música.

Em 2004, Eric novamente é chamado a tocar com o KISS, e divide-se entre o KISS e Alice Cooper. Atuamente divide seu tempo tocando com o KISS, Alice Cooper e seu projeto "solo" ESP (Eric Singer Project) onde toca junto com Bruce Kullick (ex-KISS), John Corabi (ex-Motley Crue) e Chuck Garric (Alice Cooper).


TOMMY THAYER
Tommy Thayer nasceu em 7 de Novembro de 1960 em Portland, Oregon. Começou a tocar guitarra aos 13 anos.

Tommy Thayer era guitarrista da banda Black And Blue, logo que entrou para a banda assinaram contrato com a Geffen Records, co-escreveu várias músicas dos 4 álbuns do Black 'N Blue, vendendo milhões no mundo todo. Já foi Ace cover em uma banda cover. Durante sua carreira no Black 'N Blue ele cruzou seu caminho como KISS. Trabalha com o KISS desde o final dos anos 80, tendo participado de diversos projetos musicais, na checagem de som e às vezes como músico contribuinte.

Ele está creditado como produtor no primeiro volume de 9 livros KISStory, coordenou e administrou a KISS Convention World Tour oficial em 1995, dirigiu e produziu o DVD (que virou platina dupla) Second Coming, e criou o título de abertura de Detroit Rock City da New Line Cinema. Co-escreveu músicas com o KISS incluindo "Betrayed", "The Street Giveth And The Street Taketh Away" do álbum Hot In The Shade de 1989 e "Childhood's End" do Carnival Of Souls de 1997.

Tommy trabalhou com Ace na preparação da KISS Alive Worldwide Reunion Tour em 1996 enquanto Ace revia e se lembrava de seus solos e suas partes nas guitarras.

Em 2002 quando Ace Frehley deixou o grupo após o término da turnê "Last KISS", Tommy o substituiu usando a caracterização de "Space Man", caracterização que é de Ace em 3 apresentações do KISS, incluindo um show do KISS na Jamaica dia 6 de Março, uma campanha nacional KISS/That 70's Show na Fox TV dia 21 de Março e uma apresentação nacional do KISS televisionada no American Bandstand 50th Anniversary Show no Dick Clark na ABc no dia 19 de Abril. Tommy continuou o trabalho em muitos outros projetos de filmes e vídeo do KISS incluindo o especial de TV do VH1 KISS Beyond The Make-up, o shoe em pay-per-view Last KISS que foi em 2001.

Com Tommy o KISS fez o show "KISS Symphony" com a Orquestra Sinfônica de Melbourne, na Austrália, que saiu em CD duplo e simples intitulado "KISS Symphony: Alive IV" e em DVD intitulado "KISS Symphony The DVD" e também em pay-per-view em 2003. Seguiram com a turnê para o Japão, voltaram para os E.U.A. e fizeram a tour com o Aerosmith no verão norte-americano.Tommy esteve também na Rock The Nation Tour. No momento está no KISS como guitarrista.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

A Biografia Do Trio Canadense RUSH

Como tudo Começou
Rush é uma banda canadense de rock progressivo formada pelo baixista, tecladista e vocalista Geddy Lee, pelo guitarrista Alex Lifeson e pelo baterista e letrista Neil Peart. A banda foi formada no fim da década de 1960 em Sarnia, Ontário, por Lifeson, Lee e John Rutsey.

Mudaram-se para Toronto para desenvolver a carreira da banda e começaram tocando canções de outras bandas em bares. Logo em 1974, duas semanas antes do início da primeira turnê, Peart assumiu a bateria no lugar de Rutsey, completando assim, a formação atual da banda.


Primeira Fase 1974–1976
A formação original da banda, em Setembro de 1968, contava com o baixista e vocal Jeff Jones, o baterista John Rutsey e Alex Zivojinovich (guitarra e vocais de apoio), mais conhecido pelo nome artístico Alex Lifeson. O irmão de Rutsey sugeriu o nome Rush batizando e, assim, decretando o início da história de um nome de sucesso. Ainda no mesmo ano, Jones foi substituído por um amigo de Lifeson, Geddy Lee. Sem apoio de gravadoras, lançaram seu primeiro disco independente em 1974, Rush. A popularidade da banda ficou circunscrita à região de Ontário até que o álbum, distribuído pela Moon Records, foi adotado pela rádio Ohio. Esse álbum, mais tarde foi redistribuído pela Mercury Records.

No início da turnê, John Rutsey teve que sair da banda por diferenças musicais em relação aos outros membros da banda. Então, duas semanas antes do início da turnê, Neil Peart “assumiu” as baquetas, criando a terceira e última formação da banda, que se mantém até hoje. Peart é considerado um dos melhores bateristas do mundo. Ele também se responsabilizou pela composição das letras, muito influenciadas por poesia clássica, literatura, ficção científica, e ainda, pela obra e filosofia de Ayn Rand, que marca, por exemplo, a canção "Anthem" do próximo álbum, Fly By Night. A repercussão do primeiro álbum nas rádios estado-unidenses chamou atenção da gravadora Mercury.

Em 1975, foi lançado o segundo álbum, Fly by Night, já contando com Neil Peart na composição das faixas. A banda começou a mostrar o rock progressivo, pelo qual ficou famosa, se afastando do hard rock e do blues, e criando arranjos e letras mais complexas. Ainda no mesmo ano foi lançado o álbum Caress of Steel, mais voltado para o progressivo e considerado por muitos como o mais subestimado. Sofreram, entretanto, alguma pressão para que mudassem o seu estilo, fazendo composições de menor duração e mais comerciais.

O lançamento do álbum 2112, em 1976, definiu, então, o estilo da banda. O disco abre com uma faixa de vinte minutos, reveladora da independência da banda em relação aos padrões considerados comerciais. A gravadora não gostou, mas transigiu, pelo fato de as demais faixas do álbum serem bem curtas e comerciais. Com isso o Rush consegue o grande feito de agradar à gravadora e a si próprios. Como esperado, esse álbum obteve boa repercussão. A partir de então, foram ficando cada vez mais conhecidos pelo mundo afora. No mesmo ano foi ainda lançado o disco ao vivo All the World´s a Stage encerrando a primeira fase da banda.


Segunda Fase 1977-1981
Em 1977, foi lançado A Farewell to Kings, disco em que se estreou o tema "Cygnus X-1", que também seria editado no álbum que se seguiria: Hemispheres de 1978. O álbum também é conhecido por "Closer To The Heart", um dos maiores sucessos da banda, e que foi ainda o primeiro compacto lançado pela banda internacionalmente. Ainda deste álbum, podemos citar "Xanadu" que se tornou uma das canções favoritas entre os fãs.

Em 1978, Hemispheres foi lançado. Talvez seja o mais conceitual dentre os últimos três álbuns da banda. O álbum trata do conflito entre razão e emoção e o equilíbrio entre ambos. A primeira faixa continuava o tema "Cygnus X-1" iniciado no disco anterior, e ocupava totalmente o lado A do disco. Além disso, o álbum trazia a primeira faixa instrumental lançada pela banda: "La Villa Strangiato". "The Trees" (que foi o compacto do disco) é muito tocada nas turnês da banda.

Em 1980, lançam Permanent Waves que traz os grandes sucessos "The Spirit Of Radio" e "Freewill". Mesmo com algumas canções tendo uma duração maior, como "Natural Science" de nove minutos por exemplo, a maioria dos temas estava dentro do tempo limite das rádios. Em resultado disso, o álbum foi Billboard's Top 10 e ganhou disco de platina pelas vendas.

Moving Pictures, o álbum seguinte, explodiu comercialmente com "Limelight", "Red Barchetta" e "Tom Sawyer", que no Brasil ficou conhecida como tema do seriado Profissão: Perigo. Outro destaque do álbum é "YYZ", que foi indicada para o Grammy. As composições de longa duração foram representadas por "The Camera Eye", de onze minutos. Nesse álbum também foi lançada a primeira parte (que, na verdade, é a terceira) da tetralogia Fear, chamada "Witch Hunt".

Moving Pictures foi terceiro lugar no Billboard Álbum Chart e ganhou quatro vezes o disco de platina. No mesmo ano, gravaram o registro ao vivo Exit... Stage Left encerrando a segunda fase da banda.


Terceira Fase 1981-1988
A partir do álbum Signals, lançado em 1982, os recursos eletrônicos (teclados, sintetizadores, samplers) começaram a ser mais explorados. A primeira faixa do álbum "Subdivisions" é um bom exemplo de tal mudança. "New World Man" que tocou nas rádios, lembrava o som do The Police. Foi uma fase experimental para a banda. Peart foi muito elogiado pelo trabalho que realizou na bateria deste álbum. As canções têm letras relacionadas com as fases da vida, em ordem cronológica. A faixa "The Weapon" dá continuidade à série Fear.

Grace Under Pressure, lançado em 1984, continuou esta tendência. Considerado pelo Rush seu álbum mais comercial, é neste CD que Terry Brown, co-produtor da banda desde o primeiro disco, deixa os projetos da banda, sendo substituído por Peter Henderson. Esse disco traz a terceira parte (que, na verdade, é a primeira) da tetralogia Fear, chamada "The Enemy Within". Uma curiosidade é que quando tocam "Red Sector A" ao vivo, Lee só toca teclados. A canção "Between the Wheels" deste álbum, é como "Subdivisions" no Signals: são canções em que predominam os sintetizadores. Ambas as canções, mais tarde, se tornaram videoclipes famosos na MTV dos Estados Unidos.

Em Power Windows, lançado em 1985, a banda troca, novamente, de co-produtor, sendo dessa vez o trabalho assumido por Peter Collins. "The Big Money" e "Mystic Rhythms", são provavelmente as canções com maior repercussão, pois ambas tiveram um videoclipe na MTV. Este disco, repleto de obras-primas, trazia ainda canções como "Manhatan Project", "Marathon", "Territories", "Middletown Dreams" e "Emotion Detector".

Lançado em 1987, Hold Your Fire Trazia letras que trabalhavam o tema instintos. Em "Time Stand Still", Aimee Mann faz vocais extras. Este álbum teve ainda os sucessos "Force Ten", "Prime Mover" e "Turn the Page".

Em 1988 foi gravado o álbum ao vivo A Show of Hands, encerrando a terceira fase da banda. Também foi lançado o vídeo do concerto que foi terceiro no Billboard's Top Music Videos' e décimo no Top Videocassette Sales Chart. Curiosidade é que mesmo ao vivo, Geddy é quem toca os teclados e sintetizadores das canções.


Quarta Fase 1989-1998
A partir do álbum Presto, lançado em 1989, o trabalho da banda deixou de dar tanta prioridade aos teclados, mas ainda o usando de forma esplêndida. Em "Show Don’t Tell" e "Superconductor", nota-se menos sua presença, já em "Chain Lightning", "Scars" e "Red Tide", os sintetizadores têm muito destaque. "Scars" junta um padrão complexo de ritmos onde a bateria acústica e eletrônica são usadas. De acordo com Geddy Lee, a canção "The Pass" é a favorita da banda. Neste álbum, novamente, o co-produtor foi substituído. Em seu lugar entrou Rupert Hine.

A turnê do álbum Presto foi a última em que Peart usou bumbo duplo em sua bateria. A partir de Roll the Bones ele passaria a usar pedal duplo.

Após Presto, foi lançado o Chronicles, coletânea de 1990, com dois CDs e um vídeo com videoclipes que abrangem toda a carreira da banda. Recentemente, em 2001, os vídeos foram relançados em DVD.

Em 1991, a banda lança um novo trabalho. Roll the Bones. "Dreamline" e "Roll the Bones" foram populares na rádio do começo da década de 1990. A faixa "Roll the Bones" teve também direito a um videoclipe. "Where’s My Thing?" é o terceiro instrumental da banda, tendo sido indicado para o Grammy. Destaque também para "Bravado", uma das canções mais emotivas da banda, como se pode ver nos concertos.

Counterparts foi o álbum seguinte da banda. Lançado em 1993, marca a volta de Peter Collins na co-produção do trabalho. O CD ganhou mais um instrumental da banda, "Leave that Thing Alone" que foi indicado mais uma vez para melhor instrumental no Grammy. "Stick it Out" é uma das composições mais pesadas do Rush, talvez introduzindo o estilo que teria o próximo álbum. Seu videoclipe chegou a aparecer em um capítulo de um desenho animado da MTV. "Nobody's Hero" chegou a ter direito também a um videoclipe. Outros destaques do álbum são "Animate", "Cut to the Chase" e "Between Sun and Moon".

Antes de lançar o álbum Test For Echo, a banda dedicou algum tempo a projetos paralelos. Lifeson lançou seu disco solo Victor. Enquanto Lee dedicou seu tempo à sua família, Peart produziu o primeiro volume de Burning For Buddy. Neste álbum participaram vários bateristas a convite de Peart: nomes como Dave Weckl, Steve Gadd, Bill Bruford, entre outros - alguns até já haviam tocado com Buddy Rich. A partir de então, Neil se motivou a voltar a estudar bateria, para descobrir timbres e ritmos novos. Pode-se notar uma mudança na maneira de tocar nos álbuns que se seguiram.

Em 1996 foi lançado Test For Echo. Neste álbum a banda fez um som bem criativo e com peso na medida exata, que agradou bastante ao público. "Limbo" se tornou o mais recente instrumental da banda. A linha de baixo de "Driven" ficou muita marcada para os fãs e, desde então, nas turnês onde a banda a toca, Lee faz um improviso no meio da canção. No ano seguinte Peart produziu o segundo volume de Burning For Buddy.

Dois anos depois foi lançado o álbum triplo ao vivo Different Stages. Os dois primeiros CDs foram gravados durante as turnês do Counterparts e Test For Echo. O terceiro CD consistia em material que estava guardado de um concerto de 1978, marcando a primeira fase da banda.


Fase Atual
Depois de Test For Echo, a banda interrompeu os trabalhos por problemas pessoais na vida de Peart. A sua filha, Selena, morreu em um acidente de carro em Agosto de 1997 e, logo depois, a sua esposa, Jacqueline, morreu de câncer em Junho de 1998. Peart entrou, como ele mesmo descreve, em uma jornada de cura com sua motocicleta, viajando milhares de quilômetros pela América do Norte. Essa jornada foi mais tarde descrita no livro Ghost Rider: Travels on the Healing Road.


Biografias

Garry Lee Weinrib
Geddy Lee nasceu no dia 29 de julho de 1953. Ganhou o apelido "Geddy" de um amigo, aos 12 anos. Isso, porque, sua mãe, por ser polonesa, pronunciava seu nome com sotaque bastante carregado. Além de ser responsável pela "voz do Rush", também é baixista e tecladista. Junto com Alex, compôs a maioria das músicas da banda (enquanto Neil, tradicionalmente, se encarrega das letras). Como vocalista, caracteriza-se pelo seu timbre peculiar - "anasalado" - que vai desde o agudo (característico nos primeiros discos do Rush) até o grave com facilidade.

Já como baixista é considerado um dos monstros sagrados do instrumento. Isso porque Geddy não toca, simplesmente. Ele praticamente sola o tempo inteiro. Enquanto a maioria dos seus colegas utiliza o baixo para "fazer a marcação", Mr. Lee imprime um estilo jazzístico, repleto de técnica e contrapontos que tornam o instrumento vivo, com linhas cheias e pulsantes. Com isso, adiciona um contorno ainda mais peculiar ao complexo som do Rush. Sua performance virtuosa casou-se perfeitamente com o "estilo Neil Peart" de tocar bateria (repleto de velocidade e contratempos).

Resultado: os dois formam a "cozinha" mais admirada do rock'n'roll. Parâmetros para essa combinação de talentos talvez só exista entre os grandes nomes do jazz. Por outro lado, em seu projeto solo intitulado sugestivamente "My Favorite Headache" (2001), Geddy deixou de lado seu virtuosismo e enveredou por um caminho mais melódico. Neste trabalho seu som ficou mais "acessível". Na época de lançamento, o músico declarou que buscava uma outra forma de expressão, "não precisando subir e descer escalas em alta velocidade".

Para muitos, a genialidade do "bruxo" (um de seus apelidos) é ainda mais acentuada pelo fato de tocar como poucos, ao mesmo tempo em que canta. Ou seja, Geddy tem coordenação para tirar passagens sofisticadíssimas do seu baixo enquanto está com os olhos fixos no horizonte, verbalizando as letras de sua banda (sendo que muitas vezes ainda comanda os teclados com pedaleiras). Um absurdo. Tamanha competência lhe rendeu um trocadilho no meio musical, que sintetiza de forma perfeita tudo o que pode ser dito sobre o seu trabalho: "God" Lee.


Para conhecer Geddy Lee

- "Tom Sawyer", clássico do Rush (Moving Pictures, 1980).

- "Marathon" (Power Windows, 1985), virtuosismo na medida exata combinado ao talento vocal.

- "A Show of Hands"(video) percebe-se que Geddy faz as duas funções com imensa facilidade, sem sequer olhar para o baixo.

- "Show Don't Tell" (Presto, 1989), traz um solo de extremo bom gosto e musicalidade, usando alguns truques peculiares, como harmônicos e ghost-notes.

- "Alien Shore" (Counterparts, 1993), levada jazzística elegante e virtuosa.

-"Closer To The Heart", clássico da banda, em sua gravação de 1998 (Different Stages), a versão torna-se mais extensa em seu final, pois Alex e Neil fazem uma base para Geddy "brincar" com seu instrumento.


Projetos paralelos

Produziu o álbum No Static do Wireless, 1979.


Vocal na música "Take Off" do álbum Great White North de Bob e Doug MacKenzie, 1981.


Tocou em duas faixas do álbum Vignettes de Marie Lynn Hammond, 1983.


Produziu o álbum do Boys Brigade, 1983Vocal na música "Tears Are Not Enough" das "Estrelas do Norte pela África", 1985.


Tocou na faixa "Good For Sule" do álbum Blue, Green, Orange, I Mother Earth's , 1999.


Tocou baixo e teclados e escreveu "The Road" no álbum Euphoria do Euphoria, 1999.


Vocal em "O Canada" com Alex na trilha sonora de South Park: Bigger, Longer & Uncut, 1999.


Produziu o álbum de lançamento do Rocket Science, e cantou em uma faixa, 1999.


Lançou seu álbum solo, My Favourite Headache, 14/11/2000.


Escolha dos leitores:Hall Of Fame para melhor Baixo de Rock (ganhou a categoria por mais de cinco vezes), Guitar Player Melhor Baixista Rock, Bass Player, 1993.


Alexander Zivojinovich
Alex Lifeson, cujo nome verdadeiro é Alexander Zivojinovich, nasceu no dia 27 de agosto de 1953 em Fernie, British Columbia. Segundo ele, "Zivojinovich" se traduz como "filho da vida", o que originou seu nome artístico. O guitarrista do Rush é considerado o cientista da banda, pois busca constantemente sonoridades diferentes para expressar sua musicalidade. Extremamente versátil, Alex é competente em riffs, solos e texturas, caracterizando-se por apresentar uma distribuição precisa sobre os tempos e um trabalho rítmico muito elaborado. Junto com Geddy, compõe as músicas do power trio.

Apesar de ter sido influenciado por grandes guitarristas, como Eric Clapton e Jimi Hendrix, um dos maiores méritos de Alex foi ter criado um estilo próprio, misto de virtuosismo e comedimento de acordo com as circunstâncias. Sua forma de tocar é extremamente importante para completar a sonoridade da banda sem gerar conflitos entre os instrumentos.

Ainda sobre seu desempenho e a maneira que ele se enquadra no Rush, Mr. Lifeson declarou para a revista brasileira Cover Guitarra, que prioriza a originalidade em suas composições: "sempre procuro fazer algo que soe diferente do usual, que fuja do lugar-comum. Não quero ser o cara mais rápido da vizinhança e nem me importo com isso". Em 1996, Alex lançou seu projeto solo, intitulado "Victor", onde aprofunda suas características experimentais e flerta com o metal.


Para conhecer Alex Lifenson
- "Limelight", clássico do Rush (Moving Pictures, 1981). Riff preciso e um solo de arrepiar que leva os fãs ao delírio durante os shows.


- "La villa Strangiato" (Hemispheres, 1978), instrumental com guitarra marcante que, segundo Alex, é um tributo à psicanálise.


- "The Spirits Of Radio" (Permanent Waves, 1980). Um dos riffs mais originais da história do rock.


- "Chemestry" (Signals, 1982). Esta música traz um de seus solos favoritos.


- Álbum "Counterparts", de 1993. Depois de um período de certa discrição, a guitarra do Rush volta ao primeiro plano - tendência que se aprofundaria em "Test For Echo" (1996) e "Vapor Trails (2002.


Neil Elwood Peart
Neil Elwood Peart nasceu em Hamilton, Ontário, no dia 12 de setembro de 1952. Começou a estudar bateria aos treze anos em uma "singela e inesquecível bateria vermelha". Nessa época, foi influenciado por bateristas como Keith Moon (The Who) e Bill Bruford (Yes, King Crimson, Earthworks).

Venerado como um dos maiores bateristas da história do rock (e para muitos, o maior de todos os tempos), Neil ingressou no Rush em 1975, ano de lançamento do segundo disco da banda: "Fly By Night".

Ainda na década de 70 tornou-se o letrista oficial do Rush. Seus textos dissertam sobre temas complexos, bebendo em fontes filosóficas, mitológicas e de ficção científica. Esse cerebralismo nas letras conferiu um caráter ainda mais denso à banda, combinando perfeitamente com a sonoridade virtuosa do power trio mais influente do planeta.
Como baterista, Neil é um fenômeno. Combina velocidade espantosa, técnica e uma criatividade únicas. Influenciou gerações inteiras de bateristas e obteve a reverência de grandes nomes do jazz.

Entre 1980 e 1986 acumulou os mais variados prêmios da Modern Drummer - a mais conceituada publicação sobre bateria e percussão do mundo. Ainda em 1986 foi considerado "the best all around" e elevado à condição de "hors concours", tornando-se "inelegível" nas principais categorias da revista.

No meio musical seus apelidos são, entre outros, "O Professor" e "Polvo de velozes tentáculos". Geddy Lee, em entrevista concedida em 2001, definiu seu colega de banda como "A máquina de fogo".
Seus feitos não deixam por menos. Em 1985, por exemplo, gravou num único dia 5 músicas para o álbum "Power Windows". Seus solos beiram o impossível: no trabalho ao vivo "A Show Of Hands" Neil arrepia sua Ludwig branca com uma performance baseada em sua incrível velocidade; já em "Different Stages", também ao vivo, o solo se alonga e são adicionados novos elementos percurssivos ao seu inconfundível estilo.

Como se tudo isso não bastasse, Mr. Peart também se aventura pela literatura. Escreveu os livros "Masked Rider" (1996) e "Ghost Rider" (2002), além de diversos artigos e contos.
A saga deste gênio das baquetas parece fadada ao mítico: em 2001, a Revista Bilboard apontou o álbum "Signals" como "o maior desempenho de um baterista em estúdio em todos os tempos".

Nota: Em agosto de 1997, Neil Peart perdeu a sua única filha, Selena, em um acidente automobilístico. Menos de um ano depois, em junho de 1998, sua esposa Jaqueline Taylor faleceu vitimada por um câncer. Em 9 de Setembro de 2000 Neil casou-se com a fotógrafa Carrie Melissa Nuttall.


Para conhecer Neil Peart
- "La Villa Strangiato" ("Hemispheres", 1978), primeira música instrumental gravada pelo Rush e um de seus grandes clássicos.


- Os inigualáveis solos "The Rhythm Method" (presentes em "A Show Of Hands", 1989 e "Different Stages", 1998.


- Álbums "Moving Pictures" (1981) e "Signals" (1982). Nesta época Neil elevou a categoria "baterista de rock" a alturas antes destinadas somente aos grandes nomes do jazz.


- "The Buddy Rich Scholarship Concerts III & IV". Nestes vídeos gravados ao vivo Neil apresenta-se no já tradicional concerto anual em memória ao grande baterista de jazz Buddy Rich, acompanhado pela própria Buddy Rich Big Band (repare na expressão de surpresa e alegria nos membros desta banda - principalmente o grande saxofonista Steve Marcus - quando Neil faz seu solo).


- Álbums "Burning For Buddy I & II" (1994 e 97). Discos produzidos por Peart em homenagem ao grande Buddy Rich, com participações de vários bateristas de renome, inclusive do próprio Neil.


- Vídeo "A Work In Progress". Filmado durante as gravações de "Test For Echo", em 1996. Neil apresenta o seu novo estilo de tocar (resultado de um longo período de aulas com o mestre do jazz Freddie Gruber), além disso, fala sobre o seu processo criativo e seu instrumento.


- "One Little Victory" ("Vapor Trails", 2002). O retorno "furioso" de Neil Peart, depois de um hiato de 6 anos sem trabalhos do Rush.


Projetos paralelos

Tocou em duas faixas do álbum "Champion" (1985), de Jeff Berlin, juntamente com Steve Smith.


Compôs e tocou o solo "Pieces of Eight" para um flexi-disc lançado pela revista Modern Drummer (1987)


Lançou o livro, "The Golden Lion" (1987, distribuição restrita)


Lançou o livro, "The African Drum" (1988, distribuição restrita)


Lançou o livro, "Raindance Over the Rockies" (1988, distribuição restrita)


Tocou no "Buddy Rich Memorial Scholarship Concert" (1992)


Tocou em três faixas do álbum "Whale Music", do Rheostatics (1992)


Produziu o álbum "Burning For Buddy: A Tribute To The Music Of Buddy Rich" (1994)

Lançou o livro "The Masked Rider: Cycling in West Africa" (1996)


Lançou o vídeo didático "A Work In Progress" (1997)


Produziu o álbum "Burning For Buddy II: A Tribute To The Music Of Buddy Rich" (1997)


Lançou o livro "Ghost Rider: Travels On The Healing Road" (2002)


Prêmios
Escolha dos leitores (Revista Modern Drummer)
Melhor Baterista de Rock, 1980
Melhor Baterista de Rock, 1981
Melhor Baterista - estúdio, Moving Pictures, 1981
Melhor Baterista de Rock, 1982
Melhor Percussionista instrumental, 1982
Melhor Baterista, Exit... Stage Left, 1982
Melhor Multi-Percussionista, 1983
Hall Of Fame, 1983
Melhor Baterista de Rock, 1983
Melhor Baterista - estúdio, Signals, 1983
Melhor Baterista de Rock, 1984
Melhor Multi-Percussionista, 1984
Melhor Multi-Percussionista, 1985
Melhor Baterista de Rock, 1985
Melhor Baterista - estúdio, Grace Under Pressure, 1985
Melhor Multi-Percussionista, 1986
Honor Roll, Melhor Multi-Percussionista, 1986
Melhor Baterista "All-around", 1986
Melhor Baterista - estúdio, Power Windows, 1986
Melhor Baterista - estúdio, Hold Your Fire, 1988
Melhor Baterista - A Show Of Hands, 1989
Melhor Baterista - estúdio, Presto, 1990
Melhor Baterista - estúdio, Roll The Bones, 1992
Melhor Baterista - estúdio, Counterparts, 1994
Melhor Baterista - estúdio, Test For Echo, 1997
Melhor Baterista - Different Stages, 1999

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Top ten do Rock n' Roll

Saiu essa semana na BBC de Londres o Top Ten dos maiores artistas e bandas de todos os tempos. Vamos à ela:

1° LED ZEPPELIN
2° BLACK SABBATH
3° JIMMI HENDRIX
4° AC/DC
5° METALLICA
6° NIRVANA
7° VAN HALEN
8° THE WHO
9° GUNS N' ROSES
10° KISS

Nenhum dos critérios utilizados foram publicados, mas nessa lista faltam nomes como "Iron Maiden", "Rolling Stones", "Ozzy Osbourne", "The Beatles" e algumas bandas que não existem a várias décadas estão presentes na lista. Em matéria de rock n' roll fica sempre uma pergunta no ar, "Será mesmo que essas posições estão certas?"...