sábado, 22 de setembro de 2007

KISS - Uma História de Sucesso

KISS é uma banda de hard rock dos Estados Unidos da América, formada em Nova York em 1973. Conhecida mundialmente por suas maquiagens, e por seus shows, as vendas da banda excedem os 80 milhões de álbuns.

Constitui um dos maiores impactos culturais da década de 1970, valendo-se de roupas, e sobretudo, maquiagens nunca antes vistos, e que marcariam a história da música. Seus dois fundadores são Gene Simmons (baixo e vocal) e Paul Stanley (guitarra rítmica e vocal), que ficaram frustrados com o fim de uma banda que formaram chamada "Wicked Lester", assim, decidindo procurar novos integrantes para uma nova banda, encontraram tais integrantes através de anúncio na revista Rolling Stone, Ace Frehley (guitarra solo e vocal) e, pela Village Voice, Peter Criss (bateria e vocal).


HISTÓRIA

Anos 70'
Os primeiros concertos do KISS, já maquiados e trajados a seu modo, ocorreram no New York Coventry Club, cujo cachê correspondeu a U$ 35,00 por noite. Continuaram fazendo shows pelas noites de Nova Iorque, tocando músicas próprias, quando em 1973 foram descobertos por Bil Aucoin e no mesmo ano assinaram contrato com a recém-inaugurada “Casablanca Records”.

Em 1974 lançaram seu primeiro álbum entitulado apenas “KISS”, recheado de clássicos, que a banda tocou por toda a carreira. O primeiro disco não chegou a ser um sucesso, assim como o segundo, Hotter Than Hell, lançado no mesmo ano.

Em fevereiro de 1975, lançaram Dressed To Kill, disco que continha composições da época do Wicked Lester (Love Her All I Can e She), e foi neste disco que gravaram o clássico Rock And Roll All Nite. Era o começo do estrelato.

Ainda em 1975 lançaram Alive!, primeiro álbum da banda a obter Disco de Ouro. KISS foi uma das primeiras bandas a lançar um álbum duplo gravado ao vivo. "Alive!" foi um marco para a indústria fonográfica e para a banda que anos depois lançou Alive II; em 1993, o Alive III; e em 2003, o Symphony: Alive IV, em um show que ocorreu junto com a Orquestra Sinfonica de Melbourne. Mas nenhum deles superou o enorme sucesso que foi o Alive!.

Com o sucesso estrondoso de Alive! o KISS entrou em estúdio para gravar um novo álbum, e em 1976 lançaram Destroyer, outro grande sucesso (a essa altura os 3 primeiros discos já eram sucessos). Com Destroyer vem mais hits como Detroit Rock City, God Of Thunder e a balada Beth composta por Peter Criss, um dos grandes sucessos do KISS até hoje. O disco foi produzido por Bob Ezrin. No segundo semestre do mesmo ano lançaram Rock And Roll Over com hits como Hard Luck Woman e I Want You. Com a turnê de Rock And Roll Over, o KISS vai pela primeira vez para o Japão, país onde seriam idolatrados.

Em 1977 lançaram Love Gun. Neste álbum Ace canta pela primeira vez no KISS, a música é Shock Me, e em um dos shows desta turnê Gene mais uma vez queima o cabelo. No mesmo ano lançaram Alive II, mais um ao vivo, só que este possui no lado B do segundo disco com 4 musicas inéditas. Ace só gravou a guitarra uma dessas músicas, "Rocket Ride", que ele mesmo canta. As outras, quem gravou foi Bob Kulick, amigo pessoal da banda. Nessa época já haviam muitos produtos do KISS. A Marvel Comics lançou uma revista em quadrinhos do KISS onde a tinta vermelha usada para fazer a revista tinha o sangue de cada um dos membros do grupo.

Em 1978 a banda alcança seu auge, dá um tempos no shows e cada integrante decide lançar um álbum solo (mas ainda com a assinatura da banda), o que mostrava que o ambiente não era dos melhores e a vaidade de cada um falava mais alto na época. Esse foi o começo da saída de Peter Criss e Ace Frehley.

Em 1979, durante a gravação de Dynasty, os integrantes da banda decidiram que Peter Criss não continuaria as gravações do álbum (este já estava se afundando em álcool e drogas), e então convocaram Anton Fig (que havia tocado no álbum solo de Ace Frehley) para gravar o álbum (mas não deixaram com que os fãs soubessem, tanto que Fig toca fora do seu estilo, seguindo mais a linha de Criss). Peter só chegou a gravar "Dirty Livin'", música que ele mesmo canta e que ja estava pronta antes de decidirem que ele não deveria mais tocar no album. Esse disco trazia o hit I Was Made For Loving You, que seguia um pouco a tendência disco da época e fez um enorme sucesso, apesar de desapontar os fãs mais tradicionais da banda. Também contou com 3 músicas cantadas pelo Ace, uma delas a cover do Rolling Stones, 2.000 Man.

No álbum seguinte, "Unmasked", gravado em 1979, mas lançado em 1980, Peter não participou da gravação de nenhuma musica, e novamente, Anton Fig gravou em seu lugar. Peter Criss aparece tocando no videoclipe de "Shandi" e na capa de álbum, mesmo sem ter participado de nenhuma gravação. Logo após o lancamento do videoclipe, Peter Criss saiu da banda, e em seu lugar entrou o baterista Eric Carr, que participou da turnê do disco. Esse álbum, assim como o anterior, foi altamente atacado por ser mais "pop" que os anteriores.


Anos 80'
Em 1981 o Kiss lança o criticadíssimo Music From "The Elder", também conhecido por apenas The Elder. Neste álbum, o Kiss muda um pouco seu estilo, e não agrada ao público em geral. Para rebater as críticas sofridas e tentar finalmente agradar aos críticos mostrando que eram músicos competentes, o KISS muda radicalmente de posicionamento. Pela primeira vez desde seu surgimento, via-se uma foto da banda com os integrantes de cabelos curtos e com roupas mais discretas, apesar de continuarem utilizando as máscaras. Contrataram novamente o produtor Bob Ezrin (produtor do Destroyer), que idealizou o álbum. Ace (que gravou suas participações no disco em um estúdio montado em sua casa) e Eric não concordaram com o lançamento, diziam que não era KISS. Eric Carr, baterista tradicional de rock, teve dificuldades em seguir as orientações rígidas do produtor em relação a percussão, sendo substituído na faixa "I" por Allan Schwartzberg, baterista autônomo que tocara no álbum solo de Simmons. Por seu grande fracasso, este álbum não teve turnê, limitando-se à duas músicas executadas ao vivo durante um programa de televisão. Após isso, o KISS só tocou uma música desse álbum durante uma apresentação. Foi no "MTV Unplugged", de 1996, 15 anos após o lançamento do álbum. Até hoje fans debatem se esse é o pior album ou um dos melhores da fase mascarada, com músicas de excelente sonoridade como The Oath e A World Without Heroes.

No começo de 1982, por insistência da gravadora, lançaram a coletânea Killers, com 4 músicas inéditas, Ace não participou de nenhuma delas. Um pouco antes das gravações de Creatures Of The Night, em 1982, Ace Frehley sofreu um acidente de carro e não pode gravar o álbum, então varios outros guitarristas foram chamados para substitui-lo. Ace não toca em nenhuma música do álbum. Após o lançamento do album Ace participou do videoclipe de "I Love It Loud", mas não tocou o solo da música, e sim Paul Stanley. Após isso, saiu da banda, por problemas de alcoolismo e drogas. Ace foi substituído por Vinnie Vincent, conhecido da banda que já havia participado anteriormente da composição de algumas músicas e tocado no "Creatures". Vinnie participou da turnê, que terminou em 1983 com três shows no Brasil. No Brasil ocorreu o maior público em um show do Kiss, e foi também onde o Kiss tocou pela última vez com as maquiagens antes da Reunião.


Era sem Maquiagem
Depois da turnê, o KISS, em um golpe publicitário, decidiu tirar a maquiagem e lançar um novo CD. Lick It Up. Após a turnê, Vinnie sai da banda, e Mark St. John, um guitarrista canadense, entra para gravar Animalize ( 1º disco do KISS lançado simultâneamente em CD), mas devido a seu problema de artrite nas mãos não consegue gravar todas as músicas. Bruce Kulick, irmão de Bob Kulick, gravou essa última música. Na turnê, Mark St. John não consegue tocar durante o show inteiro, então Bruce Kulick era chamado para substitui-lo. Durante todo o tempo em que fez parte da banda, Mark St. John só conseguiu tocar um show inteiro. No meio da turnê, Mark St. John sai definitivamente do KISS, e Bruce assume seu lugar (Mark St. John morreu no dia 5 de abril de 2007, aparentemente de uma hemorragia cerebral - a doença que o impediu de continuar tocando era uma espécie de artrite que provocava inchaço nas mãos e braços). Essa época tem como ponto marcante as roupas extremamente coloridas, chegando a lembrar Twisted Sister.

Em 1985 lançaram o álbum Asylum, que teve a música Tears Are Falling, outro grande sucesso. Ainda no mesmo ano, Gene cria sua gravadora (Simmons Records). Depois de 1 ano sem lançar nenhum disco voltaram para o estúdio, gravaram o álbum que foi lançado em 1987, Crazy Nights.

Depois de 10 anos o KISS voltou ao Japão em 1988 com a Crazy Nights Tour. Neste mesmo ano lançaram a coletânea Smashes, Thrashes & Hits, com duas músicas inéditas, Let’s Put The X In Sex e (You Make Me) Rock Hard e uma nova versão para Beth cantada por Eric Carr.

No ano de 1989 Paul saiu em turnê solo pelos EUA, tendo em sua banda Bob Kulick na guitarra e Eric Singer na bateria. Voltaram para o estúdio e lançaram no mesmo ano o álbum Hot In The Shade que tem o hit Forever.


Era Revenge
Em Abril de 1991, Eric Carr, que havia substituído Peter Criss, descobre que possuia um raro tipo de câncer no coração. No dia 24 de Novembro, seis meses após descobrir a doença, morre. Freddie Mercury, vocalista do Queen, morreu também neste mesmo dia. Após sua morte, é substituido por um baterista de mesmo nome, Eric, Eric Singer, que havia tocado na turne solo do Paul Stanley.

No álbum Revenge (álbum seguinte após a morte do baterista), a música "God Gave Rock And Roll To You II" possui os backing vocals gravados por Eric Carr. No álbum também havia uma homenagem para o finado baterista, uma faixa de nome "Carr Jam 1981", onde ele tocava bateria e guitarra, na contra capa deste álbum está escrito sobre esta faixa Nós incluimos isto aqui porque era uma forma de nos lembrarmos o quão grande Eric realmente foi. Muitos consideram esse álbum o melhor desde o Lick It Up.

No ano seguinte, 1993, aproveitando a turnê de Revenge, lançaram mais um ao vivo, Alive III.

Em 1995, a MTV convida o KISS a fazer um álbum acústico, da série "Unplugged" da MTV. Gravado no dia 9 de Agosto de 1995, nos estúdios da Sony. O evento contou com a presença dos integrantes originas, Peter Criss e Ace Frehley. O Álbum ganhou um DVD e posteriormente, um DVD sem cortes.


Reunião
O KISS percebeu que seria uma boa ideia voltar à formação original e com as maquiagens. E foi assim, Gene e Paul, agora novamente com Peter e Ace, e as maquiagens, saíram em uma turnê mundial que recebeu o nome de Alive WorldWide Tour. No primeiro show dessa tour, no estádio do Tiger em Detroit, os 47 mil ingressos oferecidos foram vendidos em 45 minutos, a tour foi considerada a mais lucrativa de todo o biênio 1996 e 1997 apareçendo até mesmo na conceituada revista de economia, a Forbes. Em 1997 o KISS lança "Carnival Of Souls - The Final Session", mas ainda com Bruce e Singer.

"Psycho Circus", lançado em 1998, volta com a formação original, e com uma nova turnê. Posteriormente foi lançada uma versão dupla do álbum, cujo segundo disco continha músicas gravadas durante um show da turnê. A "Psycho Circus Tour" teve dois shows no Brasil, um em Porto Alegre e outro no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

No ano de 2000 o KISS anuncia uma Farewell Tour, que seria a turnê de despedida da banda. No meio da turnê Peter Criss teve que se ausentar por problemas de artrite, e em seu lugar voltou o ex-baterista da banda Eric Singer, desta vez com a maquiagem de Peter. Após a turnê, que deveria ser a última, o KISS decide fazer um novo álbum ao vivo, este que seria junto com a Orquestra Sinfonica de Melbourne.

Ace Frehley sai da banda e não participa do show. Em seu lugar, entra Thommy Thayer, que já havia produzido alguns albuns da banda. Peter Criss, já recuperado, volta para fazer o show. No dia 28 de Fevereiro de 2003, em Melbourne, o KISS faz um show para entrar pra história.

Após o show Eric Singer volta para a banda, e parte para uma nova turnê, a "World Domination Tour" que foi realizada juntamente com outra banda de Hard Rock americana, o Aerosmith. Mais tarde, no ano de 2004 é dado o ínicio de Rock The Nation Tour, que rendeu até um DVD que foi gravado em 2004, mas foi só lançado no final de 2005. Também em 2005, Gene e Paul anunciam "férias" da banda e que durariam 2 anos.

Em Outubro de 2006 Paul Stanley lança seu segundo álbum solo, Live To Win e sai em turnê para divulgação. Uma curiosidade, um dos guitarristas que o acompanha nesta tour, é o curitibano Rafael Moreira, que com 18 anos saiu de Curitiba e se desenvolveu tocando guitarra nos EUA. O álbum está tendo boa repercussão.

O baterista original do Kiss, Peter Criss, lançará um novo disco solo chamado "One For All" no dia 24 de julho pela Silvercat Records. Além de prestar homenagem ao seu ex- companheiro de banda, Ace Frehley, com a faixa "Space Ace", o disco vem com músicas que apresentam títulos como: "Last Night", "Heart Behind The Hands" "Send In The Clowns", "Doesn't Get Better Than This" e "Faces In The Crowd". Peter passou os últimos dois anos preparando as músicas para esse projeto, que vai ser o quarto de sua carreira solo. Os outros são "Out of Control" (1980), "Let Me Rock You" (1982) e "Criss Cat #1" (1994).


2007
Recentemente o KISS se apresentou em uma MINI-TOUR pelos Estados Unidos com 4 Shows.
No Último show desta Mini-tour, o Frontman do KISS, Paul Stanley horas antes do Show sofreu uma aritmia cardìaca o que impediu que o mesmo pudesse tocar. O Que resultou no primeiro show em "trio" da história do KISS, emocionante concerto em homenagem a Paul Stanley que dias depois já havia se recuperado completamente.


Filmes
Kiss Meets The Phamtom Of The Park
Lançado em 1978, obteve quando foi exibido, a segunda maior audiência da ABC de 1978.
Sua história gira volta do plano do cientista Abner Devereaux. Devereaux descobriu um meio de clonar humanos, e transformá-los em robôs, e vai usar o show do Kiss em seu parque de diversões para por seu plano em prática. Após terem sido clonados, o Kiss deverá usar seus poderes para conseguir parar o plano.

Detroit Rock City
Lançado em 1999, conta a história de quatro rapazes que querem ir ver um concerto dos Kiss, em Detroit. A mãe de um deles queima os bilhetes para o concerto, mas, mesmo assim, eles partem para Detroit, para tentar assistir ao show. Para assistirem a esse concerto eles tentam de tudo, até mesmo brigam entre si para afirmarem que foram roubados e que levaram seu bilhetes. O Kiss aparecem no final, tocando "Detroit Rock City".

Kiss: The Second Coming
Lançado em 1998, este documentário conta a história do maior fenómeno de Rock de todos os tempos desde o seu inicío até ao ano em que foi realizado, passando pelos momentos de separação e pelos de reunião.


Curiosidades
Em 2003, a banda fez uma participação no desenho "O Que Há De Novo, Scooby-Doo?". A trilha-sonora deste episódio também foi deles.

Gene Simmons tem um programa de TV que passa aqui no A&E, canal fechado, "Gene Simmons Family Jewells", um programa que conta a rotinas da família do roqueiro.E que é sucesso em várias partes do mundo.

Aqui no Brasil, a série recebeu o nome de "Gene Simmons uma família Jóia".

Em 27 de julho de 2007, Paul Stanley teve um mal súbito e não pode se apresentar no show do Soboba Casino...e o KISS se apresentou como um trio pela primeira vez em sua história.


2008
Segundo Thommy Thayer(Guitarrista da Banda), está em planejamento uma tour mundial para o ano de 2008.


Biografia

GENE SIMMONS
Gene Simmons, nasceu em Haifa, Israel no dia 25 de agosto de 1949, com o nome de Chaim Witz, mais tarde mudou para Eugene Klein. Mudou-se com a mãe para os EUA quando tinha 9 anos indo morar em Queens, Nova Iorque (durante a Segunda Guerra sua mãe esteve em um campo de concentração). Gene aprendeu inglês lendo gibis de super heróis, livros de ficção científica e filmes, particularmente os de terror (além de inglês, ele também fala hebraico, alemão e húngaro). Formou-se pelo Richmond College e foi professor de inglês no Harlem espanhol. Ele aprendeu a tocar guitarra, mas prefiriu o baixo porque falava que tinha muitos guitarristas, ele queria ser diferente.

Um amigo, Steve Coronel, o apresentou a Stanley Eisen (mais tarde, Paul Stanley). De começo eles não se gostaram, mas depois se enturmaram e juntos fundaram uma das mais importantes bandas de Hard Rock do mundo: KISS, em janeiro de 1973. Virginiano, perfeccionista, entra de cabeça nos negócios da banda, encarando a fantasia e explorando (e bem) o marketing dela. Mulherengo convicto, tem centenas de polaroides nuas das garotas que (segundo ele, mais de 4 mil) transou estrada. Namorou as cantoras Cher e Diana Ross nos anos 70. Mora com a atriz e playmate Shannon Tweed há mais de 20 anos, com quem tem dois filhos,(Sophie e Nicholas).

Depois do sucesso da banda nos anos 70/80, Gene começa a descobrir novas bandas. Descobriu o Van Halen e Cinderella. Retira a máscara em 1983 com o lançamento do álbum "Lick it Up" a ficou assim até 1996 quando houve a "Reunion Tour" com todos os membros originais da banda KISS. Na década de 80 Gene tentou a carreira de ator estrelando filmes como "Runaway" (de 1985, com Tom Selek, da série Magnun), "Wanted Dead or Alive", entre outros. Gene resolveu ampliar seus horizontes e passou a atuar em filmes, produzir novas bandas (Keel foi uma delas), desenhos animados, sua própria revista, etc. Nesta época deixou o KISS um pouco de lado, coisa do que ele se arrependeu futuramente.

Com 1.90m, Gene é um dos maiores ícones da Rock Mundial. É famoso mundialmente por sua gigantesca língua e nos placos chama a atenção por sua demoníaca figura, por cuspir fogo, vomitar sangue, além de tocar seu Baixo-Machado. Tem sua própria revista "Gene Simmons Tongue Magazine", seu próprio selo (Simmons Record), desenho animado "My Dad the Rock Star". Em dezembro de 2001 lançou seu livro, KISS And Make-up, onde conta coisas inesperadas da banda. Em agosto de 2006 estreou seu reality show "Gene Simmons Family Jewels" no canal A&E, e devido ao seu sucesso, teve uma segunda temporada iniciada dia 25 de Março, onde entre muitas coisas mostra a cirurgia plástica a que Gene Simmons se submeteu. Gene não para e continua em atividade com mil e uma idéias.


PAUL STANLEY
Stanley Harvey Eisen (Nova Iorque, 20 de Janeiro de 1952), mais conhecido como Paul Stanley, é o guitarrista e vocalista de um dos grupos mais bem sucedidos da história do rock, o KISS.

Desde pequeno, Paul ouvia música clássica por intermédio de seus pais, e um de seus hobbies prediletos era assistir programas locais que levavam bandas como The Beatles e Rolling Stones como atrações.

Nos anos 60 Paul conhece um garoto judeu chamado Chain Wintz, logo rebatizado Eugene Klein com nome artistico de Gene Simmons. Eles criam a banda Wicked Lester, que dura poucos anos e da lugar ao grupo KISS.A história de Paul se confunde com a do KISS já que Paul é e nunca pensou em ser outra coisa além do KISS.

Desde 1973 vivendo para o KISS, hoje Paul está casado e tem dois filhos, um recentemente nascido em 2006.Paul, nos anos 80 sendo o "frontman" da banda segurou todos os impulsos dos músicos e barras que o KISS sofreu, principalmente por quê Gene Simmons estava voltado a Hollywood.

O talento musical de Paul começou desde cedo. Ele sempre sonhou em ser um rock star e é esse um dos motivos dele levar na sua maquiagem a famosa estrela o olho direito. Paul nasceu em Manhattan, Nova Iorque, filho de William e Eve Eisen. Juntamente com a irmă mais velha, a família de Paul se mudou para Queens no início dos anos sessenta, onde seu pai tinha uma espécie de padaria. Ele fez o colegial no Manhattan High School of Music and Art. Após algumas aulas de guitarra, com 13 anos, Paul começou a se envolver em bandas como guitarrista e vocalista.

Diferentemente de Peter Criss (baterista) , que curtia jazz e Gene, que amava os Beatles, a maior influência de Paul foi Eddie Cochran. Sem contar ópera que cresceu escutando devido aos seus pais gostarem desse estilo. Sobre suas primeiras bandas, Paul lembra que Incubus foi a primeira banda em que ele tocou, mas considera sua primeira mesmo, Uncle Joe com Matt Rael e Neil Teeman, um trio com dois guitarristas e um baterista (năo havia um baixista, pois nenhum dos três conhecia um baixista).

De acordo com Paul, era um pouco mais do que uma banda de garagem. Mais tarde, Paul se juntou com Jon Rael, irmăo mais velho de Matt, na banda chamada Post War Baby Boom e teve um envolvimento mais sério desenvolvendo material próprio. Sem dúvida essas bandas nada mais foram do que sonhos de adolescentes limitados a chegar a sair em turnê pelos bares novaiorquinos.

Mesmo assim ele chegou a gravar duas músicas com essas bandas: “Stop, Look, And Listen” e “Never Living, Never Loving”. Depois, Paul tocou com Marty Cohen, Stan Singer e Steve Coronel, mas Tree, era basicamente uma banda que só fazia covers. Após uma longa corrida musical, com Gene Simmons já na história, estavam juntos no Rainbow (não o Rainbow (banda) de Ritchie Blackmore), com Steven Coronel. Após algumas metamorfoses a banda se tornou Wicked Lester, com outros membros como: Tony Zarella (bateria) e Brooke Ostrander (teclados).

Chegaram a assinar contrato com a gravadora Epic Records para o lançamento de um album no começo de 1971. A continuaçăo desta historia é melhor conferir na biografia geral da banda.O final da história pode ser conferido na busca por KISS onde estará a biografia da banda em geral.Paul Stanley também atuou no musical The Phantom of the Opera, fazendo um sucesso tremendo.


ACE FREHLEY
Paul Daniel Frehley, mais conhecido como Ace Frehley e por ter sido guitarrista da banda Kiss (com sua maquiagem de ser extraterreno, sua risada craquelante e sua guitarra esfumaçante), nasceu em 27 de abril de 1951, no condado de Bronx em Nova York, filho de Karl e Esther (Um engenheiro elétrico e uma dona de casa). Ganhou sua primeira guitarra aos 14 anos de idade. Talentoso e criativo adolescente, Ace tem como influencias Rolling Stones, Jimi Hendrix e Led Zeppelin.

Foi em 1973 que Ace achou no jornal um anúncio de uma banda desconhecida procurando um Guitarrista. A primeira impressão que passou a Gene Simmons, Paul Stanley e Peter Criss é que era um desabrigado, devido as suas roupas (o par de botas era composto de um pé laranja e outro pé vermelho). Chegou e foi logo ligando sua guitarra e tocando, mas teve que parar e esperar sua vez. Mas após impressioná-los no teste, tornou-se o quarto membro do Kiss. Artista nato, foi Ace quem criou o logotipo da banda. Após a não tão boa aceitação da crítica nos três primeiros Albuns do Kiss, o Alive! (Compilação ao vivo dupla), leva a banda em disparado ao sucesso absoluto, tornando o Kiss a banda americana mais sucedida de 1975 a 1980.

Ace se casa com Jeanette em 1977, sua companheira desde quando tinha 18 anos.

A formação original da banda começa a se desfazer em 1980, quando Peter Criss deixa a banda, seguido por Ace, alguns anos depois. Em 1982, Ace Frehley abandonava o KISS pela primeira vez. Ele, que já mostrava sua vontade em sair da banda, teve a saída concretizada após um acidente de carro que sofreu. Após um período de incertezas, ele tomou a decisão. A verdadeira razão da saída sempre será motivos de dúvida, se de um lado , uns apontam os desentendimentos pessoais entre ele e os integrantes, existe um outro lado que diz que ele havia se enchido da maquiagem e toda fantasia em torno da banda.

Após alguns anos de incerteza, Ace começou a recrutar integrantes para sua banda. Eram em sua maioria músicos de estúdio que Ace tinha conhecido ao longo de sua carreira. Para o line-up inicial Ace se desdobrou para trazer o baterista Anton Fig que fazia parte da banda do apresentador David Letterman (o inspirador de Jô Soares). Anton já havia tocado com Ace em seu primeiro álbum solo (ainda com o KISS, álbum que, com exceção da bateria, teve todos os instrumentos tocados por Ace), sem contar que ele gravou a bateria do álbum Unmasked do KISS, apesar dela estar creditada á Peter Criss. Para o Baixo veio o famoso John Regan (David Bowie, Peter Frampton) Inicialmente a outra guitarra ficaria a cargo de seu velho amigo Ritchie Scarlett, Ace também teria um tecladista: Rob Sabino que foi logo substituído por Arthur Stead, mas que também não vingou... Sem contrato, tocando em clubes, gravando demos, a banda foi se dissolvendo, nesta época também, Ace foi vítima de um trágico acidente. As coisas só vieram á acontecer em 1986 quando Ace assinou contrato com a Megaforce. A banda acabou ficando como um quarteto, A mudança era que Tod Howarth estava no lugar de Ritchie Scarlett que optou por fazer um disco solo, não ter um tecladista não ocasionou problema nenhum já que Tod também tocava teclado.

O álbum simplesmente chamado de Ace Frehley: Frehley's Comet é bem diferente do que Ace havia feito no KISS e no seu primeiro solo, estava mais para o que o KISS vinha fazendo na época, o chamado Glam Rock oitentista! Não que eles usassem batom e purpurina, mas o som era aquele mesmo. "Rock Soldiers" abre o disco, uma canção poderosa onde Ace conta sobre seu trágico acidente. No álbum também se destacam: "Into the night" (a predileta dos fãs) uma canção composta pela máquina de fazer hits conhecida como Russ Ballard. No Frehley's Comet, Ace dividia os vocais com Tod Howarth, que se mostra impecável em músicas como : "Breakout"e "Calling to you". Na maioria das apresentações Anton não pôde estar presente e seu substituto era Billy Ward.

O Frehley's Comet lançou seu segundo álbum em 88, chamado "Second Sighting", o resultado não foi tão bom quanto o primeiro, até porque no álbum de estréia sempre fica uma grande expectativa, mas podemos destacar boas canções como "Time ain't Runnin out" e a que abre o play: "Insane". Vale lembrar também que na bateria estava Jamie Oldaker, outro famoso Free-lancer, conhecido por tocar na banda de Eric Clapton. Os shows da banda se resumiam a América, em pequenos clubes, com bandas outras de hard americanas (Y&T, Faster Pussycat, Giuffria) que também tentavam conseguir um lugar ao sol.

Como as vendas não iam bem, o próximo álbum levaria apenas o nome de Ace, por sugestão da gravadora. O álbum chamado "Trouble Walking" poderia cativar mais fãs, a mudança neste álbum foi volta de Ritchie Scarllet no lugar de Tod e também a volta de Anton Fig às baquetas. A foto de Ace foi colocada na capa, talvez uma tentativa de sensibilizar os fãs do KISS, o que deixa isso transparecer é o fato de ele ter coverizado uma canção de sua antiga banda para este álbum. O detalhe é que era uma canção recente do KISS, chamada "Hide your Heart" (composta por Paul Stanley) e que teve participação especial do amigo Peter Criss. Apesar da "apelação" O disco teve vendas baixas e a banda acabou se dissolvendo por completo. O nome Frehley's Comet não foi mais colocado em pauta por Ace.

Após a participação no MTV Unplugged do KISS em 1995, retorna à banda em 1996, após 13 anos, para a Reunion Tour, turnê com a formação original da banda. Em 2000 participa "turnê de despedida" (Farewell Tour) e em 2001 Ace sai do KISS novamente.

Ace participou do CD do Richie Scarlet e do CD do Anton Fig em 2002. Fez um show em agosto de 2002, um no dia 11 de outubro de 2002 (Ace Frehley Tribute).

Depois de uma briga na justiça conseguiu o direito de usar o nome Ace Frehley.Com para seu web site, mas este nunca ficou pronto. Participou do filme Remedy (atuando), e também fez a trilha sonora. Atualmente Ace já não está mais casado com Jeanette.


PETER CRISS
George Peter John Criscuola (20 de dezembro de 1945 - ), vulgo Peter Criss é mais conhecido por ter sido o baterista da banda de rock KISS. Uma das músicas mais conhecidas da banda é de Sua autoria: Beth. Ele deixou o grupo no começo dos anos 80, inciando carreira solo. Retornaria outras duas vezes, mas depois de uma turnê em 2004 não faz mais parte da banda.

Mais velho de uma família de cinco irmãos, Peter sempre foi bom filho, pelo menos na infancia. Aos 9 anos descobriu seu interesse pela bateria e começou a praticar. O ginásio o encontraria um pouco menos bom filho que o de costume, enturmado e tal. Mas o estudo de música o manteve nos trilhos. Formou dezenas de bandas - tipo Os Barracudas - mas sua ambição sempre foi grande.

Aos 19 anos conheceu Lydia, se casaram em 1970. Enquanto trabalhava de ajudante de açougueiro, colocou um anúncio na revista Rolling Stone se oferecendo como baterista e logo foi procurado por Gene e Paul e se entusiasmou logo com o esquema. A banda começou a fazer sucesso, sua vida virou um paraíso, estavam ricos, sempre em excursão, aonde levava Lydia, ou gravando um novo álbum. Compôs a canção "Beth" (que iria se chamar "Beck", mas Gene sugeriu a troca de nome, para não associa-la a Jeff Beck), que é um dos maiores sucesso do KISS, até hoje. Paralelamente, seu casamento ia pouco a pouco se deteriorando. E ele ia se afundando nas drogas.

Em 1979 Peter se separa de Lydia e sofre um acidente de carro. Nesse mesmo ano casou-se com a playmate Debra Svensir. Seu álbum solo também obteve bons resultados. Mas o processo era irreversível, pouco a pouco ia perdendo o interesse pelo KISS e seus truques. Então com alguma mágoa deixa o KISS.

Rapidamente lançou seu primeiro disco solo, Out Of Control, em 1980. Dois anos depois lançou Let Me Rock You. Em 1989 fez uma participação especial no disco de Ace Frehley (Trouble Walking), na música Hide Your Heart (música que também foi lançada pelo KISS no mesmo ano no disco "Hot In The Shade", essa música foi escrita por Paul Stanley) e em 1994 lançou Criss Cat #1, que contou com a participação do amigo Ace Frehley em 3 músicas. Peter teve também um projeto que teve a participação de Mark St. John.

Depois de 15 anos, Peter leva sua filha Jenilee a uma KISS Konvention, onde se encontrou com Gene. É convidado e participa do acústico do KISS em 1995. No ano seguinte (1996) Peter estava de volta ao KISS. Peter se casou novamente, com Gigi, e em 2001 Peter sai do KISS mais uma vez.

No final do ano de 2001 participou de 2 episódios da série OZ.

Peter Criss voltou para o KISS e tocou no show do KISS com a Orquestra Sinfônica de Melbourne na Austrália ("Alive IV") no dia 28 de Fevereiro de 2003. Tocou com o KISS também em 3 shows no Japão em Março e em uma apresentação em Las Vegas também em Março de 2003. Participou também da turnê com o Aerosmith em 2003. Atualmente Peter não está no KISS.


ERIC CARR
Eric Carr (15/07/1950 - 24/11/1991) foi o baterista que substituiu Peter Criss no KISS em 1980.

Nascido Paul Charles Caravello no Brooklyn, Nova Iorque, em 1950, Eric Carr foi influênciado por diversos músicos, tais como Ringo Star (Beatles) e John Bonham (Led Zeppelin) e passou a tocar bateria. Vindo de uma família de músicos (avó trombonista, pai trompetista, mãe cantora e pianista, e irmãs guitarristas), sua decisão foi muito bem aceita, sendo sua primeira banda o Flasher. Passou por inúmeras bandas antes de aceitar o conselho de um amigo e se inscrever para um teste com o KISS. Em maio de 1980 participou das audições para a escolha do novo baterista da banda. Competindo com mais de 2000 candidatos, Eric impressionou Gene Simmons, Paul Stanley, Ace Frehley e Peter Criss (o antigo baterista que também participou do processo de escolha de seu substituto).

Após uma tentativa fracassada de se caracterizar como uma águia, Eric encontrou na raposa, "The Fox" o seu personagem no universo do Kiss. A escolha pela raposa foi feita por Gene, pois, segundo ele, "Eric era astuto como uma raposa".

Algumas semanas após o lançamento do disco "Unmasked" (1980, ainda com Peter), foi anunciado o novo baterista do KISS. Seu primeiro show com a banda foi no New York Palladium em 25 de Julho de 1980.

Em 1981 lançam o primeiro disco com Eric, "Music From The Elder", um disco no mínimo estranho e um fracasso de vendas, pelo menos para o KISS. Em 1982 saiu a coletânea "Killers" e, no mesmo ano, "Creatures Of The Night", o último com Ace Frehley, este disco teve uma boa acolhida pelo público. A partir deste, também participou da fase "sem maquiagem" da banda, com os disco 'Lick It Up' (1983), 'Animalize' (1984), 'Asylum' (1985), 'Crazy Nights' (1987), "Smashes, Thashes & Hits" (coletânia com 2 músicas inéditas, e Eric Carr cantando "Beth", maior sucesso na voz de seu antecessor Peter) (1988) e 'Hot In The Shade' (1989).

Considerado um dos mais fabulosos bateristas de seu tempo, Eric só teve a oportunidade de demonstrar seu talento e explorar todos os recursos de sua bateria de 36 peças no disco de 1982, "Creatures Of The Night".

Nesse disco, a guitarra foi deixada temporariamente em segundo plano, motivado principalmente pelo acidente de carro sofrido por Ace Frehley. Eric dispôs de dois engenheiros de som exclusivos para captar o melhor som de sua bateria. O resultado foi uma das maiores demonstrações de habilidade de um baterista capturadas em um LP.

Seu último show foi no Madison Square Garden em 9 de novembro de 1990.Em abril de 1991, durante a gravação do próximo disco, Eric descobriu que sofria de um tipo raro de câncer no coração, tendo sido operado no mesmo mês.

Contudo, o câncer não regrediu, e tomou o coração de Eric, que entrou em coma pouco antes de morrer, em 24 de novembro de 1991, mesmo dia da morte de Freddy Mercury (Queen).


VINNIE VINCENT
Vinnie Vincent Cusano (nasceu em 6 de Agosto de 1952, em Bridgeport, Connecticut), é um virtuoso guitarista conhecido como Vinnie Vincent, famoso pela sua passagem pela banda KISS. Vincent também trabalhou compondo para um programa de TV, chamado "Happy Days" (escrevendo canções que Joanie e Chachi cantavam no show) e também formou sua banda, Vinnie Vincent Invasion.

No último dia do ano de 1982, os fãs do KISS foram surpreendidos: exatamente na festa de reveillon, Ace Frehley não apareceu. No seu lugar, na guitarra, aparecia um rosto - e uma máscara- desconhecidos, com uma espécie de cruz com um arco, fincada no nariz e se abrindo na testa (ANKA, símbolo do antigo Egito, que se refere à nova vida). Era Vinnie Vincent, substituto de Ace que já havia deixado o grupo. Vinnie já estava envolvido com o KISS antes mesmo da sua entrada no grupo, pois foi co-autor de três faixas do disco Creatures of The Night e solou em algumas faixas do mesmo disco. Naquele reveillon de 1982 em Illinois, Vinnie apareceu tocando sem sequer ser anunciado. Participou de toda a turnê deste disco, gravou Lick it Up, mas ao final da turnê deixou o grupo.

Após isso partiu para carreira solo, formou a banda Vinnie Vincent Invasion. Ficou fora da mídia por algum tempo. Compôs músicas com Gene para o disco Revenge.Em 2000 foi encontrado o corpo de sua ex-esposa, que havia desaparecido tempos atrás. Vinnie tem duas filhas (gêmeas).


MARK ST. JOHN
Batizado como Mark Norton, Mark St. John nasceu em 1956, em Hollywood, Califórnia, e estava mais interessado em basquete do que em música até o final do colegial, quando finalmente descobriu sua verdadeira vocação (começou a tocar guitarra por rebeldia). Ele começou a tocar guitarra em 1972, como hobby, e entrou no KISS no início de 1984. Mark foi o terceiro guitarrista oficial do KISS, tendo substituído Vinnie Vincent (que substituiu Ace Frehley).

O espalhafatoso jeito de St. John tocar refletiu a era dos guitarristas de rock influenciados por Van Halen. Chegou a gravar o álbum Animalize, que foi um grande sucesso, numa época onde o grupo já não usava a maquiagem pesada e as roupas que que eram sua marca registrada, mas precisou sair logo no início da turnê do disco por causa de uma artrite grave que o atormentava. John recebeu o diagnóstico dessa doença, chamada Síndrome de Reiter, que causou inchaço nas suas mãos e braços e o impediu de tocar guitarra. Fez trechos de alguns shows (e apenas 1 show completo) e gravou apenas um vídeo com o KISS, o popular vídeo da MTV Heaven's On Fire, e foi substituído em dezembro de 1984 por Bruce Kulick.

Após deixar o KISS sua condição médica melhorou e Mark St. John formou o White Tiger com David Donato, que chegou a ter uma breve passagem pelo nos vocais do Black Sabbath. Depois, o guitarrista gravou com Jeff Scott Soto, em 1988, e com o baterista Peter Criss (Ex-KISS), em 1990 e apareceu como orador convidado nas convenções do KISS. Em 2001, St. John lançou um disco instrumental intitulado Single Bullet Theory.

Nos últimos anos, o músico andava recluso e havia voltado a lecionar aulas de guitarra em Los Angeles.Faleceu dia 5 de abril de 2007, aos 51 anos, de hemorragia cerebral.


BRUCE KULICK
Bruce Howard Kulick, mais conhecido como Bruce Kulick, nasceu em 12 de Dezembro de 1953 no Brooklyn em Nova Iorque. Ficou mais conhecido participando como guitarrista do grupo de rock KISS por 12 anos. Bruce tinha um contato antigo com o grupo, seu irmão Bob Kulick era amigo de Paul, Gene e Ace desde o início do KISS, tendo comandado as guitarras no disco solo de Paul, e tendo tocado as guitarras solo nas músicas inéditas do disco "Killers". Antes do KISS, Bruce tocou na banda Blackjack, na Good Rats. A entrada de Bruce na banda, segundo ele mesmo: "Certo dia Paul chegou lá em casa e eu achei que ele queria falar com Bob. Quando fui dizer-lhe que meu irmão estava na Inglaterra tocando com Meat Loaf, ele me contou que Mark estava doente e perguntou se eu gostaria de entrar em seu lugar. Eu aceitei na hora, mas fiquei surpreso, pois achava que uma banda como o KISS preferiria um guitarrista mais famoso ou melhor que eu". Foi Bruce quem solou nas músicas Lonely Is The Hunter e Murder In High Heels do disco "Animalize". A partir do ano de 1984 Bruce se tornou o guitarrista solo do KISS. No começo de sua carreira com o KISS, segundo Gene e Paul, Bruce parecia mais uma árvore no palco, pois não se movimentava muito. Com o passar do tempo foi se movimentando mais, e Gene e Paul sempre brincam com isso quando lembram de sua entrada no KISS. Bruce permaneceu no grupo até 1996. No disco "Carnival Of Souls: The Final Sessions" (que não seria lançado, só foi lançado por causa da pirataria) Bruce cantou sua primeira música no KISS, a música I Walk Alone. Bruce até hoje participa das KISS Expo, sempre muito atencioso com os fãs. Após sua saída do KISS, Bruce lançou seu trabalho solo e está atualmente no GrandFunk Railroad. Seu mais recente trabalho solo é o disco Transformer, que para alguns fãs está melhor do que o anterior (Audio Dog). Bruce foi o único membro do KISS a usar seu nome mesmo na banda, sem trocar.


ERIC SINGER
Eric Doyle Mensinger (mais tarde "Eric Singer") é um baterista americano nascido dia 12 de maio de 1958 em Cleveland, Ohio. Aprendeu a tocar bateria cedo, aos 11 anos de idade, e fez poucas aulas, intitulando-se autodidata. Entretanto, é mencionado como um dos bateristas mais técnicos do Hard Rock.

Eric Singer ficou famoso por tocar em bandas como KISS, Black Sabbath, Alice Cooper, Badlands, Glamnation, Queen, Paul Stanley, Gary Moore, Gilby Clarke, Lita Ford, Doro.

Eric começou sua carreira profissional gravando em 1986 o CD, que a princípio, seria um solo de Tony Iommi, mais foi integrado como um álbum do Black Sabbath, intitulado Seventh Star (Eric já mostrava sua pegada e técnica em faixas como "In For The Kill" e "Turn To Stone"). Mais tarde, já em 1987, Eric voltou a gravar com o Black Sabbath o álbum intitulado Eternal Idol.

Já em 1989 (um dos melhores anos da vida profissional do baterista), Eric grava o álbum de "debut" do Badlands, intitulado Badlands, com Jake E. Lee (ex-Ozzy Osbourne) na guitarra e o álbum acaba muito bem aceito. Ainda no mesmo ano, Eric Singer é convidado para sair em tournê com Paul Stanley (KISS) e tem seu trabalho muito bem reconhecido por Paul que mais tarde, em 1992, o convida para ingressar no KISS.

No KISS, Eric grava o álbum Revenge, e mais tarde o Alive III (os álbuns mais pesados do KISS "unmasked"). Após, Eric entra em tour mundial com o KISS divulgando o álbum KISS My Ass, e chega a tocar em São Paulo, no festival "Philips Monsters of Rock, em 1994".

Já em 1996, Eric grava o CD MTV Unplugged com o KISS, que acaba sendo um sucesso. Porém, em 1996 é "demitido" da banda, que anuncia uma Reunion Tour (entretando, 1 ano depois, Eric viria a gravar com o KISS, o álbum Carnival of Souls que não contou com muita dedicação de Paul Stanley e Gene Simmons, que queriam era voltar a usar as 'make-ups' e sair em tournê).

Eric então grava diversos álbuns com Gilby Clarke (ex-Guns n' Roses), Brian May (Queen), Stream, e 1999, finalmente lança seu projeto, o ESP (Eric Singer Project) que teve a participação do amigo Bruce Kulick e também de Ace Frehley (em uma música). Eric também participou do disco tributo à Ace Frehley, Return Of The Comet. E em 2000 é "fixado" ao Alice Cooper, aonde grava o álbum Brutal Planet e logo o DVD Brutally Live.

Em 2001, anuncia sua volta ao KISS, que dura apenas 2 anos, mas usando a caracterização de "The Catman", que é de Peter. Em 2003, Peter Criss, reassume as baquetas da banda, e Eric volta a fazer tour com Alice. Em 2002 é convidade por Tobias Sammet para participar da metal opera Avantasia, tocando bateria em uma música.

Em 2004, Eric novamente é chamado a tocar com o KISS, e divide-se entre o KISS e Alice Cooper. Atuamente divide seu tempo tocando com o KISS, Alice Cooper e seu projeto "solo" ESP (Eric Singer Project) onde toca junto com Bruce Kullick (ex-KISS), John Corabi (ex-Motley Crue) e Chuck Garric (Alice Cooper).


TOMMY THAYER
Tommy Thayer nasceu em 7 de Novembro de 1960 em Portland, Oregon. Começou a tocar guitarra aos 13 anos.

Tommy Thayer era guitarrista da banda Black And Blue, logo que entrou para a banda assinaram contrato com a Geffen Records, co-escreveu várias músicas dos 4 álbuns do Black 'N Blue, vendendo milhões no mundo todo. Já foi Ace cover em uma banda cover. Durante sua carreira no Black 'N Blue ele cruzou seu caminho como KISS. Trabalha com o KISS desde o final dos anos 80, tendo participado de diversos projetos musicais, na checagem de som e às vezes como músico contribuinte.

Ele está creditado como produtor no primeiro volume de 9 livros KISStory, coordenou e administrou a KISS Convention World Tour oficial em 1995, dirigiu e produziu o DVD (que virou platina dupla) Second Coming, e criou o título de abertura de Detroit Rock City da New Line Cinema. Co-escreveu músicas com o KISS incluindo "Betrayed", "The Street Giveth And The Street Taketh Away" do álbum Hot In The Shade de 1989 e "Childhood's End" do Carnival Of Souls de 1997.

Tommy trabalhou com Ace na preparação da KISS Alive Worldwide Reunion Tour em 1996 enquanto Ace revia e se lembrava de seus solos e suas partes nas guitarras.

Em 2002 quando Ace Frehley deixou o grupo após o término da turnê "Last KISS", Tommy o substituiu usando a caracterização de "Space Man", caracterização que é de Ace em 3 apresentações do KISS, incluindo um show do KISS na Jamaica dia 6 de Março, uma campanha nacional KISS/That 70's Show na Fox TV dia 21 de Março e uma apresentação nacional do KISS televisionada no American Bandstand 50th Anniversary Show no Dick Clark na ABc no dia 19 de Abril. Tommy continuou o trabalho em muitos outros projetos de filmes e vídeo do KISS incluindo o especial de TV do VH1 KISS Beyond The Make-up, o shoe em pay-per-view Last KISS que foi em 2001.

Com Tommy o KISS fez o show "KISS Symphony" com a Orquestra Sinfônica de Melbourne, na Austrália, que saiu em CD duplo e simples intitulado "KISS Symphony: Alive IV" e em DVD intitulado "KISS Symphony The DVD" e também em pay-per-view em 2003. Seguiram com a turnê para o Japão, voltaram para os E.U.A. e fizeram a tour com o Aerosmith no verão norte-americano.Tommy esteve também na Rock The Nation Tour. No momento está no KISS como guitarrista.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

A Biografia Do Trio Canadense RUSH

Como tudo Começou
Rush é uma banda canadense de rock progressivo formada pelo baixista, tecladista e vocalista Geddy Lee, pelo guitarrista Alex Lifeson e pelo baterista e letrista Neil Peart. A banda foi formada no fim da década de 1960 em Sarnia, Ontário, por Lifeson, Lee e John Rutsey.

Mudaram-se para Toronto para desenvolver a carreira da banda e começaram tocando canções de outras bandas em bares. Logo em 1974, duas semanas antes do início da primeira turnê, Peart assumiu a bateria no lugar de Rutsey, completando assim, a formação atual da banda.


Primeira Fase 1974–1976
A formação original da banda, em Setembro de 1968, contava com o baixista e vocal Jeff Jones, o baterista John Rutsey e Alex Zivojinovich (guitarra e vocais de apoio), mais conhecido pelo nome artístico Alex Lifeson. O irmão de Rutsey sugeriu o nome Rush batizando e, assim, decretando o início da história de um nome de sucesso. Ainda no mesmo ano, Jones foi substituído por um amigo de Lifeson, Geddy Lee. Sem apoio de gravadoras, lançaram seu primeiro disco independente em 1974, Rush. A popularidade da banda ficou circunscrita à região de Ontário até que o álbum, distribuído pela Moon Records, foi adotado pela rádio Ohio. Esse álbum, mais tarde foi redistribuído pela Mercury Records.

No início da turnê, John Rutsey teve que sair da banda por diferenças musicais em relação aos outros membros da banda. Então, duas semanas antes do início da turnê, Neil Peart “assumiu” as baquetas, criando a terceira e última formação da banda, que se mantém até hoje. Peart é considerado um dos melhores bateristas do mundo. Ele também se responsabilizou pela composição das letras, muito influenciadas por poesia clássica, literatura, ficção científica, e ainda, pela obra e filosofia de Ayn Rand, que marca, por exemplo, a canção "Anthem" do próximo álbum, Fly By Night. A repercussão do primeiro álbum nas rádios estado-unidenses chamou atenção da gravadora Mercury.

Em 1975, foi lançado o segundo álbum, Fly by Night, já contando com Neil Peart na composição das faixas. A banda começou a mostrar o rock progressivo, pelo qual ficou famosa, se afastando do hard rock e do blues, e criando arranjos e letras mais complexas. Ainda no mesmo ano foi lançado o álbum Caress of Steel, mais voltado para o progressivo e considerado por muitos como o mais subestimado. Sofreram, entretanto, alguma pressão para que mudassem o seu estilo, fazendo composições de menor duração e mais comerciais.

O lançamento do álbum 2112, em 1976, definiu, então, o estilo da banda. O disco abre com uma faixa de vinte minutos, reveladora da independência da banda em relação aos padrões considerados comerciais. A gravadora não gostou, mas transigiu, pelo fato de as demais faixas do álbum serem bem curtas e comerciais. Com isso o Rush consegue o grande feito de agradar à gravadora e a si próprios. Como esperado, esse álbum obteve boa repercussão. A partir de então, foram ficando cada vez mais conhecidos pelo mundo afora. No mesmo ano foi ainda lançado o disco ao vivo All the World´s a Stage encerrando a primeira fase da banda.


Segunda Fase 1977-1981
Em 1977, foi lançado A Farewell to Kings, disco em que se estreou o tema "Cygnus X-1", que também seria editado no álbum que se seguiria: Hemispheres de 1978. O álbum também é conhecido por "Closer To The Heart", um dos maiores sucessos da banda, e que foi ainda o primeiro compacto lançado pela banda internacionalmente. Ainda deste álbum, podemos citar "Xanadu" que se tornou uma das canções favoritas entre os fãs.

Em 1978, Hemispheres foi lançado. Talvez seja o mais conceitual dentre os últimos três álbuns da banda. O álbum trata do conflito entre razão e emoção e o equilíbrio entre ambos. A primeira faixa continuava o tema "Cygnus X-1" iniciado no disco anterior, e ocupava totalmente o lado A do disco. Além disso, o álbum trazia a primeira faixa instrumental lançada pela banda: "La Villa Strangiato". "The Trees" (que foi o compacto do disco) é muito tocada nas turnês da banda.

Em 1980, lançam Permanent Waves que traz os grandes sucessos "The Spirit Of Radio" e "Freewill". Mesmo com algumas canções tendo uma duração maior, como "Natural Science" de nove minutos por exemplo, a maioria dos temas estava dentro do tempo limite das rádios. Em resultado disso, o álbum foi Billboard's Top 10 e ganhou disco de platina pelas vendas.

Moving Pictures, o álbum seguinte, explodiu comercialmente com "Limelight", "Red Barchetta" e "Tom Sawyer", que no Brasil ficou conhecida como tema do seriado Profissão: Perigo. Outro destaque do álbum é "YYZ", que foi indicada para o Grammy. As composições de longa duração foram representadas por "The Camera Eye", de onze minutos. Nesse álbum também foi lançada a primeira parte (que, na verdade, é a terceira) da tetralogia Fear, chamada "Witch Hunt".

Moving Pictures foi terceiro lugar no Billboard Álbum Chart e ganhou quatro vezes o disco de platina. No mesmo ano, gravaram o registro ao vivo Exit... Stage Left encerrando a segunda fase da banda.


Terceira Fase 1981-1988
A partir do álbum Signals, lançado em 1982, os recursos eletrônicos (teclados, sintetizadores, samplers) começaram a ser mais explorados. A primeira faixa do álbum "Subdivisions" é um bom exemplo de tal mudança. "New World Man" que tocou nas rádios, lembrava o som do The Police. Foi uma fase experimental para a banda. Peart foi muito elogiado pelo trabalho que realizou na bateria deste álbum. As canções têm letras relacionadas com as fases da vida, em ordem cronológica. A faixa "The Weapon" dá continuidade à série Fear.

Grace Under Pressure, lançado em 1984, continuou esta tendência. Considerado pelo Rush seu álbum mais comercial, é neste CD que Terry Brown, co-produtor da banda desde o primeiro disco, deixa os projetos da banda, sendo substituído por Peter Henderson. Esse disco traz a terceira parte (que, na verdade, é a primeira) da tetralogia Fear, chamada "The Enemy Within". Uma curiosidade é que quando tocam "Red Sector A" ao vivo, Lee só toca teclados. A canção "Between the Wheels" deste álbum, é como "Subdivisions" no Signals: são canções em que predominam os sintetizadores. Ambas as canções, mais tarde, se tornaram videoclipes famosos na MTV dos Estados Unidos.

Em Power Windows, lançado em 1985, a banda troca, novamente, de co-produtor, sendo dessa vez o trabalho assumido por Peter Collins. "The Big Money" e "Mystic Rhythms", são provavelmente as canções com maior repercussão, pois ambas tiveram um videoclipe na MTV. Este disco, repleto de obras-primas, trazia ainda canções como "Manhatan Project", "Marathon", "Territories", "Middletown Dreams" e "Emotion Detector".

Lançado em 1987, Hold Your Fire Trazia letras que trabalhavam o tema instintos. Em "Time Stand Still", Aimee Mann faz vocais extras. Este álbum teve ainda os sucessos "Force Ten", "Prime Mover" e "Turn the Page".

Em 1988 foi gravado o álbum ao vivo A Show of Hands, encerrando a terceira fase da banda. Também foi lançado o vídeo do concerto que foi terceiro no Billboard's Top Music Videos' e décimo no Top Videocassette Sales Chart. Curiosidade é que mesmo ao vivo, Geddy é quem toca os teclados e sintetizadores das canções.


Quarta Fase 1989-1998
A partir do álbum Presto, lançado em 1989, o trabalho da banda deixou de dar tanta prioridade aos teclados, mas ainda o usando de forma esplêndida. Em "Show Don’t Tell" e "Superconductor", nota-se menos sua presença, já em "Chain Lightning", "Scars" e "Red Tide", os sintetizadores têm muito destaque. "Scars" junta um padrão complexo de ritmos onde a bateria acústica e eletrônica são usadas. De acordo com Geddy Lee, a canção "The Pass" é a favorita da banda. Neste álbum, novamente, o co-produtor foi substituído. Em seu lugar entrou Rupert Hine.

A turnê do álbum Presto foi a última em que Peart usou bumbo duplo em sua bateria. A partir de Roll the Bones ele passaria a usar pedal duplo.

Após Presto, foi lançado o Chronicles, coletânea de 1990, com dois CDs e um vídeo com videoclipes que abrangem toda a carreira da banda. Recentemente, em 2001, os vídeos foram relançados em DVD.

Em 1991, a banda lança um novo trabalho. Roll the Bones. "Dreamline" e "Roll the Bones" foram populares na rádio do começo da década de 1990. A faixa "Roll the Bones" teve também direito a um videoclipe. "Where’s My Thing?" é o terceiro instrumental da banda, tendo sido indicado para o Grammy. Destaque também para "Bravado", uma das canções mais emotivas da banda, como se pode ver nos concertos.

Counterparts foi o álbum seguinte da banda. Lançado em 1993, marca a volta de Peter Collins na co-produção do trabalho. O CD ganhou mais um instrumental da banda, "Leave that Thing Alone" que foi indicado mais uma vez para melhor instrumental no Grammy. "Stick it Out" é uma das composições mais pesadas do Rush, talvez introduzindo o estilo que teria o próximo álbum. Seu videoclipe chegou a aparecer em um capítulo de um desenho animado da MTV. "Nobody's Hero" chegou a ter direito também a um videoclipe. Outros destaques do álbum são "Animate", "Cut to the Chase" e "Between Sun and Moon".

Antes de lançar o álbum Test For Echo, a banda dedicou algum tempo a projetos paralelos. Lifeson lançou seu disco solo Victor. Enquanto Lee dedicou seu tempo à sua família, Peart produziu o primeiro volume de Burning For Buddy. Neste álbum participaram vários bateristas a convite de Peart: nomes como Dave Weckl, Steve Gadd, Bill Bruford, entre outros - alguns até já haviam tocado com Buddy Rich. A partir de então, Neil se motivou a voltar a estudar bateria, para descobrir timbres e ritmos novos. Pode-se notar uma mudança na maneira de tocar nos álbuns que se seguiram.

Em 1996 foi lançado Test For Echo. Neste álbum a banda fez um som bem criativo e com peso na medida exata, que agradou bastante ao público. "Limbo" se tornou o mais recente instrumental da banda. A linha de baixo de "Driven" ficou muita marcada para os fãs e, desde então, nas turnês onde a banda a toca, Lee faz um improviso no meio da canção. No ano seguinte Peart produziu o segundo volume de Burning For Buddy.

Dois anos depois foi lançado o álbum triplo ao vivo Different Stages. Os dois primeiros CDs foram gravados durante as turnês do Counterparts e Test For Echo. O terceiro CD consistia em material que estava guardado de um concerto de 1978, marcando a primeira fase da banda.


Fase Atual
Depois de Test For Echo, a banda interrompeu os trabalhos por problemas pessoais na vida de Peart. A sua filha, Selena, morreu em um acidente de carro em Agosto de 1997 e, logo depois, a sua esposa, Jacqueline, morreu de câncer em Junho de 1998. Peart entrou, como ele mesmo descreve, em uma jornada de cura com sua motocicleta, viajando milhares de quilômetros pela América do Norte. Essa jornada foi mais tarde descrita no livro Ghost Rider: Travels on the Healing Road.


Biografias

Garry Lee Weinrib
Geddy Lee nasceu no dia 29 de julho de 1953. Ganhou o apelido "Geddy" de um amigo, aos 12 anos. Isso, porque, sua mãe, por ser polonesa, pronunciava seu nome com sotaque bastante carregado. Além de ser responsável pela "voz do Rush", também é baixista e tecladista. Junto com Alex, compôs a maioria das músicas da banda (enquanto Neil, tradicionalmente, se encarrega das letras). Como vocalista, caracteriza-se pelo seu timbre peculiar - "anasalado" - que vai desde o agudo (característico nos primeiros discos do Rush) até o grave com facilidade.

Já como baixista é considerado um dos monstros sagrados do instrumento. Isso porque Geddy não toca, simplesmente. Ele praticamente sola o tempo inteiro. Enquanto a maioria dos seus colegas utiliza o baixo para "fazer a marcação", Mr. Lee imprime um estilo jazzístico, repleto de técnica e contrapontos que tornam o instrumento vivo, com linhas cheias e pulsantes. Com isso, adiciona um contorno ainda mais peculiar ao complexo som do Rush. Sua performance virtuosa casou-se perfeitamente com o "estilo Neil Peart" de tocar bateria (repleto de velocidade e contratempos).

Resultado: os dois formam a "cozinha" mais admirada do rock'n'roll. Parâmetros para essa combinação de talentos talvez só exista entre os grandes nomes do jazz. Por outro lado, em seu projeto solo intitulado sugestivamente "My Favorite Headache" (2001), Geddy deixou de lado seu virtuosismo e enveredou por um caminho mais melódico. Neste trabalho seu som ficou mais "acessível". Na época de lançamento, o músico declarou que buscava uma outra forma de expressão, "não precisando subir e descer escalas em alta velocidade".

Para muitos, a genialidade do "bruxo" (um de seus apelidos) é ainda mais acentuada pelo fato de tocar como poucos, ao mesmo tempo em que canta. Ou seja, Geddy tem coordenação para tirar passagens sofisticadíssimas do seu baixo enquanto está com os olhos fixos no horizonte, verbalizando as letras de sua banda (sendo que muitas vezes ainda comanda os teclados com pedaleiras). Um absurdo. Tamanha competência lhe rendeu um trocadilho no meio musical, que sintetiza de forma perfeita tudo o que pode ser dito sobre o seu trabalho: "God" Lee.


Para conhecer Geddy Lee

- "Tom Sawyer", clássico do Rush (Moving Pictures, 1980).

- "Marathon" (Power Windows, 1985), virtuosismo na medida exata combinado ao talento vocal.

- "A Show of Hands"(video) percebe-se que Geddy faz as duas funções com imensa facilidade, sem sequer olhar para o baixo.

- "Show Don't Tell" (Presto, 1989), traz um solo de extremo bom gosto e musicalidade, usando alguns truques peculiares, como harmônicos e ghost-notes.

- "Alien Shore" (Counterparts, 1993), levada jazzística elegante e virtuosa.

-"Closer To The Heart", clássico da banda, em sua gravação de 1998 (Different Stages), a versão torna-se mais extensa em seu final, pois Alex e Neil fazem uma base para Geddy "brincar" com seu instrumento.


Projetos paralelos

Produziu o álbum No Static do Wireless, 1979.


Vocal na música "Take Off" do álbum Great White North de Bob e Doug MacKenzie, 1981.


Tocou em duas faixas do álbum Vignettes de Marie Lynn Hammond, 1983.


Produziu o álbum do Boys Brigade, 1983Vocal na música "Tears Are Not Enough" das "Estrelas do Norte pela África", 1985.


Tocou na faixa "Good For Sule" do álbum Blue, Green, Orange, I Mother Earth's , 1999.


Tocou baixo e teclados e escreveu "The Road" no álbum Euphoria do Euphoria, 1999.


Vocal em "O Canada" com Alex na trilha sonora de South Park: Bigger, Longer & Uncut, 1999.


Produziu o álbum de lançamento do Rocket Science, e cantou em uma faixa, 1999.


Lançou seu álbum solo, My Favourite Headache, 14/11/2000.


Escolha dos leitores:Hall Of Fame para melhor Baixo de Rock (ganhou a categoria por mais de cinco vezes), Guitar Player Melhor Baixista Rock, Bass Player, 1993.


Alexander Zivojinovich
Alex Lifeson, cujo nome verdadeiro é Alexander Zivojinovich, nasceu no dia 27 de agosto de 1953 em Fernie, British Columbia. Segundo ele, "Zivojinovich" se traduz como "filho da vida", o que originou seu nome artístico. O guitarrista do Rush é considerado o cientista da banda, pois busca constantemente sonoridades diferentes para expressar sua musicalidade. Extremamente versátil, Alex é competente em riffs, solos e texturas, caracterizando-se por apresentar uma distribuição precisa sobre os tempos e um trabalho rítmico muito elaborado. Junto com Geddy, compõe as músicas do power trio.

Apesar de ter sido influenciado por grandes guitarristas, como Eric Clapton e Jimi Hendrix, um dos maiores méritos de Alex foi ter criado um estilo próprio, misto de virtuosismo e comedimento de acordo com as circunstâncias. Sua forma de tocar é extremamente importante para completar a sonoridade da banda sem gerar conflitos entre os instrumentos.

Ainda sobre seu desempenho e a maneira que ele se enquadra no Rush, Mr. Lifeson declarou para a revista brasileira Cover Guitarra, que prioriza a originalidade em suas composições: "sempre procuro fazer algo que soe diferente do usual, que fuja do lugar-comum. Não quero ser o cara mais rápido da vizinhança e nem me importo com isso". Em 1996, Alex lançou seu projeto solo, intitulado "Victor", onde aprofunda suas características experimentais e flerta com o metal.


Para conhecer Alex Lifenson
- "Limelight", clássico do Rush (Moving Pictures, 1981). Riff preciso e um solo de arrepiar que leva os fãs ao delírio durante os shows.


- "La villa Strangiato" (Hemispheres, 1978), instrumental com guitarra marcante que, segundo Alex, é um tributo à psicanálise.


- "The Spirits Of Radio" (Permanent Waves, 1980). Um dos riffs mais originais da história do rock.


- "Chemestry" (Signals, 1982). Esta música traz um de seus solos favoritos.


- Álbum "Counterparts", de 1993. Depois de um período de certa discrição, a guitarra do Rush volta ao primeiro plano - tendência que se aprofundaria em "Test For Echo" (1996) e "Vapor Trails (2002.


Neil Elwood Peart
Neil Elwood Peart nasceu em Hamilton, Ontário, no dia 12 de setembro de 1952. Começou a estudar bateria aos treze anos em uma "singela e inesquecível bateria vermelha". Nessa época, foi influenciado por bateristas como Keith Moon (The Who) e Bill Bruford (Yes, King Crimson, Earthworks).

Venerado como um dos maiores bateristas da história do rock (e para muitos, o maior de todos os tempos), Neil ingressou no Rush em 1975, ano de lançamento do segundo disco da banda: "Fly By Night".

Ainda na década de 70 tornou-se o letrista oficial do Rush. Seus textos dissertam sobre temas complexos, bebendo em fontes filosóficas, mitológicas e de ficção científica. Esse cerebralismo nas letras conferiu um caráter ainda mais denso à banda, combinando perfeitamente com a sonoridade virtuosa do power trio mais influente do planeta.
Como baterista, Neil é um fenômeno. Combina velocidade espantosa, técnica e uma criatividade únicas. Influenciou gerações inteiras de bateristas e obteve a reverência de grandes nomes do jazz.

Entre 1980 e 1986 acumulou os mais variados prêmios da Modern Drummer - a mais conceituada publicação sobre bateria e percussão do mundo. Ainda em 1986 foi considerado "the best all around" e elevado à condição de "hors concours", tornando-se "inelegível" nas principais categorias da revista.

No meio musical seus apelidos são, entre outros, "O Professor" e "Polvo de velozes tentáculos". Geddy Lee, em entrevista concedida em 2001, definiu seu colega de banda como "A máquina de fogo".
Seus feitos não deixam por menos. Em 1985, por exemplo, gravou num único dia 5 músicas para o álbum "Power Windows". Seus solos beiram o impossível: no trabalho ao vivo "A Show Of Hands" Neil arrepia sua Ludwig branca com uma performance baseada em sua incrível velocidade; já em "Different Stages", também ao vivo, o solo se alonga e são adicionados novos elementos percurssivos ao seu inconfundível estilo.

Como se tudo isso não bastasse, Mr. Peart também se aventura pela literatura. Escreveu os livros "Masked Rider" (1996) e "Ghost Rider" (2002), além de diversos artigos e contos.
A saga deste gênio das baquetas parece fadada ao mítico: em 2001, a Revista Bilboard apontou o álbum "Signals" como "o maior desempenho de um baterista em estúdio em todos os tempos".

Nota: Em agosto de 1997, Neil Peart perdeu a sua única filha, Selena, em um acidente automobilístico. Menos de um ano depois, em junho de 1998, sua esposa Jaqueline Taylor faleceu vitimada por um câncer. Em 9 de Setembro de 2000 Neil casou-se com a fotógrafa Carrie Melissa Nuttall.


Para conhecer Neil Peart
- "La Villa Strangiato" ("Hemispheres", 1978), primeira música instrumental gravada pelo Rush e um de seus grandes clássicos.


- Os inigualáveis solos "The Rhythm Method" (presentes em "A Show Of Hands", 1989 e "Different Stages", 1998.


- Álbums "Moving Pictures" (1981) e "Signals" (1982). Nesta época Neil elevou a categoria "baterista de rock" a alturas antes destinadas somente aos grandes nomes do jazz.


- "The Buddy Rich Scholarship Concerts III & IV". Nestes vídeos gravados ao vivo Neil apresenta-se no já tradicional concerto anual em memória ao grande baterista de jazz Buddy Rich, acompanhado pela própria Buddy Rich Big Band (repare na expressão de surpresa e alegria nos membros desta banda - principalmente o grande saxofonista Steve Marcus - quando Neil faz seu solo).


- Álbums "Burning For Buddy I & II" (1994 e 97). Discos produzidos por Peart em homenagem ao grande Buddy Rich, com participações de vários bateristas de renome, inclusive do próprio Neil.


- Vídeo "A Work In Progress". Filmado durante as gravações de "Test For Echo", em 1996. Neil apresenta o seu novo estilo de tocar (resultado de um longo período de aulas com o mestre do jazz Freddie Gruber), além disso, fala sobre o seu processo criativo e seu instrumento.


- "One Little Victory" ("Vapor Trails", 2002). O retorno "furioso" de Neil Peart, depois de um hiato de 6 anos sem trabalhos do Rush.


Projetos paralelos

Tocou em duas faixas do álbum "Champion" (1985), de Jeff Berlin, juntamente com Steve Smith.


Compôs e tocou o solo "Pieces of Eight" para um flexi-disc lançado pela revista Modern Drummer (1987)


Lançou o livro, "The Golden Lion" (1987, distribuição restrita)


Lançou o livro, "The African Drum" (1988, distribuição restrita)


Lançou o livro, "Raindance Over the Rockies" (1988, distribuição restrita)


Tocou no "Buddy Rich Memorial Scholarship Concert" (1992)


Tocou em três faixas do álbum "Whale Music", do Rheostatics (1992)


Produziu o álbum "Burning For Buddy: A Tribute To The Music Of Buddy Rich" (1994)

Lançou o livro "The Masked Rider: Cycling in West Africa" (1996)


Lançou o vídeo didático "A Work In Progress" (1997)


Produziu o álbum "Burning For Buddy II: A Tribute To The Music Of Buddy Rich" (1997)


Lançou o livro "Ghost Rider: Travels On The Healing Road" (2002)


Prêmios
Escolha dos leitores (Revista Modern Drummer)
Melhor Baterista de Rock, 1980
Melhor Baterista de Rock, 1981
Melhor Baterista - estúdio, Moving Pictures, 1981
Melhor Baterista de Rock, 1982
Melhor Percussionista instrumental, 1982
Melhor Baterista, Exit... Stage Left, 1982
Melhor Multi-Percussionista, 1983
Hall Of Fame, 1983
Melhor Baterista de Rock, 1983
Melhor Baterista - estúdio, Signals, 1983
Melhor Baterista de Rock, 1984
Melhor Multi-Percussionista, 1984
Melhor Multi-Percussionista, 1985
Melhor Baterista de Rock, 1985
Melhor Baterista - estúdio, Grace Under Pressure, 1985
Melhor Multi-Percussionista, 1986
Honor Roll, Melhor Multi-Percussionista, 1986
Melhor Baterista "All-around", 1986
Melhor Baterista - estúdio, Power Windows, 1986
Melhor Baterista - estúdio, Hold Your Fire, 1988
Melhor Baterista - A Show Of Hands, 1989
Melhor Baterista - estúdio, Presto, 1990
Melhor Baterista - estúdio, Roll The Bones, 1992
Melhor Baterista - estúdio, Counterparts, 1994
Melhor Baterista - estúdio, Test For Echo, 1997
Melhor Baterista - Different Stages, 1999

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Top ten do Rock n' Roll

Saiu essa semana na BBC de Londres o Top Ten dos maiores artistas e bandas de todos os tempos. Vamos à ela:

1° LED ZEPPELIN
2° BLACK SABBATH
3° JIMMI HENDRIX
4° AC/DC
5° METALLICA
6° NIRVANA
7° VAN HALEN
8° THE WHO
9° GUNS N' ROSES
10° KISS

Nenhum dos critérios utilizados foram publicados, mas nessa lista faltam nomes como "Iron Maiden", "Rolling Stones", "Ozzy Osbourne", "The Beatles" e algumas bandas que não existem a várias décadas estão presentes na lista. Em matéria de rock n' roll fica sempre uma pergunta no ar, "Será mesmo que essas posições estão certas?"...

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

A verdadeira história - IRON MAIDEN

Iron Maiden

O Iron Maiden é uma banda de Heavy metal, uma das principais do movimento musical chamado "NWOBHM"("New Wave of British Heavy Metal"), formada em londres inglaterra em 1975 pelo Steve Harris. Eles são uma das mais famosas,bem sucedidas e influentes bandas do gênero heavy metal, tendo vendido mais de 70 milhões de álbuns por todo o mundo e ganho o "Ivor Novello Award em 2000. A banda também ficou em vigésimo quarto lugar na lista do canal americano VH1 dos "100 Maiores Artistas do Hard Rock" e foi adicionada à "Calçada da Fama" de Hollywood durante a turnê de 2005.
O trabalho do Maiden (assim chamado carinhosamente por muitos fãs) influenciou durante toda sua existência diversas bandas de Heavy metal, Power metal e Speed metal. Eles são citados como maior influência por bandas como Hazy Hamlet, Slayer, Sum 41, Angra, helloween, Umphrey's McGee.
Iron Maiden até agora lançou 14 álbuns de estúdio, 2 "best of" e 5 álbuns ao vivo. Seu décimo-quarto álbum de estúdio, A Matter of Life and Death, foi lançado recentemente.
O Maiden já foi a banda principal de vários grandes eventos em sua carreira, notavelmente o Rock in Rio, Ozzfest com o Black Sabbath, Monsters of Rock e oFestival de Reading e Leeds.
A banda tem diversas músicas baseadas em lendas, livros e filmes, como "The Wicker Man" , "The Prisoner", "Flight of Icarus", "Where Eagles Dare", "Rime of the Ancient Mariner" - esta baseada no poema de Samuel Coleridge e To Tame a Land - da série de ficção cientifica, Duna de Frank Herbert, The Trooper, que é baseada no romance "The Charge of The Light Brigade", que narra uma passagem da Guerra da Criméia no Séc XIX, onde ingleses e russos se enfrentaram.

Mascote da banda
O mascote da banda é um morto-vivo e se chama "Eddie the Head". Ele aparece em todos os álbuns da banda , sempre dando um toque sombrio aos mesmos. Eddie é desenhado por Derek Riggs, mas já teve traços de Melvyn Grant no álbum "Fear of the Dark". Ele também estrelou um jogo de tiro chamado "Ed Hunter" além de diversas HQs.
A origem do mascote é curiosa: se refere a uma piada britânica sobre um garoto que só tinha a cabeça. Seu nome era Eddie. Um dia, seus pais foram à um médico que disse que poderia lhe dar um um corpo. Os pais, animados com a notícia, chegam em casa e dizem para Eddie que têm uma surpresa, ao que ele diz: "Ah não, outra merda de chápeu!".
A banda tinha uma grande máscara de uma carriola que ficava embaixo da Bateria nos shows, e que por tubos soltava sangue (tinta vermelha) pelo nariz, sujando todo o cabelo do baterista Doug Sampson. A máscara foi batizada de "Eddie, a Cabeça"("Eddie the Head") e acabou se transformando no mascote da banda. Acabaria ganhando um corpo somente a partir da capa dos primeiros singles através dos traços de Derek Riggs.

História
A longa história da banda se iniciou em Maio de 1975 pelo baixista Steve Harris. Depois de ter suas composições rejeitadas por várias bandas as quais participava, Steve Harris decidiu criar sua própia banda, se juntando com o guitarrista Dave Murray alguns meses depois. Trinta anos depois, os dois ainda permanecem como membros do Iron Maiden.

O Início
Harris e Murray juntaram-se a um grande número de membros durante os anos 70, tocando em diversos clubes punk de Londres. Mesmo o Iron Maiden sendo uma banda de metal influenciada por Deep Purple, Yes, Judas Priest, Wishbone Ash e Black Sabbath, eles faziam um estilo mais punk no começo da carreira. O primeiro vocal foi Paul Day, mais tarde substituido por Dennis Wilcock, grande admirador do KISS que usava fogo, maquiagem e sangue falso no palco. Dennis deixou a banda em 1977. Em 1978, Harris e Murray estabilizaram a formação do Iron Maiden com a adição do baterista Doug Sampson e do vocalista Paul Dianno.
Se a banda soava punk anteriormente, agora era ainda mais, com a chegada de Paul Dianno, um dos poucos membros do Maiden que tiveram cabelo curto. Por anos a banda foi pressionada pelas gravadoras para cortar seu cabelo e sacrificar o complexo som do metal (segundo as mesmas)a favor de uma imagem mais Punk. Mas com Dianno de frontman, a banda pôde mixar os dois estilos e fazer um estilo próprio, juntando o Metal com o Punk. Eles misturavam temas clássicos, ritmos de Metal empolgantes e riffs de Guitarra bem hardcore e rápidos. Iron Maiden foi a sensação do circuito do Rock na Inglaterra no ano de 1978. A banda estava tocando sem parar havia três anos ganhando um tremendo número de fãs, mas mesmo assim até essa época, eles nunca tinham gravado nada. No ano novo de 1978, a banda gravou um dos mais famosos Demo tapes entitulado "The Soundhouse Tapes". Com apenas quatro músicas, a banda vendeu todas as 5 mil cópias imediatamente, e não distribuiu o demo novamente até 1996. Cópias originais da versão original são vendidas hoje em dia por milhares de dólares. Duas das faixas do demo, Prowler e Iron Maiden, ficaram em primeiro lugar nas paradas de Metal Inglesa.
Em muitas das formações antigas do Iron Maiden, Dave Murray era acompanhado de outro guitarrista, mas grande parte de 1977 e todo o ano de 1978, Murray foi o único guitarrista do Maiden. Isso mudou com a chegada de Tony Parsons em 1979. O baterista Drummer Doug também foi substituído pelo dinâmico Clive Burr. Em Novembro de 1979 a banda assinou contrato com uma gravadora de renome, a EMI, uma parceria que durou 15 anos. Poucos antes de entrar em estúdio Parsons foi substituído pelo guitarrista Dennis Stratton. Inicialmente a banda queria contratar o amigo de infância de Dave Murray, Adrian Smith, mas Smith estava ocupado tocando guitarra e cantando com sua banda Urchin.

Os Primeiros Sucessos
Iron Maiden, o primeiro álbum da banda, foi lançado em 1980 e foi um sucesso comercial e de crítica. A banda abriu os shows do KISS na turnê do álbum "Unmasked" e também abriu diversos shows do Judas Priest. Depois da turnê do Kiss Dennis Stratton foi despedido da banda por questões de criatividade e diferenças pessoais. Com a saída de Dennis quem entrava na banda era Adrian Smith, que trouxe uma nova melodia ao grupo. Seu estilo meio blues meio experimental era completamente o oposto da velocidade de Murray, o que deu um aspecto interessante a banda. As duas guitarras se completavam, e com eles não existiam a noção de guitarra solo e guitarra base, ambos solavam e ambos tinham notoriedade na banda, dando um aspecto de "twin lead" harmonioso. Esse estilo já existia em bandas como em Wishbone Ash, The Allman Brothers Band, mas ganhou um novo nível no Iron Maiden.Em 1981, Maiden lançou seu segundo álbum, intitulado "Killers". Esse novo álbum continha os primeiros grandes hits da banda e eles foram introduzidos à audiência nos Estados Unidos da América. Killers ficou marcado como um dos álbuns mais rápidos e pesados da banda.

Os Anos Dourados
O Iron Maiden nunca foi conhecido por usar drogas, e eram extremamente perfeccionistas nos palcos e no estúdio. O vocalista, Paul Dianno, por outro lado, sempre mostrou um comportamento auto-destrutivo, particulando no que diz respeito ao uso da Cocaína, afetando consideravelmente suas perfomances. Justo quando a banda começava a ficar famosa nos Estados Unidos da América, Dianno foi expulso do Maiden. Em 1982, a banda substituiu Dianno pelo vocalista do Samson, Bruce Dickinson. Nascia aí uma das maiores parcerias do metal de todos os tempos. Bruce entrou na banda, mas exigiu ficar com cabelo comprido e disse que só iria usar as roupas que ele gostava, já mostrando muita atitude, traço característico de sua personalidade, o que o levaria a algumas polêmicas.
Dickinson mostrou uma melhor interpretação das músicas da banda, dando-lhes um tom mais melódico. O álbum de estréia de Dickinson nos vocais do Maiden foi em 1982 com o mundialmente famoso "The Number of the Beast", que é reconhecido como um dos clássicos do heavy metal. Esse álbum estourou em todo o mundo e trouxe músicas muito marcantes para a carreira do Maiden como The Number of the Beast, Run to the Hills e Hallowed Be Thy Name, consideradas por muitos como ícones e grandes influências do metal. Pela primeira vez, a banda saiu em uma turnê mundial, visitando os Estados Unidos da América, Japão e Austrália. Foi nessa época também que alguns grupos religiosos começaram a acusar a banda de ter um cunho satânico, afirmando que as letras do Maiden estavam repletas de cantos demoníacos, invocando o demônio e vandalizando a mente da juventude. Toda essa polêmica veio por causa da música The Number of the Beast, que é na verdade uma música anti-satânica sobre um sonho ruim tido pelo baixista Steve Harris. A banda sofreu um pouco com esses rumores e foi obrigada a colocar na frente dos discos um aviso de letras explícitas.
Nesse mesmo tour, o produtor Martin Birch se envolveu numa acidente de carro com alguns fiéis. O reparo do carro foi contabilizado como £666, um preço que Birch se recusou a pagar, optando pelo valor de £668.
Apesar das polêmicas, o ator Patrick McGoohan não se importou em permitir que uma famosa frase sua da série, The Prisoner (O Prisioneiro), do qual era o ator principal, fosse usada no início da música de mesmo nome. Após o enorme sucesso de "The Number of the Beast", a banda ficou famosa mundialmente, ganhando status de rockstars. Antes de voltar ao estúdio em 1983, Clive Burr deixa a banda para se dedicar mais à família, e as baquetas são assumidas pelo conceituado e conhecido por sua pegada pesada, Nicko McBrain, e com ele lançaram quatro álbuns clássicos, todos com ganhando disco de platina múltiplos por todo o mundo: "Piece of Mind" em 83, com uma pegada mais psicodélica, instrumentos com som mais abafado, trazendo os clássicos Flight Of Icarus, The Trooper, Where Eagles Dare, e as progressivas composições To Tame A Land e Quest For Fire, "Powerslave" em 84 vem logo em seguida, sendo considerado por muitos fãs um dos melhores álbuns da banda. Notas para Aces High, Two Minutes To Midnight, a faixa título Powerslave e o épico Rime of the Ancient Mariner, "Live After Death" em 85 representou o primeiro registro ao vivo da banda. Também citado como aquisição indispensável por qualquer fã de heavy metal. "Somewhere in Time", 86" com as belíssimas Caught Somewhere In Time, Stranger in a Strange Land, Deja-vu e Wasted Years.
A banda tocou para enormes audiências, especialmente na América do Sul Austrália e Estados Unidos da América.
Todos esses álbuns continham riffs extremamente bem feitos, diversas mudanças de estilo na música, com um casamento único entre letra e instrumental. O Iron Maiden quase nunca cantava sobre drogas, sexo, bebida ou mulheres. As letras das músicas da banda, diferentes das outras bandas de heavy metal, eram baseadas na Literatura e em fatos históricos. Muitos consideram as músicas da banda como "metal inteligente", era uma banda totalmente intelectual e ao mesmo tempo extremamente pesada (para a época).
Na época as acusações de satanismo continuaram, causando enormes controvérsias sobre mensagens ocultas em diversas músicas da banda, normalmente descobertas rodando-se a música ao contrário. No álbum "Piece of Mind" uma mensagem desse tipo foi colocada no inicio da música Still Life. Tocando-o ao contrário, pode-se ouvir o baterista McBrain dizer: "Hmm, Hmmm, what ho sed de thing wid de three bonce. Don't meddle wid things you don't understand", seguido por um arroto. McBrain mais tarde admitiu que o trecho eram suas impressões sobre "Idi Amin Dada". Ela diz o seguinte: "What ho, said the monster with the three heads, don't meddle with things you don't understand."No mesmo álbum, o renomado escritor Frank Herbert teve um conflito com a banda quando eles pediram permissão para criar uma música com o nome de "Dune". Herbet não só recusou a reivindicação, como proibiu que o Maiden usasse qualquer citação do livro na música. Steve Harris ainda tentou um encontro com o escritor, mas obteve a resposta do agente de Herbet, de que o escritor não gostava de bandas de, especialmente de bandas de rock pesado, como o Maiden. Por causa desse empecilho judicial, a música foi renomeada como To Tame A Land.

Experimentos
Em 1988 a banda tentou algo diferente para o seu sétimo álbum de estúdio, "Seventh Son of a Seventh Son". Este é um álbum conceitual, mostrando a história de uma criança que era possuída pelos poderes de vidência. O disco foi baseado no livro The Seventh Son de "Orson Scott Card". Foi o disco mais experimental do Maiden até hoje, e é muitas vezes lembrado como o fim dos "tempos de ouro" da banda com a saída do guitarrista Adrian Smith". Adrian saíra alegando diferenças musicais, não por menos ele tentaria resgatar um antigo sonho que era a de formar sua própria banda.

Declínio
Pela primeira vez em sete anos, a formação da banda sofreu uma mudança, com um grande perda, o guitarrista e vocalista Adrian Smith. Smith foi substituído por Janick Gers" que tinha participado no primeiro disco solo de Bruce Dickinson "Tattoed Millionaire" e em 90 eles lançaram o fraco "No Prayer for the Dying". Esse álbum voltou com um Maiden mais pesado que os do "tempo de ouro", mas as letras ficaram mais fracas e simples, e a música não parecia tão desafiadora como nos álbuns passados. O vocalista Bruce Dickinson também começou com algumas mudanças no timbre de voz, que não agradou nem um pouco aos fãs. Mesmo com todos esses imprevistos, o álbum foi um grande sucesso comercial e teve diversos singles bastante tocados como "Bring Your Daughter to the Slaughter", música feita por Bruce para o filme Nightmare on Elm Street IV. Antes do lançamento de "No Prayer for the Dying", Bruce Dickinson lançou oficialmente sua carreira solo e conseguiu conciliar com o Iron Maiden (Gers era o guitarrista). Ele continuou com o tour em 1991 antes de retornar a estúdio com o Iron Maiden para lançarem seu mais popular disco, "Fear of the Dark". Lançado em 1992, é o mais bem-sucedido da banda em termos de vendagem, impulsionado pela balada "quase pop" Wasting Love, atraindo até mesmo gente que não costumava ouvir Heavy Metal. Outras bastante populares entre fãs foram Fear of the dark (faixa-título) e Afraid to Shoot Strangers, uma crítica à guerra. Mesmo com o metal perdendo espaço para o Grunge, o Maiden continuava a lotar arenas em todo o mundo. Bruce Dickinson continuava com seu estilo único e brilhante de cantar. Em, houve uma grande perda, quando o mesmo saiu do grupo para seguir sua carreira solo. Bruce aceitou permanecer na banda até o final do ano, o que resultou no lançamento de diversos álbuns ao vivo. O primeiro, A Real Live One, que trazia as músicas 1986 a 1992 foi lançado em Março de 93. O segundo, A Real Dead One trazia as músicas de 1980 a 1984 e foi lançado logo após a saída de Bruce. Ele tocou seu último show com banda (até voltar em 1999) no dia 28 de Agosto de 1993. O show foi filmado pela BBC, e lançado em vídeo com o nome de Raising Hell.

A Mudança
Para substituir Bruce (Que procurava estilos alternativos de música) Steve Harris ,em 1994, chamou o vocalista da banda que abria os shows do Maiden na turnê passada a "Wolfsbane", Blaze Bayley entrou no maiden após um teste, porém sem concurso algum, como boatos mentirosos dizem. Bayley provou ser um bom vocalista, mas não agradou aos fãs do Maiden, que já estavam acostumados com o vocal marcante de Bruce Dickinson. Após uma parada, Maiden retornou em 1995 com o álbum de setenta minutos, o "The X Factor". É um álbum ao mesmo tempo amado e odiado, talvez o que desperte as reações mais extremas entre os fãs da banda, por ser o álbum com sonoridade mais diferente em toda a discografia. O grande compositor da banda, Steve estava passando por sérios problemas pessoais com seu divórcio e a morte de seu pai, o que resultou em músicas obscuras, depressivas e lentas (o álbum contém quatro músicas sobre guerras). As músicas do álbum que se destacam são "Blood on the World's Hands" que tem um brilhante trabalho de baixo acústico de Harris e a épica música de 11 minutos "Sign of the Cross", considerada um dos clássicos da banda.
A banda gastou a maior parte de 96 na estrada, pra voltar ao estúdio e desenvolver o álbum seguinte, "Virtual XI". Contudo, o vocal de Bayley ainda estava bastante "hard rock" para o gosto dos fãs do Maiden. Isso levou a grande parte do público a não comprar o álbum e não foi definitivamente um sucesso de vendas, sendo o primeiro álbum do Maiden sem atingir a marca de 1 milhão de vendas pelo mundo, o que, junto com constantes deslizes vocais ao vivo, acabou sendo a senha para a saída de Bayley.

O Retorno
Em 1999 Bayley foi retirado da banda, aparentemente por consenso mútuo. Meses depois, a banda chocou o mundo quando anunciaram que Bruce Dickinson e o guitarrista Adrian Smith estavam retornando, o que significa que a formação clássica de 1983-1988 estava mais uma vez formada. Ainda melhor, Janick Gers, que é considerado o "ator" do conjunto nas apresentações ao vivo, iria continuar com os dois guitarristas clássicos: o Maiden seria a primeira banda desde o Lynyrd Skynyrd a ter três guitarristas. Logo depois do anúncio, o grupo fez uma turnê mundial, para celebrar a reunião, que foi um grande sucesso.
Em 2000, um novo período começou para o Maiden, com a banda lançando o álbum "Brave New World". As músicas são mais longas e as letras falam sobre temas obscuros e críticas sociais. A banda ganhou uma nova legião de fãs, normalmente adolescentes quando começou a explorar esse lado do Metal Progressivo. Por outro lado, foi mal aceito pelos fãs mais conservadores que estavam acostumados com o estilo mais cru, porém, mais criativo da banda, o período pré Janick Gers. Brave New World foi considerado por muitos como um dos melhores álbuns do Maiden nos últimos dez anos. A turnê mundial foi estendida até Janeiro de 2001 com um show no famoso festival "Rock in Rio", que reuniu um público estimado de 250.000 pessoas e rendeu um DVD de sucesso. Foi um retorno glorioso do grupo ao Brasil. Agora muitos dos fãs antigos têm seus próprios conjuntos, e sua influência pode ser escutada em diversas bandas de 90 até os dias de hoje. A banda continuou com o estilo progressivo com seu novo álbum "Dance of Death" lançado em 2003. O álbum ganhou disco de platina em diversos países e não deixou dúvidas que a banda ainda continua uma sensação do Heavy metal. O conjunto também emplacou alguns vídeo-clipes na MTV trazendo novos fãs para a banda. Tanto "Brave New World" quanto "Dance of Death" foram considerados pelo site Metal-Rules.com como os melhores álbuns de Metal de 2000 e 2003, respectivamente.
Em 2005, o Maiden anunciou uma tournê em comemoração aos 25 anos do lançamento do primeiro álbum e o 30º aniversário da primeira formação. A banda foi para um tour mundial para divulgar seu novo DVD, intitulado "The Early Days", em que o grupo celebra as músicas do período de 1975. Também foi lançado um álbum ao vivo em 2005 intitulado "Death On The Road", sendo que esse mesmo show foi lançado também em DVD em 2006, DVD este que conta ainda, além do show, com um disco extra com um documentário de 90 minutos mostrando os bastidores das gravações do álbum e da turnê mundial que se seguiu.
Em 2006 a banda finalmente lança o novo álbum, "A Matter of Life and Death", décimo quarto álbum de estúdio da banda, com músicas mais longas que o habitual do Iron Maiden, o álbum traz algumas características progressivas , que a banda já vinha apresentando nos últimos álbuns, porém agora nesse álbum com maior intensidade, junto com um som mais pesado que o mostrado anteriormente pela banda.


Pricipais Formações

Formação atual
Bruce Dickinson - vocal (1982 - 1993, 1999 - presente)
Dave Murray - guitarra (1976 - presente)
Adrian Smith - guitarra (1980 - 1990, 1999 - presente)
Janick Gers - guitarra (1990 - presente)
Steve Harris - baixo (1975 - presente)
Nicko McBrain - bateria (1983 - presente)

Formação Original
Steve Harris - baixo (1975 - presente)
Paul Day - vocal (1975-1976)
Dave Sullivan - guitarra (1975-1976)
Terry Rance - guitarra (1975-1976)
Ron "Rebel" Matthews - bateria (1975-1977)

Outros membros
Dennis Wilcock - vocal (1976 - 1977)
Bob Sawyer - guitarra (1976)
Terry Wapram - guitarra (1977)
Thunderstick - bateria (1977)
Tony Moore - teclado (1977)
Doug Sampson - bateria (1977 - 1979)
Paul Todd - guitarra (1977)
Paul Cairns - guitarra (1977)
Paul Di'anno - vocal (1978 - 1981)
Tony Parsons - guitarra (1979 - 1980)
Dennis Stratton - guitarra (1980)
Clive Burr - bateria (1979 - 1982)
Blaze Bayley - vocal (1994 - 1998)

Discografia

The Soundhouse Tapes 1978
Soundhouse Tapes é um EP (extend play) da banda de Iron Maiden. É um EP que funcionou para a banda como um cartão de visitas, em meados de 78, quando a banda (Harris, Sampson, Murray e Di Anno) ainda era independente. Hoje esse lendário EP representa o sonho de consumo de qualquer colecionador de discos. Depois de alguns anos passados na estrada, e com uma legião de fans que crescia de concerto para concerto, Steve Harris e o resto da banda, começaram a sentir a necessidade e a exigência dos mesmos, no sentido da edição de material em disco, veículo fundamental para a promoção dos Iron Maiden e de qualquer banda, e forma dos fans de prolongarem a experiência dos concertos fora dos mesmos.
Cambridge, Spaceward Studios, 31.12.1978 (normalmente uma data barata durante o ano musical), os Maiden, gravam 4 temas para serem incluídos numa demo de promoção da banda junto dos fans e das editoras, a saber:
Invasion - um dos primeiros temas compostos por Steve Harris, mais tarde editado como lado B do single Women In Uniform.
Iron Maiden - primeira encarnação e gravação de um dos principais temas dos Maiden. Editada posteriormente no primeiro álbum homónimo.
Prowler - mais uma música dos inícios da banda, também aparece no álbum referido anteriormente.
Strange World - abandonada para a demo, mais tarde reaproveitada e trabalhada, aparece igualmente em 1980, no álbum Iron Maiden (mais tarde os die hard fans tiveram acesso a esta faixa rara em particular, na compilação - Best Of The Beast).
Apesar de a gravação original ter sido apagada e de Strange World ter sido rejeitada pela banda por falta de qualidade final, a edição de 5.000 cópias do denominado - The Soundhouse Tapes, foi um sucesso raro, esgotando e apesar de a banda posteriormente ter rejeitado reedições, para não quebrar uma certa áurea criada à volta do disco.
Neal Key, na altura DJ no clube de metal mais famoso de Londres (o Soundhouse), foi o grande responsável pela massiva divulgação feita e elemento-chave nos primeiros passos para o estrelato, escreveu com sleeve-note:
"Every so often, one special band emerges from the mass of untried and unknown hopefuls which fill the streets of the rock world. Iron Maiden is just one such band, bringing with their emergence, a style of rock music, so hard, gritty and honest in its delivery that only success can justify their hard toil!
The tracks on this E.P. were the first ever recorded by the band and are the authentic unremixed cuts taken from the demo tape recorded at Spaceward Studios in Cambridge on December 30th 1978, and, subsequently presented to me in the Soundhouse a week later.
After one hearing it was obvious that Iron Maiden would become one of the leaders of present-day heavy metal, combining the sort of talent and hard drive that the music world must not ever ignore." - Neal Kay.
Como nota, pode-se acrescentar o line-up de gravação, visto esses terem sido períodos instáveis na formação dos Iron Maiden.


Faixas
"Invasion"
"Iron Maiden"
"Prowler"
"Strange World"

Integrantes
Steve Harris - Baixista
Paul Di'Anno - Vocalista
Dave Murray - Guitarrista
Doug Sampson - Baterista

Iron Maiden (14 de Abril de 1980)(LP, K7, CD e CDE)
Iron Maiden foi lançado em 14 de Abril de 1980, foi o primeiro álbum do Iron Maiden, chegou a 4ª posição de mais vendidos do Reino Unido. Curiosamente a música Sanctuary não entrou no disco em 1980 para tentar valorizar o single que foi lançado pouco depois. Com o arrependimento de Harris ela passou a fazer parte do CD quando a discografia foi relançada em 1998.


Faixas
"Prowler" (harris)- 3:52
"Remember Tomorrow" (di'anno/harris)- 5:25
"Running Free" (di'anno/harris)- 3:14
"Phantom of the Opera" (harris)- 7:05
"Transylvania" (harris)- 4:06 instrumental
"Strange World" (harris)- 5:40
"Sanctuary" (di'anno/harris/murray)- 3:12
"Charlotte the Harlot" (murray)- 4:10
"Iron Maiden" (harris) - 3:31

Integrantes
Steve Harris - Baixo e Vocais
Dave Murray - Guitarra
Paul Di'Anno - Vocalista Principal
Clive Burr - Bateria
Dennis Stratton - Guitarra e Vocais

Killers(março de 1981)(EP)
Killers, lançado em 1981. Foi o 2º álbum do Iron Maiden, o 1º a contar com o guitarrista Adrian Smith, e o último do vocalista Paul Di'Anno. Nesse álbum o som continuou cru e agressivo, como deve ser numa banda de heavy metal. Eddie está mais cabeludo e feroz ao ponto de ter assassinado a toda poderosa Margaret Tatcher. Logo de cara temos uma excelente instrumental. A curta e pesada "Wrathchild" nos convida ao bangin'. Se você entender bem inglês, corra atrás da letra de "Murders In The Rus Morgue" , ela é engraçadíssima e muito bem feita. Como de praxe, este disco produziu mais alguns sucessos como "Innocent Exile", "Purgatory" ou até mesmo a exuberante faixa-título. A dupla de guitarristas já estava sendo fundamentada.


Faixas
"The Ides Of March" (Harris) - 1:45
"Wrathchild" (Harris) - 2:54
"Murders In The Rue Morgue" (Harris) - 4:19
"Another Life" (Harris) - 3:22
"Genghis Khan" (Harris) - 3:06
"Innocent Exile" (Harris) - 3:53
"Killers" (Di'Anno/Harris) - 5:01
"Prodigal Son" (Harris) - 6:11
"Purgatory" (Harris) - 3:21
"Twilight Zone" (Harris/Murray) - 2:34
"Drifter" (Harris) - 4:48

Integrantes
Paul Di'Anno - Vocalista Principal
Steve Harris - Baixo, Backing Vocal
Dave Murray - Guitarra
Adrian Smith - Guitarra, Backing Vocal
Clive Burr - Bateria

Maiden Japan (EP ao vivo)1981
Maiden Japan é um single da banda Iron Maiden lançado em 14 de setembro de 1981. Este EP marca a primeira ida da donzela ao Oriente (leia-se ao Japão). Trata-se da gravação de uma parte de um dos shows por lá. Nada muito especial, nenhuma faixa inédita. Último registro oficial com Paul, que deixou a banda debaixo de gritos de protestos dos fãs. Na foto da contra-capa podemos observar como a japonesada era louca pelo Maiden já naquela época. Como homenagem, Eddie vinha vestido de samurai na capa.


Faixas
"Running Free"
"Remember Tomorrow"
"Wrathchild"
"Killers"
"Innocent Exile"

Integrantes
Paul Di'Anno - vocalista principal
Steve Harris - Baixo, Backing Vocal
Dave Murray - Guitarra
Adrian Smith - Guitarra, Backing Vocal
Clive Burr - Bateria

The Number Of The Beast (29 de março 1982)
The Number of the Beast é um álbum da banda de Heavy Metal Iron Maiden, lançado em 1982. Este álbum marca a entrada do vocalista Bruce Dickinson, e é considerado por muitos o melhor álbum da banda. Os principais destaques do álbum são: "The Number Of The Beast" e "Hallowed Be Thy Name".


Faixas
"Invaders" (Harris) 3:24
"Children Of The Damned" (Harris) 4:32
"The Prisoner" (Harris/Smith) 4:59
"22 Acacia Avenue" (Harris/Smith) 6:32
"The Number Of The Beast" (Harris) 4:48
"Run To The Hills" (Harris) 3:49
"Gangland" (Smith/Burr) 3:49
"Total Eclipse" (Harris/Murray/Burr) 4:29
"Hallowed Be Thy Name" (Harris) 7:09

Obs:Este álbum foi lançado originalmente com 8 músicas, "Total Eclipse" foi incluída na Remasterização.



Integrantes:
Steve Harris - Baixo e Vocais
Dave Murray - Guitarra
Bruce Dickinson - Vocalista Principal
Clive Burr - Bateria
Adrian Smith - Guitarra e Vocais

Piece of Mind (16 de maio de 1983)LP, PDR, K7, CD e CDE
Outro excelente álbum, Piece of Mind marca a entrada do baterista 'bem humorado' Nicko McBrain na banda. Para provar sua eficiência na bateria, o álbum chama atenção por conter músicas como Where Eagles Dare, Flight of Icarus, Revelations e Die With Your Boots On. Ele mantém o estilo pesado de The Number of The Beast mas com um pouco mais de técnica, e suas letras começam a definir melhor o perfil de músicas mais trabalhadas e com mais conceito, falando de guerras e temas de filmes e livros (o que já acontecia desde os primeiros álbuns, mas em escala menos significativa literalmente). É deste disco também uma das músicas obrigatórias em qualquer show da banda: o grande clássico The Trooper. Piece Of Mind significa "Pedaço da mente", e é um trocadilho com a expressão inglesa "Peace of mind" que significa "Paz de espírito".


Faixas
"Where Eagles Dare" (harris)
"Revelations" (dickinson)
"Flight of Icarus" (smith/dickinson)
"Die With Your Boots On" (smith/dickinson/harris)
"The Trooper" (harris)
"Still Life" (murray/harris)
"Quest For Fire" (harris)
"Sun And Steel" (smith/dickinson/harris)

Integrantes
Steve Harris - Baixo e Vocais
Dave Murray - Guitarra
Bruce Dickinson - Vocalista Principal
Nicko McBrain - Bateria
Adrian Smith - Guitarra e Vocais

Powerslave (3 de setembro de 1984)
Um dos melhores Albums do Iron Maiden, foi lançado em 3 de setembro de 1984
Principais Destaques são: Aces High, 2 Minutes To Midnight, Powerslave e Rime Of The Ancient Mariner.


Faixas
"Aces High" (Harris) 4:30
"2 Minutes To Midnight" (Smith/Dickinson) 6:02
"Losfer Words (Big' Orra)" (Harris) essa música é instrumental 4:13
"Flash Of The Blade" (Dickinson) 4:06
"The Duellists" (Harris) 6:08
"Back In The Village" (Smith/Dickinson) 5:03
"Powerslave" (Dickinson) 7:09
"Rime Of The Ancient Mariner" (Harris) 13:35

Integrantes:
Bruce Dickinson - Vocal
Steve Harris - Baixo
Dave Murray - Guitarra
Adrian Smith - Guitarra
Nicko McBrain - Bateria

Live After Death (álbum ao vivo 1985)(LP, CD)
Live After Death foi o primeiro álbum ao vivo da banda Iron Maiden. O álbum foi lançado em 14 de Outubro de 1985, como um registro da turnê mundial World Slavery Tour. As primeiras 13 faixas (12 músicas mais a introdução) foram gravadas no Long Beach Arena, em Long Beach, California, entre os dias 14 e 17 de Março de 1985. As últimas 5 músicas foram gravadas antes, no Hammersmith Odeon (agora conhecido como Hammersmith Apollo) em Londres, nos dias 8, 9, 10 e 12 de Outubro de. Na versão original, lançada em LP duplo as músicas gravadas em Long Beach estão nos três primeiros lados, enquanto as gravadas em Londres("Wrathchild", "Children of the Damned", "22 Acacia Avenue", "Die With Your Boots On" and "Phantom of the Opera") estão no lado quatro.
A primeira versão em CD deste álbum (lançada em Dezembro de 1985) inclui tudo o que os primeiros três lados do LP continham. O quarto lado do LP não foi incluído devido a problemas de capacidade. Também a música "Running Free" foi encurtada de 8:16 do vinil para aproximadamente 3:16 no CD, eliminando a interação do vocalista Bruce Dickinson"> com o público. Um fã de música experiente pode até mesmo dizer onde houve o corte na faixa. A versão remasterizada de 1998 não possui cortes, incluindo um segundo CD com as faixas que foram excluídas na edição anterior. O vídeo Live After Death também foi gravado em Long Beach Arena, mas em uma noite diferente. Ele contém um concerto inteiro e termina com a música "Sanctuary", que não está em nenhuma versão lançada CD e LP do álbum.
Live After Death é considerado um dos melhores álbums ao vivo já gravados pelo Iron Maiden ao lado do álbum Rock in Rio de 2002, que embora possua uma qualidade de áudio muito superior, a seleção de músicas não é tão boa quanto, se comparada ao Live After Death, que possui grandes músicas lançadas antes do álbum Powerslave que não são mais executadas atualmente.

Arte da Capa
A arte da capa, foi como de costume na época, desenhada por Derek Riggs, com a imagem do mascote da banda "Eddie The Head" saindo de uma tumba em qual havia escrito uma frase do autor inglês de ficção H.P Lovecraft.

Introdução
A introdução antes da faixa Aces High é uma frase de Winston Churchill, dita na Câmara dos Comuns em 4 de Junho de 1940.
"... We shall go on to the end, we shall fight in France, we shall fight on the seas and oceans, we shall fight with growing confidence and growing strength in the air, we shall defend our Island, whatever the cost may be, we shall fight on the beaches, we shall fight on the landing grounds, we shall fight in the fields and in the streets, we shall fight in the hills; we shall never surrender ...


Faixas
"Intro: Churchill's Speech"
"Aces High"
"2 Minutes to Midnight"
"The Trooper"
"Revelations"
"Flight of Icarus"
"The Rime of the Ancient Mariner"
"Powerslave"
"The Number of the Beast"
"Hallowed be Thy Name"
"Iron Maiden"
"Run to the Hills"
"Running Free"
"Wrathchild"
"22 Acacia Avenue"
"Children of the Damned"
"Die With Your Boots On"
"The Phantom of the Opera"
Obs:Os autores das músicas estão nos álbuns de origem.

Integrantes:
Bruce Dickinson - Vocal
Steve Harris - Baixo
Dave Murray - Guitarra
Adrian Smith - Guitarra
Nicko McBrain - Bateria

Somewhere in Time (29 de setembro de 1996)
Somewhere in Time é considerado pelos fãs do Iron Maiden, o disco que tem a capa mais elaborada de todos os tempos. Trazendo Eddie como um ciborg apocalítico, a capa faz referências à várias situações vividas pela Banda, e bem como, momentos importantes na carreira do Maiden. A capa traz o “Ices high bar” e o “Ancient mariner seafood restaurant” (referências respectivamente às músicas). Também mostra um relógio digital, mostrando a hora de 11:58, uma dos maiores sucessos do Iron, 2 Minutes To Midnight. Há um placar eletrônico mostrando os últimos resultados do campeonato de futebol inglês, onde o West Ham United (time no qual são torcedores fanáticos), aparece dando uma tremenda goleada de 7 a 3 no Arsenal FC, um dos mais populares e fortes times britânicos. Outra curiosidade: Todo o lado B deste disco foi tocada quase totalmente por Adrian Smith. Esse disco sem dúvida nenhuma, é um deleite para os fãs.


Faixas
"caught somewhere in time"
"wasted years"
"sea of madness"
"heaven can wait"
"the loneliness of the long distance runner"
"strange in a strange land"
"deja vu"
"alexander the great"

Integrantes:
Bruce Dickinson - Vocal
Steve Harris - Baixo
Dave Murray - Guitarra
Adrian Smith - Guitarra
Nicko McBrain - Bateria

Seventh Son of a Seventh Son 1988
Seventh son of a Seventh son é um álbum lançado pela banda Iron Maiden em 1988 com a gravadora EMI records LTDA. O sétimo disco da banda é conceitual, mas por acaso. Em entrevistas recentes Harris e Dickinson admitiram que escreveram tudo separados, sem nem mesmo formular o conceito original do álbum. Quando se encontraram, perceberam que tudo se encaixava e resolveram deixar assim. O 'Seventh Son' traz a lenda do sétimo filho do sétimo filho, que teria poderes sobrenaturais, partindo da história de uma criança enviada para ser um representante do bem ou do mal na terra. Baseado na novela de Orson Scott Card, aborda mágica e folclore dos colonizadores da América.


Faixas
"Moonchild" (Smith/Dickinson)
"Infinite Dreams" (Harris)
"Can I play with madness" (Smith/Dickinson/Harris)
"The evil that men do" (Smith/Dickinson/Harris)
"Seventh son of a seventh son" (Harris)
"The Profecy" (Murray/Harris)
"The Clairvoyant" (Harris)
"Only the good die young" (Harris/Dickinson)

Integrantes:
Bruce Dickinson - Vocal
Steve Harris - Baixo
Dave Murray - Guitarra
Adrian Smith - Guitarra
Nicko McBrain - Bateria

No Prayer for the Dying (maio de 1990)
No Prayer for the dying é o oitavo disco gravado pela banda Iron Maiden e um dos mais criticados. Depois de dois ábuns tendo como característica principal o uso de teclados e sintetizadores (Somewhere in time e Seventh son of a seventh son), a intenção neste disco era voltar aos primórdios da banda. No entanto, o resultado acabou não agradando os fãs e a mudança na sonoridade foi um dos fatores motivadores da saída do guitarrista Adrian Smith que foi substituído por Janick Gers.


Faixas
"Tail Gunner" (Harris/Dickinson)
"Holy Smoke" (Harris/Dickinson)
"No Prayer For The Dying" (Harris)
"Public Enema Number One" (Murray/Dickinson)
"Fates Warning" (Murray/Harris)
"The Assassin" (Harris)
"Run Silent Run Deep" (Harris)
"Hooks In You" (Dickinson/Smith)
"Bring Your Daughter... To The Slaughter" (Dickinson)
"Mother Russia" (Harris)

Integrantes:
Bruce Dickinson - Vocal
Steve Harris - Baixo
DaveMurray - Guitarra
Janick Gers - Guitarra
Nicko McBrain - Bateria

Fear of the Dark (12 de maio de 1992)
Fear of the Dark foi o último álbum que o Bruce Dickinson gravou com o Iron Maiden antes de ir se dedicar a sua carreira solo. Blaze Bailey foi colocado no lugar de Bruce Dickinson, que voltou para a banda em 2000. Algumas músicas com pegada mais "thrash" no álbum fizeram muito sucesso nos Estados Unidos e fez com que o álbum fosse um sucesso de vendas no país. Em 1998 foi relançado junto com um CD bônus. Este album conseguiu agradar a todos os fans, e serviu de consolo para banda, visto que o anterior , No Prayer for the Dying, nao alcançou os objetivos esperados. Conseguiu vender mais cópias em alguns lugares que o lendário The Number of The Beast.


Faixas
"Be Quick or Be Dead" (Dickinson/Gers)
"From Here to Eternity" (Harris)
"Afraid to Shoot Strangers" (Harris)
"Fear is the Key" (Dickinson/Gers)
"Childhood's End" (Harris)
"Wasting Love" (Dickinson/Gers)
"The Fugitive" (Harris)
"Chains of Misery" (Murray/Dickinson)
"The Apparition" (Harris/Gers)
"Judas Be My Guide" (Dickinson/Murray)
"Weekend Warrior" (Harris/Gers)
"Fear Of The Dark" (Harris)

Integrantes:
Bruce Dickinson - Vocal
Steve Harris - Baixo
Dave Murray - Guitarra
Adrian Smith - Guitarra
Nicko McBrain - Bateria

The X Factor (2 de outubro de 1995)
O The X Factor é um álbum de heavy metal lançado em 2 de outubro de 1995, da banda Iron Maiden. Este álbum foi o primeiro do Iron Maiden com o vocalista Blaze Bayley, que antes era da banda Wolfsbane, ele entrou no lugar do Bruce Dickinson, que deixou a banda para se dedicar a seu trabalho solo. Os fãs não gostaram muito dessa mudança e o álbum recebeu diversas criticas negativas.


Faixas
"Sign Of The Cross" (Harris)
"Lord Of The Flies" (Harris/Gers)
"Man On The Edge" (Bayley/Gers)
"Fortunes Of War" (Harris)
"Look For The Truth" (Bayley/Gers/Harris)
"The Aftermath" (Harris/Bayley/Gers)
"Judgement Of Heaven" (Harris)
"Blood On The World's Hands" (Harris)
"The Edge Of Darkness" (Harris/Bayley/Gers)
"2 A.M." (Bayley/Gers/Harris)
"The Unbeliever" (Harris/Gers)

Integrantes
Blaze Bayley - vocal
Steve Harris - baixo
Dave Murray - guitarra
Janick Gers - guitarra
Nicko McBrain - bateria

Virtual XI (23 de março de 1998)
Virtual XI é o décimo primeiro album de heavy metal da banda Iron Maiden. O disco que trazia na arte e nas letras referências futuristas - como realidade virtual - obteve relativo sucesso, pois continha músicas muito longas e pouco carismáticas. Ainda assim, acabou alcançando o número 16 nos Charts Ingleses. O maior destaque, é o fato desse ter sido o segundo e último álbum do Iron Maiden com o vocalista Blaze Bayley. Depois do polêmico lançamento anterior (The X Factor), a banda tentou em vão se reerguer, porém a pressão só aumentava e Steve Harris (líder e fundador, teve não teve outra alternativa a não ser trazer Bruce Dickinson de volta, fato muito positivo para a banda, que teve seu período negro com Blaze.


Faixas
"Futureal" (Harris/Bayley)
"The Angel and the Gambler" (Harris)
"Lightning Strikes Twice" (Murray/Harris)
"The Clansman" (Harris)
"When Two Worlds Collide" (Harris/Bayley/Murray)
"The Educated Fool" (Harris)
"Don't Look To The Eyes Of A Stranger" (Harris)
"Como Estais Amigo" (Gers/Bayley)

Integrantes
Blaze Bayley - vocal
Steve Harris - baixo
Dave Murray - guitarra
Janick Gers - guitarra
Nicko McBrain - bateria

Brave New World (2000)
Brave New World é o 12º album da banda de heavy metal Iron Maiden. O álbum tem dez músicas, entre elas, Blood Brothers, que foi trilha de vários filmes, The Wickerman, Ghost of the Navigator e a faixa título, incorporadas ao repertório da banda e que são um grande sucesso entre os fãs.Ele marca o retorno do vocalista Bruce Dickinson e do guitarrista Adrian Smith. Esse álbum foi sucedido por uma turnê mundial, que esteve no Brasil durante o Rock in Rio III, onde foi gravado um DVD e CD duplo. No show são tocadas as 6 primeiras músicas deste album, todas com uma boa receptividade do público.É um album com um som mais progressivo. Ao mesmo tempo marca o retorno da banda aos bons tempos da década de 80, algumas músicas lembram muito trechos de temas de álbuns como Powerslave e Fear of The Dark.Esse álbum foi um dos mais aguardados da história do rock. Era a volta de Bruce Dickinson e Adrian Smith. Até mesmo quem nem conhecia a Dama de Ferro ficou na expectativa pelo álbum, que não desapontou.


Faixas
"The Wicker Man" (Smith, Harris, Dickinson) - 4:35
"Ghost of the Navigator" (Gers, Dickinson, Harris) - 6:50
"Brave New World" (Murray, Harris, Dickinson) - 6:18
"Blood Brothers" (Harris) - 7:14
"The Mercenary" (Gers, Harris) - 4:42
"Dream of Mirrors" (Gers, Harris) - 9:21
"The Fallen Angel" (Smith, Harris) - 4:00
"The Nomad" (Murray, Harris) - 9:06
"Out of the Silent Planet" (Gers, Dickinson, Harris) - 6:25
"The Thin Line Between Love and Hate" (Murray, Harris) - 8:26

Integrantes
Steve Harris - baixo e vocal
Dave Murray - guitarra
Bruce Dickinson - vocalista principal
Nicko McBrain - bateria
Adrian Smith - guitarra e vocal
Janick Gers - guitarra

Dance of Death (8 de setembro de 2003)
Dance of Death é o décimo terceiro álbum de estúdio da banda britânica de heavy metal Iron Maiden. Alcançou a segunda posição entre os mais vendidos do Reino Unido.


Faixas
"Wildest Dreams" (Smith/Harris)
"Rainmaker" (Murray/Harris/Dickinson)
"No More Lies" (Harris)
"Montsegur" (Gers/Harris/Dickinson)
"Dance Of Death" (Gers/Harris)
"Gates Of Tomorrow" (Gers/Harris/Dickinson)
"New Frontier" (McBrain/Smith/Dickinson)
"Paschendale" (Smith/Harris)
"Face In The Sand" (Smith/Harris/Dickinson)
"Age Of Innocence" (Murray/Harris)
"Journeyman" (Smith/Harris/Dickinson)

Integrantes
Steve Harris - baixo e vocal
Dave Murray - guitarra
Bruce Dickinson - vocalista principal
Nicko McBrain - bateria
Adrian Smith - guitarra e vocal
Janick Gers - guitarra

A Matter of Life and Death (28 de agosto de 2006)
A Matter Of Life And Death é o décimo quarto disco de estúdio da banda inglesa Iron Maiden. O disco foi lançado dia 28 de agosto de 2006 na Europa e dia 11 de setembro de 2006 no Brasil, via EMI. É o terceiro disco gravado com a atual formação, precedido por Brave New World e Dance of Death. O primeiro single de A Matter of Life and Death é The Reincarnation of Benjamin Breeg. O disco vem em duas versões: uma simples e outra com um DVD bônus.


Faixas
"Different World" (smith/harris) - 4:17
"These Colours Don't Run" (smith/harris/dickinson) - 6:52
"Brighter Than A Thousand Suns" (smith/harris/dickinson - )8:44
"The Pilgrim" (gers/harris) - 5:07
"The Longest Day" (smith/harris/dickinson) - 7:48
"Out Of The Shadows" (dickinson/harris) - 5:36
"The Reincarnation Of Benjamin Breeg" (murray/harris) - 7:21
"For The Greater Good Of God" (harris) - 9:24
"Lord Of Light" (smith/harris/dickinson) - 7:23
"The Legacy" (gers/harris) - 9:20

Integrantes
Steve Harris - baixo e vocal
Dave Murray - guitarra
Bruce Dickinson - vocalista principal
Nicko McBrain - bateria
Adrian Smith - guitarra e vocal
Janick Gers - guitarra

Videografia
1981 - Live at the Rainbow
1983 - Video Pieces
1984 - Behind the Iron Curtain
1985 - Live After Death
1987 - 12 Wasted Years
1989 - Maiden England
1990 - Up the Irons - The First Ten Years
1992 - From There to Eternity
1993 - Donington Live 1992
1994 - Raising Hell
2001 - The Number Of The Beast
2001 - Rock in Rio
2003 - Visions of the Beast
2004 - The Early Days
2006 - Death on the Road